はい、私の主。 ♥: ボール-マスク★:: Masquerade!

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Uma noite tranquila, mas um tanto alegre para todos. Ciel e seu mordomo Sebastian estavam dentro de uma carruagem, guiada por um velho homem sorridente. Atrás, havia uma outra carruagem com os 4 outros empregados da mansão Phantomhive: Meirin, Finnian, Bard e Tanaka, sorridentes. Porém, não…

Cada passo ao lado que dava, mais e mais ele tentava ver, pela frente de seu mordomo, a presença tão esperada que era de Alois e Claude, que demoravam para aparecer. Isso o irritava de um jeito que não podia suportar, parecia proposital toda essa demora ou como se pudesse sentir que estivessem armando alguma amadilha enquanto estivessem distraídos com a festa. Era fato que não podiam relaxar ou achar que tudo estava bem, mesmo com ele tendo se rendido e tudo o que houve dias atrás, muitas coisas poderiam ter mudado. Pelo menos, o mordomo e o loiro voltaram a se unir, ou seja, não tinha toda aquela melancolia, podiam ter mudado tanto positivamente como negativamente. O lorde mal ficava atento à dança e nem ao olhar provocador do mordomo, até mesmo se esqueceu da péssima fantasia que foi forçado a vestir, só ficava de olho em qualquer movimento suspeito. Seus empregados já tinha ficado para longe, talvez fazendo algo como admirar toda a mansão ou qualquer coisa que provavelmente Ciel não gostaria de ver. Lizzy também não dava nenhum sinal de presença, provavelmente ele nunca o reconheceria com aquela fantasia, mesmo sendo usada na segunda vez; ou estivesse até cheio para ser visto. Pouco lhe importava, quanto menos a ouvisse e fosse atrapalhado, melhor seria para continuar com o caminho livre para se manter atento com qualquer coisa que eles pudessem fazer. Não estava nem aproveitando a noite, até Sebastian estava relaxado, ah … era difícil vê-lo mostrar preocupação, inclusive isso era motivo para se sentir irritado.

– Pare! Eles chegaram, Sebastian. E mesmo com a música continuando, muitos dos casais paravam e viam lá do topo da escada os dois: Alois Trancy e Claude Faustus. Um enorme sorriso estampava na face do menor, que acompanhado do ainda frio e quieto demônio, chamavam toda a atenção para eles. As unhas de Ciel apertavam as mãos de seu mordomo, que não disse nada, apenas acompanhou eles. Tão diferente. Diferente daquele outro estranho dia, quando Alois estava em lágrimas e depressivo, enquanto o mordomo Claude o perseguia para pegá-lo de volta; tudo sem resposta, mas faz parte do passado. Que …?Sussurrou, apertando mais as mãos de Sebastian e mordiscando o canto dos lábios. Todo seu nervosismo foi por causa de quando os dois olhares se cruzaram, o loiro apressou mais seus passos - até mesmo se afastando de Claude - e com um sorriso maior e a ponta das bochechas coradas, desceu as escadas indo até ele, sem nenhuma vez tirar os olhos de seu rosto. Os outros convidados até notavam a enorme felicidade que de repente se deu nele, que indiscretamente, mostrava que iria até o menor na mesma hora. ”O que ele quer?!” - E mais aflito ficou.

Alois Trancy, então, finalmente surgia na festa. A música logo foi abaixada e todos pararam de dançar e ficaram a observar o garoto de pé no topo das escadas, com seu mordomo logo ao lado. Assim como todos, Alois estava sorridente e, assim que o loiro reconheceu Ciel -mesmo este estando fantasiado-, largou a mão de Claude e foi descendo as escadas correndo em direção ao outro. – C-CIEL! VOCÊ VEIO! Gritou, agarrando o garoto pelo pescoço e girando no meio do salão. Ninguém, nem mesmo Sebastian estranhou aquilo; apenas Ciel que ficava de olhos arregalados e incapaz de se mover por conta do abraço. Atrás dos dois, Claude se aproximava, mas não estava fantasiado. Já a roupa de alois era um conjunto todo roxo, sua cor favorita, com alguns detalhes em preto e vermelho, mais uma cartola com asas de morcego no topo e presas em suas costas. Era fofo. 

Logo Alois se desagarrava de Ciel e voltava a segurar a mão de Claude. Obrigado por virem. É como um agradecimente, ne, Claude? Então, a rivalidade de fato se foi e Alois finalmente se mostrava feliz como nunca. Ter Ciel em suas mãos, se vingar de todos que o corrompeu, matar Sebastian … Não, nunca foram desejos do loiro. Ele só tinha um desejo: Ser amado por seu mordomo, quem o salvou de todos os abusos e violência. E agora que conseguiu, já não tinha que se preocupar com mais nada. Vendo que os outros dois se afastavam e Sebastian dizia algo no ouvido de Ciel, Alois, um tanto curioso, apenas agarrou o braço de Claude com encarando-os. Este, porém, logo pediu uma permissão para sair e ir conversar com Sebastian que já voltava a encará-los, sorridente. Ah … Então, Ciel será minha dama! ♥ E puxou o outro até um canto do salão, se afastando dos dois mordomos, que passaram a se encarar. 

Ah, mais uma vez Alois não conseguia se controlar como sempre. Aquela mesma atitude toda vez acontecia quando era anfitrião de uma festa com tanta classe, sendo escandaloso e não contendo o que sente, e como o mordomo já esperava, a presença de Ciel Phantomhive seria um motivo para ele ficar daquela forma. Assim como o loiro, logo reconheceu o lorde que estava fantasiado e de mãos dadas com o outro demônio, Sebastian. Sim, isso de alguma forma o deixava com mais ânimo em participar mais da festa. Discretamente, sorriu rapidamente e descia também as escadas; só que em passos largamente mais devagar que de Alois e mais quieto. Esperou toda a estranha e inconveniente - para o Phantomhive - recepção tão animada do outro, que abraçava e alegremente agradecia por estarem lá, enquanto Sebastian aproximava-se e dizia algo nos ouvidos do lorde.

My highness. Poderia me permitir um momento à sós com Sebastian Michaellis? Não demorará. Propositalmente, interrompeu tudo o que ele queria dizer em segredo ao menor. Esperando em ver o mesmo rosto provocante de sempre, foi encarando pelo simpático e tradicional sorriso de Sebastian que sempre soava um tanto irônico, já que independente da situação, sempre esboçava o mesmo. Chegava a ser irritante, que droga! Aquilo lhe trazia até mesmo formidáveis lembranças daquele dia na mansão de seus possíveis ”antigos inimigos”, e lhe lembrava de como as coisas acabaram meio incompletas e interessantes e naquela noite, longe dos outros dois, seria uma situação perfeita.

Dessa vez, estamos agora na mansão de Alois Trancy, e não mais onde você poderia dar qualquer ordem que desejasse. Arrumando os óculos, e aproveitando a chance dos outros convidados estarem distraídos ou com a comida ou e a dança em pares, arrogantemente e até ”feliz” por estar tendo aquela grande chance, pôs suas mãos por trás das costas do mordomo e forçou-o para frente. Ainda não esqueci o que aconteceu dias atrás quando tive que resgatar minha majestade. Só que … ainda tem mais o que fazer. Vamos para fora. Sequer esperou um ”sim” ou ”não de Sebastian, apenas continuou caminhando e viu que o outro assim também fazia. Preferiu não olhá-lo ainda, já que provavelmente, veria o mesmo sorriso. Tantas idéias apareceram a partir do quanto estavam mais distantes da parte interior da mansão.

– Hm? Com o mesmo sorriso de sempre, passando de desentendido ao ouvir as palavras do outro. Isso é um baile, tente não tirar a diversão e o sorriso das pessoas. Disse, calmamente. Então sentiu ser empurrado pelas duas mãos do outro mordomo sobre suas costas. Em passos calmos, foi indo até a saída e dirigiram até o jardim com o lago logo à frente. Vocês possuem um belo jardim, mas … É aquela mulher quem cuida das rosas, não é? Perguntou, referindo-se à Hannah, observando cada rosa de cores diferentes sobre o jardim. Já se afastando de Claude, andou até as rosas brancas, lembrando da paixão de seu lorde por elas. Suspirou e retirou, de uma de suas mangas, uma pequena tesoura especialmente para cortar as flores; servia também de “arma”, caso Claude perdesse o controle perto de Ciel.  Algumas já estão mortas. Outras com manchas … Disse, num tom um tanto sereno quanto provocante. Ele, então, começava a cortar cada rosa manchada e morta pelo caule e jogando-as no chão, para que qualquer outro empregado da mansão Trancy as recolhesse. Aparentava não dar a mínima para a presença de seu “inimigo” logo atrás, afinal, este sabia que Sebastian estaria sempre preparado para qualquer coisa. Fico feliz que tenha finalmente reconhecido seu mestre. E por ter aprendido a se controlar perto do meu Bocchan. Não seria nada bom atrapalhar um baile tão divertido com uma luta infantil logo provocada por você, caso tentasse algo para cima de meu lorde. Assim que terminou de fazer a “limpeza” nas rosas brancas, dirigiu-se até as amarelas e recomeçou.  

E não precisa agradecer, é uma forma de agradecimento, apesar de aprender a se controlar fosse mais uma obrigação sua. Mas, então … O que queria falar comigo? Perguntou. Tomava todo cuidado para não ser perfurado pelos espinhos, enquanto esperava a resposta do outro, mas o silêncio acabou tomando conta entre os dois. Apesar de aparentar estar calmo, Sebastian sentia um alívio pelo outro não ter reagido contra si pelo que falou à pouco. Sebastian estava no território de seu inimigo, não saberia como se defender muito bem, ainda mais por estar “fantasiado” e não estava tão “armado” como ficava com suas roupas normais de mordomo. Ouvindo os passos do outro sobre a grama, percebia que Claude se aproximava, ainda devagar, sem dizer nada. Preferiu não se virar: Apenas continuou com seu “trabalho” e esperou pela ação do outro. 

Sim, é ela. Em tom impaciente, respondeu à pergunta feita pelo mordomo Phantomhive. Uma pequena irritação, que não era demonstrada em sua calma e fria expressão, começava a aparecer só por ele já ter tocado no assunto da decoração, o que significava que ”rebateria” a mesma provocação que havia feito. ”Ele só pode estar brincando. Que demônio mais … !” - E então, viu Sebastian tirando das mangas uma grande tesoura, idêntica daquelas de cortar jardim. Isso só podia ser uma piada! Quem por acaso vai em uma festa com uma arma prática dentro de uma fantasia? Os dois não eram idiotas, isso sim era um fato. Eles não abaixariam a guarda daquela forma; mas o fato de estarem à sos o acalmava. Ignorando as críticas feitas pelo outro, Claude viu cada planta morta e sem cor sendo jogadas no chão junto com o caule, já formando uma pequena relevância. Sua mãos se fechavam para controlar toda a raiva que sentiu com aquela ousadia de Sebastian, sendo que ao mesmo tempo, aquilo era um detalhe que o agradava. Toda a implicância, o jeito irônico de sempre agir, fazia com que ele ficasse mais interessado naquela situação, e quem sabe … em Sebastian Michaellis. Apesar de ser tão frio e aparentemente obediente e correto, Claude se sentia muito atraído pelo jeito muito igual com o do outro mordomo e pela intensidade que começava a ficar mais forte aos poucos. Ah, sim, mais uma vez era atacado pelas provocações do outro, que com um ar de arrogância e provocação, dizia que não queria recomeçar outra briga no meio da festa caso ele não se controlasse por perto de Ciel. Mas … mal sabia Sebastian, que depois de tudo que Claude disse e tentou fazer, aquele lorde não o mais interessava.

”Pegar de surpresa … ele com certeza não reagiria …” - E praticamente fixado, foi andando - em passos lentos que mesmo assim resultavam em barulhos por cima da grama - de pouco em pouco até ao mordomo. Seus lábios tentavam abrir um sorriso, todo o perigo só incitava mais ele. ”Huh?” - Suspirou ao ver o olhar rápido que o demônio desviou para si, notando a aproximação. Tudo acabado? Não, pois ele continuou a cortar as rosas normalmente e não disse nada. Nesse ponto, Claude sabia que precisava ser mais rápido.

– Sebastian. Apressou seus passos e sem que ele notasse, ficou por trás. Vendo a surpresa dele, rapidamente prendeu seu braço e o fez soltar a tesoura, que ficou larga em cima da grama. Seu coração palpitou, e agora que tinha Sebastian praticamente em seus braços sem poder mover-se, era só aproveitar. Encostou seu nariz no pescoço do outro e suspirava de jeito abafado ali. Vendo uma tentativa deste de falar algo, deslizou sua língua ainda no pescoço em movimento de frente-para-trás.

– … O-O qu— –  Assustou-se com a atitude do outro. Não por ter chegado por trás, mas sim por ter segurado seus braços e começar a sentir seu perfume pelo pescoço. Sentia um leve calafrio com cada suspiro, sentindo a respiração do outro batendo contra seu pescoço. Ergueu sua cabeça, mas acabou dando mais “espaço” para Claude acabar lambendo seu pescoço. Segurou os gemidos, ele tentava se mover, mas cada vez que tentava se separar do outro, mais ficava preso à Claude. Acho que meu Bocchan não vai gostar de ver isso, Claude. Disse, permanecendo com os olhos fechados, tentando suportar cada arrepio sem soltar nenhum gemido. Sentiu suas pernas se cruzarem com às de Claude e, finalmente, ficou com seu corpo totalmente colado ao do outro. Sebastian poderia empurrá-lo facilmente se fosse um humano qualquer, mas … Claude chegava a ter mais força. – Se está tão faminto assim, vá se alimentar da alma de Alois! –  E sentiu seu pulso ser apertado com mais força pelo “insulto”. Apesar de estar concentrado em lamber o pescoço de Sebastian, Claude não deixava de usar força nas pernas e nos braços hora alguma. No fim, ele era muito esperto e não daria brecha para o outro escapar. 

Mas afinal … O que pretende? Perguntou meio trêmulo, finalmente abrindo seus olhos revelando a tonalidade mais avermelhada encarando o outro. Conseguiu virar seu pescoço, já sentindo o quanto o mesmo estava úmido por causa das lambidas, e passou a encarar o outro em silêncio até que finalmente respondesse. Continuava preso pelas mãos e pernas do outro enquanto percebia o quanto seus lábios estavam próximos aos de Claude, conseguindo até sentir sua respiração. Sebastian já começava a se sentir atraído pelos lábios de Claude, mas … Droga! Tinha que se controlar, afinal, Claude não era humano e sim um demônio, chegando até a ser um tanto mais forte. Sebastian era menor que Claude, inclusive, e tinha de erguer um pouco a cabeça para poder enxergar seu rosto claramente. Pela primeira vez Sebastian não conseguiu encará-lo por tanto tempo: desviou seu olhar para o chão, abaixando a cabeça e deixando que uma parte de seu cabelo escondesse seus olhos. Sebastian, então, rendeu-se à Claude? Provavelmente sim, afinal, estava totalmente preso e não tinha como escapar das mãos do outro. Sebastian passou a encarar cada rosa morta que fora jogada no chão, então. Esperaria que Claude acreditasse que o menor se rendeu para acabar se soltando e reagindo contra ele. 

Foi então que Sebastian sentiu uma das mãos do outro se soltando, porém, antes que pudesse se mecher, acabara tendo os dois braços pesos por uma só mão de Claude. O maior repousava sua mão sobre a cintura de Sebastian e ia subindo, passando por seu peito, pescoço até, finalmente, chegar ao rosto forçando-o a erguer a cabeça e virá-lo, voltando a encarar aqueles olhos amarelos. Percebia que seu rosto acabara ficando mais próximo do que antes. – … Hm? Foi o único som que soltou. Mostrava-se indiferente a cada atitude do outro, procurando se acalmar e ignorá-lo; quem sabe, dessa forma, Claude perceberia que Sebastian não queria nada e acabasse largando-o e o deixando em paz.

Conseguiu prendê-lo de todos os modos. O modo amendrontado que Sebastian continuava ficando, desviando os olhares e resistindo ao máximo todas as chegadas do mordomo, e isso era uma espécie de amostra de como ele estava sob o poder e que tudo que se passasse na sua mente, seria possível em fazer. Bem, todos estavam distantes, Alois Trancy provavelmente estaria ainda tentando em vão fazer com que Ciel ficasse do mesmo jeito exagerado em animação assim como o loiro, e ninguém conseguiria ver os dois. Não pretendia mais voltar atrás, e tudo o que sentia era um ódio mesclado com uma forte atração. Confuso, não? Apesar de Sebastian - como ele já esperava - estivesse recusando e ainda tentando inútilmente fugir, o demônio acreditava que tudo ainda poderia ficar melhor naquela intensa noite.

Com suas bochechas quase com um tom corado praticamente invisível, Claude sorria por estar tão próximo e ainda por cima, vangloriando-se de sua força física superar a do menor, visto que por mais que o outro tentasse, nada adiantava de se soltar. As duas respirações viravam uma só, dividindo o mesmo espaço que os separavam - mas com certeza, por pouco tempo. Segurou a ponta do queixo do mordomo, apertando um pouco mais forte e com apenas uma mão, mantinha aqueles dois braços presos enquanto ele chegava mais perto. Deixe eu tirar esses óculos para ver essa cor vermelha melhor … Aquele tom de voz era tão ”mole”, tão malicioso; retirou o óculos e jogou no meio da grama. Antes que ele novamente virasse o rosto, aproveitando que as mãos de Claude largaram seu queixo, novamente o mordomo as segurou. Você perdeu essa, Sebastian Michaellis. –  Sim, de uma vez, a respiração dos dois eram sentidas um pelo outro. De olhos abertos, o mordomo de Alois Trancy tocou os lábios com os do menor uma vez, dando um ”selinho”. Os olhos cerraram quase que por completo. Você … per- E o beijou. Deu- Deu mais um. Que face é essa? E com uma risada baixa, percebia como ficou a expressão dele agora. Extremamente envergonhado junto com um forçado rosto que tentava mostrar ao contrário. Deixe-me ver de uma vez como você é. Beijaram-se. Apertou de um modo mais forte que antes para que nada desse errado, as línguas se tocaram no momento em que o maior já a tentou tocar, e por causa da força que o outro ainda insista em fazer, a saliva escorria pelo canto da boca dos dois. O beijo perfeito! Se tornou ainda mais pelo modo em que aconteceu, e por ter matado o desejo de todas as outras vezes que sempre esteve por perto, aquela rivalidade toda, no fim, lhe serviu para tomar iniciativa. Sim … não era a primeira vez que havia sentido isso.

Perfeito. Então, tirou o terno marrom que fazia parte da vestimenta do demônio, que com a força e do modo apressado, eram arrancadas e jogadas no chão. Agora somente uma simples camisa longa e branca, era o que ele vestia. Nee, Sebastian Michaellis. Estaria resistindo com isso tudo? Me prove. Novamente tirou algo da fantasia: a fita vermelha em volta do pescoço. Aquele era um lado até sádico, afinal, que o mordomo nunca aparentou ter com toda aquela personalidade. Já não sentia mais nenhuma resistência nos braços e em nenhum lado do corpo, isso era ótimo. Com uma força proposital, o primeiro gemido de dor foi dado quando Claude puxou os cabelos do menor e levou a cabeça dele para trás, sem ainda soltar; sorrindo completamente, viu todo o pescoço sem nada para cobrir ”pronto” para si, e escolhendo quase no canto, fincou seus dentes também mais fortes e tentava puxar a pele para frente.

Sim, era isso que significava todo o amor e ódio.

– N-Nggh~ Mmh …  Sequer tentou reagir com o forte beijo. Seus braços e suas pernas começaram a tremer, sentindo sua saliva escorrer por seu queixo e cair no chão. Soltava alguns gemidos abafados enquanto tentava virar seu rosto; era inútil tentar resistir. Seus braços ficaram moles e soltos e, por fim, Sebastian desistiu de tentar escapar das mãos do outro. O beijo então finalmente foi parado, seus lábios pareciam estar colados com a saliva que escorria. Já não respondia nem dizia mais nada, apenas preocupava-se em retomar o fôlego enquanto era solto pelas mãos do outro; sequer tentou fugir, apenas caiu de joelhos no chão por culpa de suas pernas trêmulas. Claude ajoelhou-se logo atrás e o agarrou, desabotoando e retirando o fraque. Permanecia de cabeça abaixada, até que viu parte de sua roupa ser jogada no chão, logo ao lado dos óculos. Em seguida, sentiu as mãos do maior sobre seu pescoço, desamarrando e retirando o lenço vermelho dali e jogando-o por cima do fraque. Agora, Sebastian usava apenas uma camisa meio fina, branca, junto à uma calça com uma tonalidade marrom-escuro. 

– A-AH~! Soltou um pequeno grito de dor ao sentir os fios de cabelo serem puxados para cima e logo ficarem desarrumados e sairem de se eu penteado. Fechou mais os olhos, evitando aquele maldito olhar pervertido contra si; Sebastian ainda recuperava o fôlego enquanto um pouco mais de saliva escorria pelas laterais da boca. Foi sentindo os fios de cabelo do outro enroscando em seu próprio pescoço, já prevendo algo contra aquela parte; uma mordida– A-AAH— NGHHH!~ Tentava segurar os gritos fechando a boca, não seria digno de um mordomo da mansão Phantomhive gritar daquela forma, principalmente para seu inimigo. Sentia algo escorrendo … Sangue. Claude conseguiu perfurar sua pele e arrancar um pedaço de seu pescoço; não demorou muito para sua camisa ficar toda manchada com seu próprio sangue. J-Já … Basta … Tentou dizer, meio ofegante. Enquanto mais sangue escorria, mais suas pernas tremiam e sentia-se mais fraco, quase deitando-se totalmente na grama; Claude, porém, o segurava de joelhos ali. Viu que as mãos do maior logo dirigiram-se até seu peito, já começando a desabotoar a camisa manchada e deixá-la aberta, sem retirar. Sentiu alguns arrepios percebendo que a mão passava de sua cintura e chegava até o meio de sua calça, desabotoando-a junto e abrindo o zíper. – B-Bo-Bocchan … Não possuía nenhuma arma, mais; estavam todas guardadas no fraque que fora jogado na grama. – N-Nã—! Gritou e foi interrompido, sentindo a língua tão quente do outro novamente sobre seu pescoço limpando todas o sangue que escorria até que ele finalmente parasse e deixasse apenas uma marca meio roxa com os buracos que os dentes do maior deixou. 

Aparentava estar odiando cada ato do outro, mas assim que os olhos de Claude desviaram para a calça desabotoada e aberta, podia ver uma mancha logo no meio; como se algo molhado, algum líquido tivesse caído ali. – Não toque! Claude! Gritou, logo virando seu rosto ao sentir as mãos do outro sobre sua virilha, ainda por cima das roupas. Estava tão molhado e quente … Chegava a grudar nos dedos de Claude. Ah, Sebastian estava tão envergonhado, sentia-se imundo com todos aqueles toques! Suas bochechas e seus olhos estavam mais vermelhos do que nunca, chegavam a brilhar contra a luz da Lua. Virou seu rosto para o outro lado e o escondeu no pescoço do maior, que concentrava-se em masturbá-lo, ainda por cima de suas calças. Aproveitou que seus braços estavam soltos e os envolveu no pescoço de Claude, como um “abraço” para se apoiar e não cair, escondendo mais seu rosto entre o ombro e o pescoço do mesmo. E se alguém acabasse flagrando os dois ali? 

Ah! Era isso que Claude precisava, só mais isso para manter as coisas do jeito que queria se satisfazer. Sangue. Com um gosto único, exclusivo e tão diferente de tudo o que já experimentou até aquele momento extremamente especial, engolia automáticamente algumas gotas que ficavam em volta dos seus dentes, inclusive. Conseguir perfurar a pele de Sebastian e ainda por cima provocar aqueles gemidos: era isso que queria, mesmo que fosse na base da dor. Não basta não, Sebastian Michaellis. Esse é só o início onde ver se você realmente aguentava todas essas coisas foi visto como uma mentira. Vamos continuar. E muito! Disse seguro de si, alegrando-se e gargalhando ao ver o menor naquele estado já sem reação alguma tão cedo. Com a camisa repleta de sangue que manchava todo o branco, notou o quanto se sentia muito mais fraco provavelmente pelas dores causadas, e por isso, o apoiou sem dificuldades enquanto levava suas mãos para desabotoar sua camisa suja. Assim o fez, mas não a tirou de seu corpo. – Ops~ Lorde Ciel Phantomhive com certeza não gostará de todo esse estrago, huh? Cada vez mais esse aproveitava o momento. Esse único momento! Sebastian Michaellis totalmente a mercê do que ele quisesse. Suas mãos dessa vez dirigiram-se ao zíper do outro e abriu, ouvindo mais uma vez suas súplicas. Para impedir o grito que vinha a seguir, livremente o mordomo deslizou e arrastou sua língua em volta do sangue espalhado pelo pescoço do menor e causando as sensações que ele descobriu que Sebastian sentia; conseguindo, dessa forma, impedir que ele gritasse e se sentisse mais ainda enfraquecido.

Huuuuh? O que é isso chamando atenção no meio da sua calça? Seria a real prova de estar só de fingimento e gostando disso tudo? Ou melhor … Ignorando os gritos do demônio, o maior pôs suas mãos por cima da calça e sentindo até mesmo seus dedos colados pelo sêmen que ali ficou depois de todas as provocações que fez. E sua vontade aumentava e aumentava! O que acha disso? Então, mexeu com sua mão por volta, por perto da virilha e deixando mais ereto ainda com os toques. Mas passarei ainda mais. Começou a masturbá-lo por cima da calça. Não foi tão difícil conseguir segurar bem ao ponto de ser capaz de masturbá-lo, e assim o fez, tirando todas as chances de fuga. Mas como se não pudesse ficar mais claro a sua superioridade sob ele … ”Isso é um abraço? Eu sinto ele me apertando.” - Mal precisou conferir com a tamanha força feita por Sebastian em seu pescoço. Ele simplesmente deixou que desse continuidade e aquilo foi uma prova óbvia que havia desistido de ir contra! Agora, mais do que nunca, o mordomo de Alois se sentiu a vontade.

Segure-se em mim. E jogou o corpo de ambos para a grama fofa, sem que se machucassem. Claude ficava por cima e via claramente o rosto do outro, que não continha as manchas avermelhadas espalhadas em sua face. Você no fim não pode resistir, Sebastian. Por que não pede por mais de uma vez, então? Eu irei fazer mais, só que poderia admitir que não consegue recusar. Parando com a masturbação, seus dedos iam em sequência para dentro da cueca do de Sebastian, e lentamente, ele ia alisando em volta do membro quente e em pé enquanto assistia a reação do menor: fechou mais os olhos e soltava pequenos gemidos com o modo devagar e provocante, o abraço em seu pescoço foi desfeito e agora Sebastian apertava a grama ao seu lado. Sebastian. Peça por mais.Esperando em cercas de alguns segundos, só havia silêncio. Então, utilizou mais uma sodomia, que agora seria apertar o membro do demônio estendido no chão junto com uma masturbação ao mesmo tempo, tornando-se prazerosa e doída demais. Não gargalhou, mas maliciosamente aguardava com seu sorriso um tanto sujo o que queria ver: gritos, gemidos ou o pedido que ele ordenou que fosse feito.

Obedeceu o maior e foi deitando na grama, se apoiando no seu pescoço. Se encaravam, porém, Sebastian se recusava a pedir por mais; para ele, seria mais uma humilhação. Permaneceu calado enquanto já sentia os dedos do maior entrando e alisando seu membro, o que fez o menor estremecer. Largava o pescoço do outro e fincava as unhas na grama, jogando a cabeça para trás e soltando gemidos abafados. Ainda assim, não respondia aos pedidos do outro.– Não devo obedecer a nenhuma outra ordem que não tenha sido dada por meu jovem mestre. Principalmente vinda de um mordomo. Disse, em meio aos gemidos. Abriu seus olhos e viu o quanto Claude ficou irritado com sua resposta, o que o levou a apertar seu membro com força. – A-AAAH! Ngh~ Gritou. Voltava a ficar ofegante como antes e, pela primeira vez, seus olhos lacrimejaram. Novamente fechou os olhos e passou as costas de uma das mãos sobre os olhos, limpando as lágrimas antes que Claude as visse. Enquanto o outro se abaixava e já retirava as calças do menor junto com as roupas íntimas, este mordia a ponta de suas luvas, retirando-as e jogando-as ao seu lado. Agora, Sebastian usava apenas sua camisa branca manchada, mesmo desabotoada.

– Já chega! Disse, segurando os braços do outro e fincando suas unhas em seus pulsos até finalmente perfurar e conseguir tirar sangue do maior. Continuava deitado, apenas movia seus braços, impedindo-o que tocasse mais em seu corpo, mesmo que tenha acabado ficando nu e suas partes estavam totalmente à mostra para Claude. Seu membro estava ereto e molhado, e continuava a soltar um pouco de sêmen. Lentamente, Sebastian ia se sentando e aproximava seu rosto ao do outro; no fim, os dois ficaram presos um com o outro.  Porém, antes que Sebastian pudesse dizer algo, Claude apenas aproximou mais seu rosto ao dele e novamente se beijaram. Droga, novamente seu coração voltou a palpitar e sua força diminuiu, sendo empurrado pelo maior e novamente se deitando. Não tinha jeito, Sebastian sentia-se cada vez mais fraco com cada “carinho” dado pelo outro; era como se não sentisse mais vontade de machucá-lo ou fugir. Agora eram as mãos de Claude que segurava os braços de Sebastian. O maior foi se abaixando mais, até que os dois rostos ficaram mais próximos e o menor ainda insistia em querer virá-lo para o lado e desviar seu olhar. 

Logo uma das mãos do outro soltaram um dos braços de Sebastian e dirigiu-se até sua cintura, puxando-a para baixo até que fosse obrigado a envolvê-lo com suas pernas. “Claude … O que …”, Sebastian sabia bem o que o maior pretendia agora. Naquela posição, qualquer um entederia, bastava o outro retirar seu membro para começarem. Não demorou muito: Claude agora desabotoava sua calça, abrindo o zíper e puxando seu membro para fora, sem precisar de retirar suas roupas. Não precisou olhar para ver seu estado, já sentia algo úmido roçando por cima de seu próprio membro. Uma das mãos de Sebastian foi levada até o membro de Claude e, juntos, passaram a se masturbar com os dois membros colados um ao outro. Era o outro mordomo quem movia sua mão em movimentos de baixo-para-cima, enquanto o menor só passava a gemer mais alto. Não estava aguentando mais, mas no fundo, Sebastian não queria que aquilo chegasse logo ao fim. 

Nem mesmo com toda a violência e a força que ele fazia no mordomo, o mesmo nunca desistia de continuar retrucando e o tentando deixar mais irritado. Bem, isso só era mais pior para ele, já que Claude respondia aquela provocação de ”não ser ordenado por outra pessoa” apertando e machucando mais seu membro, provavelmente deixando as marcas vermelhas de seus dedos na pele. Agora, já sentindo-se mais acomodado em continuar a deixá-lo mais nu e menos a vontade, começava a retirar o que ele vestia na parte de baixo. Nada podia parar tudo que o demônio pretendia. Vamos ver o que acha de ficar praticamente sem nada, Sebasti- E o sorriso explícito se transformou em lábios parados e com uma expressão assustada. A raiva se misturou com a surpresa naquele momento: Sebastian novamente tentou uma reação quando tudo parecia já acabado; seus pulsos furaram com as unhas que ali foram pressionadas e um pouco de sangue foi derramado, causando uma pequena dor nele. Agora, o mordomo de Ciel conseguia flexionar mais o seu corpo e ficar sentado, dividindo forças com Claude - enquanto o mesmo divirtia-se em ver o menor ainda ejaculando de pouco em pouco e sorrindo provocantemente encarando aquele rosto cansado de Sebastian - e as duas cabeças aproximando-se uma da outra.Quanta força, Sebastian … O motivo de ter dito isso? Porque só precisou de segundos para saber o que fazer. Beijá-lo. Ao mesmo tempo em que forçaria o beijo, conseguiria por o menor mais uma vez para baixo, e tirar qualquer resistência que ele poderia fazer. Agora mais uma vez as coisas viraram, e Claude continuava com a vantagem. Já se tornava divertido.

Quando parará de tentar?!  Então, um dos braços do menor foram soltos para que assim, o outro conseguisse segurar sua cintura e por em uma posição bem óbvia do que significaria. Não queria perder mais tempo, e se o que ele planejasse fosse acontecer, marcaria a noite dos dois para sempre. Tirando com uma certa pressa o membro de dentro de sua cueca e o pondo para fora após abrir o zíper, Claude nem se preocupava em tentar se preparar caso Sebastian tentasse sair da posição ou fugir; simplesmente ele não tinha chances. Pôs seu membro por cima do outro membro e pela primeira vez, começou a gemer. A sensação dos dois pênis se encostando e se batendo tão quentes mexia demais com o maior, que para aproveitar que estava tão intenso, fez com que os dois se masturbassem. Ambos masturbavam no outro, e o sêmen de Sebastian começava a sujar um pouco de seu dedo.

Mais forte! E com os dois gemendo, mais suor escorria no canto da sua face. Por ser a primeira vez em que indiretamente estava sendo masturbado, toda a sensação forçava mais rápido a saída do sêmen. Parou com a masturbação no membro de Sebastian e viu o quanto estava mais avermelhado pelos apertos minutos atrás e por estar sendo masturbado.Oh, Sebastian~ gomenasai. Isso te fará sentir melhor? E quase rindo, fechou os olhos e começou a chupar o pênis do menor e lamber consecutivamente, revezando nas duas coisas com a intenção de poder provar seu sêmen e ainda por cima fazer para com aquela dor. Mas não se podia enganar, Claude não queria agradar mais ninguém que só fosse ele mesmo. Se aquilo pudesse fazer com que a dor se acalmasse, então, logo em seguida, ele faria algo que causasse mais dor e que pudesse deixar o mordomo mais entregue: com um único dedo, foi dedilhando e tentando achar únicamente o lado anal de Sebastian. Não demorou muito - mesmo que nem tenha parado de chupar o membro dele - e assim que sentiu a entrada, rodou um pouco com o dedo e aos poucos foi forçando mais a entrada, ouvindo o desesperado pedido do menor que tentava parar de gemer e dizer ”não”. Desculpe. Ao que se referia irônicamente? Por não ter molhado a ponta do dedo para que não machucasse tanto assim quando fosse inserir seu dedo dentro dele.

Sebastian arrancava a grama ao seu redor com uma de suas mãos, enquanto a outra era forçada a masturbar Claude e acabar sendo retribuído com o mesmo “carinho”. Já sentia a terra entrando por baixo de suas unhas, mas já não fazia diferença para Sebastian, afinal, já se sentia sujo demais pelos toques de Claude em seu corpo. A mão do outro parou com os movimentos e Sebastian ficava mais ofegante do que antes e seus olhos permaneceram fechados, escondendo a tonalidade mais vermelha ainda. Sentia algumas gotas de suor escorrendo por seu rosto, e novamente as pernas do menor voltava a tremer. Sentia, ainda, o sêmen escorrendo para fora do membro de Claude e caindo sobre sua barriga, sujando-o mais. – C-CLAUDE! –  Sebastian ia se apoiando nos próprios braços e encarava o outro aproximando sua boca até seu pênis e, finalmente, colocando-o dentro de sua boca e começando a chupá-lo. Já não conseguia mais se segurar: gemendo cada vez mais alto, Sebastian repousava uma de suas mãos em cima do cabelo do outro e tentava puxá-lo para cima até que seu rosto finalmente se afastasse dali. P-Pare com isso … PARE, CLAUDE! Já estava entrando em desespero sentindo os dedos do outro ao redor de seu orifício. Com a outra mão, Sebastian tentava empurrar os braços do outro para trás; huh, como se adiantasse. – … NÃO! E então, caiu para trás, batendo a cabeça no chão e soltando vários gemidos de dor. Claude … N-Não … POR FAVOR, CLAUDE! Sebastian estava, realmente, desesperado. Era a primeira vez que Claude via o outro naquele estado mas, mesmo assim, o mesmo não parava e apenas pedia desculpas num tom irônico. 

Foi então que um brilho escorreu pelo rosto de Sebastian. Uma lágrima! Impossível, estaria Sebastian chorando de dor? Rapidamente ele procurou limpar aquela lágrima, mais envergonhado. – NÃO OLHE! … Droga … Gritou, meio rouco e trêmulo. Puxava todo o ar que podia pela boca, tentando suportar a dor que apenas um dedo lhe causava. Ergueu seu braço e tampou sua face, principalmente seus olhos, com a ajuda da manga da camisa. Deixava apenas sua boca visível para outro, dessa forma, poderia continuar puxando o ar para dentro de si até recuperar todo o fôlego. Querendo ver mais do desespero de Sebastian, Claude enfiava um segundo dedo, mas … Sem reação. Foi apenas um alto gemido que pôde ouvir, e foi seguido de outros e mais outros, mas ele já não suplicava para que o maior parasse. Os dedos de seus pés se contorciam e sua pele ficava cada vez mais arrepiada

 … Por que tudo isso … ? Perguntou, retirando seu braço de seu rosto e deixando seus olhos vermelhos visíveis. Como brilhavam contra a luz do luar … Era como se estivesse cheio de lágrimas. Sua cabeça doía e, agora, Sebastian queria que tudo aquilo acabasse ali para que finalmente voltasse para a mansão e descansar. Fará de tudo para esquecer essa noite e nunca mais voltar.

Todos os gritos, os pedidos, as tentativas sem sucesso que Sebastian ainda assim insistia em fazer … era como se fosse uma melodia e atos que significassem só uma coisa para o sádico e sem limites Claude: prosseguir. Para ele, tudo aquilo só mostrava o quanto ele estava no poder e superiormente em tudo o que poderia realizar com o corpo do menor dado em suas mãos. Ejacular na barriga do outro era só uma maneira dele demonstrar que não dava a mínima e faria de tudo para deixá-lo mais por baixo ainda, juntando todo o prazer com a dor e humilhação.Me perdoa, Sebastian~ me desculpa. Ah, como estou sendo errado. H-e-h! Não poderia faltar a ironia no meio de todo o sadismo que praticava. O mordomo poderia chorar e até mesmo gritar, aquilo continuaria o excitando e mostrando que estava conseguindo o que queria. Lágrimas. Desespero total, então. As coisas só tendiam a melhorar para o lado de Claude, e ele via tudo isso como mais interessante. Não posso deixar de olhar! Na verdade, isso me dá até mais uma idéia. Sebastian Michaellis, você é tão interessante. Quanto mais dizia, mais excitava-se. Aquele ”lado fraco” do menor que sempre se mostrou tão forte e único em tudo, agora não passava de um … passivo? Com certeza. Chegava a ser mais engraçado!

Ops!~ Desculpe. Debochou enquanto penetrou o segundo dedo e mais uma vez ouviu os mesmo pedidos de sempre para parar. Provavelmente, o mordomo tenha se acostumado com a sensação e as dores, logo, sua reação foi um pouco mais discreta do na primeira vez. Sebastian … Retirou os dois dedos ali de dentro e passou a encarar os olhos brilhantes e rubros que visavam a lua, mostrando lágrimas acumuladas. Por um momento, achou que já não estava sendo a mesma coisa. Eu só tentei forçar desse jeito porque eu realmente lhe odeio. Mas, desde que finalmente lhe conheci melhor do que eu andava ouvindo, comecei a imaginar que de certa forma nós somos parecidos. É estranho, eu sei, um demônio se interessar pelo outro, mas … assim como Ciel Phantomhive, você consegue se tornar diferente e mais especial que os outros. Como eu não sei, mas tudo o que eu queria fazer era uma coisa. Suspirou e secou, com a mão que estava ”limpa”, as lágrimas que se acumularam. Nesse momento, pode ser visto que Sebastian finalmente estava solto.

Com praticamente o corpo dele estendido, Claude abraçava literalmente o demônio e trazia para perto, sem qualquer sorriso ou outras intenções. Ajeitou o rosto dele para que o encarasse sem medo. – Pare. Pode me olhar, eu não irei tentar nada agora. Seu coração voltou a palpitar … mas não como se fosse tentar algo semelhante quando tentou pegá-lo por trás enquanto Sebastian cortava as plantas, mas sim por estar se arriscando de uma vez só. Você pode escolher entre ir agora e se desfazer desse abraço e voltar para a mansão e dentro da festa. Eu ajudarei a se vestir. Novamente suspirou, e levantou mais a coluna fazendo com que a respiração - que coincidentemente eram abafadas - fosse partilhada. Ou ficar aqui. E engoliu à seco sua saliva. Tinha noção do quanto amendrontou Sebastian e fez com que tornasse as coisas tão violentas e agora, de certo modo, românticas. Mas os dois viviam em uma constante linha de amor e ódio. Foi proposital deixar seu lábio tão próximo do menor, pois caso ele decidisse ficar ali, poderiam selar com um beijo.

Sebastian permanecia em silêncio, ele apenas fechava seus olhos. Sentiu um enorme alívio assim que os dedos foram retirados de dentro de si e não retribuiu ao abraço, deixou que Claude o levasse até seu colo, onde sentava-se de lado e ficava com seu rosto encostado ao peito do maior, até ser forçado a encará-lo. – Parecidos? … – Sussurrou. O rosto do maior ficou mais próximo e passaram a dividir o mesmo ar, seus lábios quase se encostavam, bastava apenas um pequeno empurrão. Porém, Sebastian erguia sua mão e, com dois dedos repousados sobre os lábios de Claude, ele o empurrava devagar para trás até que se afastasse. – Beijar um demônio à força, retirar e lamber seu sangue com uma mordida, masturbá-lo contra sua vontade e ignorar seus pedidos, irritá-lo, provocá-lo … Abusar de um demônio, forçá-lo a uma relação sexual e a trair seu lorde … E pior: Retirar as lágrimas de um demônio. Eu deveria lhe mostrar minha verdadeira forma aqui mesmo, e devolver toda a vergonha que me fez passar. – Disse, passando as mãos sobre os cabelos tentando ajeitá-los e fazê-los voltar ao penteado de antes. Algumas gotas de suor eram soltas por seus cabelos e seu rosto, e já percebia o quanto aquilo deixava Claude mais inquieto. – Mas meu Bocchan poderia acabar descobrindo e me encher de desculpas. Seria mais um fardo, afinal, eu já prometi jamais mentir outra vez para meu lorde. Isso lhe causaria problemas, também … Caso sobrevivesse. Não viemos para uma briga, e lorde Alois Trancy já deixou claro que a rivalidade chegou ao fim. Você … – E aproximou seu rosto ao dele, até que ficou de joelhos em frente e encostaram suas testas uma na outra. … Não vai querer ir contra a voz de seu jovem mestre, não é? Mas … Tem algo nesses olhos que me atrai tanto.  Então, fechou seus olhos e deu-lhe um pequeno beijo nos lábios. Foi dando vários beijos, até que seus lábios finalmente se encaixavam e Sebastian envolvia seus braços no pescoço do outro. Um beijo bem mais calmo, nada com muita força. 

Quando finalmente os dois rostos se afastaram, Sebastian puxou o outro em sua direção até voltarem a se deitar, onde o menor novamente ficou por baixo. Com um sorriso malicio, Sebastian retirou os óculos de Claude e os jogou para o lado próximo às suas roupas. – Devemos recomeçar. Agora … Com mais calma. – Mordiscando a ponta do queixo do maior, esperando por alguma resposta. Virou seu rosto e passou a observar a mansão Trancy, completamente iluminada. “O que os dois estarão fazendo … ?”, pensou. Continuava nervoso e com medo que Ciel acabasse saindo da festa procurando por seu mordomo, e deparasse com os dois ali. 

Engraçado, toda a ”superioridade” que tanto Claude amava fazer questão de manter e mostrar para o menor mostrando isso em machucando, humilhando e fazendo coisas que até passassem mais dos limites que ele mesmo imaginava, estava sendo perdida aos poucos. Sem arrogância, mas ele sentia-se seguro e esperava que ao invés de ouvir algum xingamento ou só ver ele partindo, fosse beijado e que os dois lábios se selassem e se juntassem depois daquela distância de praticamente uns 10 centímetros. Mas nem precisou de tanto, pois tudo isso sumiu aos poucos; seus lábios foram empurrados com o dedo de Sebastian levemente para trás e os distanciando. A partir dali, saberia que ouviria tudo o que não desejava, mas não agiria com violência. Abusar, trair, forçar, machucar, violentar, arrancar gemidos e lágrimas, ignorar e debochar os pedidos desesperados, irritar, provocar … foi tudo o que ouviu, e sem razão para responder, ainda ouviu por fim a ameaça dada pelo mordomo. No fim, Claude não passava daquilo tudo e ainda por cima digno de pena para não sofrer com a real forma do demônio Phantomhive? Isso foi praticamente um sinal de que o mínimo que o maior deveria fazer era desfazer o abraço - e assim o fez! Calado, e com o sorriso de vez desaparecido, olhava como Sebastian arrumava-se de volta. Ficou inquieto só de ver que tudo havia acabado.

”Mas … Tem algo nesses olhos que me atrai tanto” - Em seus olhos? Estava tão desacreditado de certa forma com ódio de si mesmo que só ouviu esse último trecho. E … beijo! Não só um, na verdade, foram vários de pouco em pouco até que seus lábios se encostassem. Foi o primeiro sem ser forçado, a forma calma, além disso, lhe excitava de modo mais satisfatório do que quando teve que forçar. As coisas mudaram de um jeito para outro inacreditável, o demônio parecia ter lhe dito tudo o que acabaria com aquela noite ”improvisada” e agora tudo voltou de uma vez. Estava paralisado literalmente! Depois de afastarem seus lábios e olharam-se um pouco, o menor lhe puxou para o chão e Claude novamente ficava por cima. Notavelmente, agora ele mostrava o quanto envergonhado estava. Não só pela situação e o susto em si por causa da atitude do outro, mas sim por perceber que não precisava mais forçar em nada.

Eu conheço melhor que qualquer um minha majestade. Pelo jeito, está mostrando alguma coisa para seu Bocchan e puxando alguma conversa para formar uma amizade. Bem, não sei se ele será recípocro. Não perguntaria, só iria aproveitar. Por mais que quisesse saber o que atraía o menor, ou a razão que lhe fez ficar, não seria tão importante assim comparado ao fato de poder continuar com tudo aquilo. Aproveitando do outro estar com a cabeça virada, vendo a mansão de Alois Trancy, novamente começaria com os beijos na direção do pescoço, mas desistiu.  Sebastian.  E chamou sua atenção. Deitou-se ao seu lado na grama e o olhou, agora sem ser por trás das lentes de seu óculos. – Depois de tudo o que eu fiz, e lhe causei, por que não faz o mesmo também comigo? Aproveite. Do jeito que lhe atrai. Com sorriso de canto, não parou de olhar.

Será que eu devo? – E sorriu, maliciosamente. Levantou-se da grama e ajoelhou-se por cima do corpo do outro, se abaixando lentamente, aproximando seu rosto ao dele. Porém, antes que pudesse encostar seus lábios no pescoço do maior, ouviu o som do grande relógio próximo à mansão batendo, alertando à todos que já era meia-noite. – Ora, ora … Já é tão tarde assim? –  E afastou seu rosto, encarando a mansão. – Não posso demorar um minuto sequer. – E levantou-se, andando até suas roupas e vestindo-as com pressa. Se preocupou ao máximo para não deixar nenhuma marca à mostra, principalmente as do pescoço, arrumando seu lenço vermelho no local. Suspirando, observava Claude levantar meio desanimado. Porém, com um pequeno sorriso gentil estampado no rosto, se aproximou e segurou-o nos ombros, aproximando os lábios em um de seus ouvidos e sussurrou o endereço da Mansão Phantomhive, e deu uma hora para que ele aparecesse lá, caso pudesse. – Eu estarei te esperando. – E deu um pequeno beijo, logo se virando e correndo ate a mansão enquanto suas mãos arrumavam seu cabelo. 

Já estavam prontos para se retirarem. Alois se despedia de Ciel, que esperava seu mordomo em frente à porta da carruagem. Assim que Sebastian apareceu entre os dois, Ciel o encarava um tanto emburrado e, em silêncio, entrava na carruagem com os braços cruzados. Sebastian virou-se para o loiro e lhe fez uma reverência, agradecendo pelo convite e por toda a diversão. Logo, entrou na carruagem e fechou a porta, dando um último sorriso especialmente para Claude, que apenas arrumava seu óculos em seu rosto, como resposta. Virou-se e percebeu que seu lorde já havia caído no sono, com a cabeça encostada em seu ombro. Sentiu um certo aperto no peito, pensando se realmente foi uma boa idéia chamar Claude sem a permissão do menor. Droga, não conseguiu resistir. Agiu sem pensar, e terá de arcar com as consequências, no fim. Olhou uma última vez para a mansão Trancy, já não conseguindo mais ver Claude ou Alois. Abaixou sua cabeça e ajeitou seu lorde em seu ombro, para que se sentisse mais confortável. 

Assim que chegaram à mansão Phantomhive, Sebastian não tirava os olhos do relógio que sempre levava consigo em um dos bolsos de seu fraque. Foi então chamado para abotoar a camisa do menor, que já havia retirado sozinho seu vestido e os apliques no cabelo. Ajoelhou-se em frente à cama e abotoou o mais rápido que pôde, dando a desculpa para que Ciel fosse descansar o mais logo possível, para não acordar mal na manhã. Este apenas guardou seu tapa-olho na mesa ao lado e se ajeitou entre os travesseiros, sendo coberto pelo mordomo que logo assoprou as velas e retirou-se do quarto. “Talvez ele nem venha”, pensou consigo, enquanto dirigia-se até seu quarto, que se localizava em um canto mais “escondido” da mansão. Enquanto retirava seu fraque e desabotoava sua camisa, ele ouviu a batida das folhas de árvores e correu para a janela de seu quarto; porém, logo decepcionou-se pois foi apenas o vento– Ele não vai vir. – Sussurrou. Deitou-se na cama e, com apenas a luz das velas iluminando todo o quarto, ele encarava seu relógio. – Um minuto atrasado. – Fechou os olhos e colocou o relógio na mesa ao lado das velas que logo foram assopradas e apagadas. Virou-se de costas para a janela e permaneceu de olhos fechados, esperando que dormisse logo. Na realidade, Sebastian não precisava dormir. Apesar de ficar cansado, ele continuava a ser um demônio e geralmente ficava acordado andando pela mansão, certificando que todos estivessem dormindo. Ele apenas tentou abrir uma excessão nesta noite.

Mandarei cuidarem disso o mais rápido possível, my highness. Não vamos demorar muito agora.O senhor deve estar cansado agora, e o horário de dormir já passou faz muito tempo. Foi uma grande festa pelo que vi. Ah, estava tão ansioso e apressado para chegar logo lá na mansão Phantomhive, que dessa vez, por um motivo extremamente inesperado. Quem diria que ele realmente com aquela tentativa tão estranha conseguiria fazer isso tudo … inclusive uma certa influência em mexer com a lealdade de Sebastian Michaellis e o fazendo marcar um encontro logo na própria propriedade de seu lorde. Bem, os dois eram espertos e rápidos no que faziam, não iriam levantar suspeita alguma, mesmo que um forte temor batesse contra o mordomo. Estava ignorando praticamente tudo o que o loiro dizia, só o conduzindo até ao quarto enquanto ele falava alto e rindo de tudo o que viu e fez na festa, principalmente quando dizia ”Ciel-kun, que era a única palavra que ele realmente ouvia e mais se lembrava do horário que estava correndo. Sua aflição mal era vista, uma vez que Alois mal parava de falar e olhá-lo, sendo automáticamente respondido com os repetidos ”uhum” do maior ou com sua cabeça balançando afirmativamente. Chegamos. Amanhã, pela manhã, nós podemos nos falar melhor, my highness. O senhor não pode acordar tarde ou seu horário ficará desregulado. Tch, era até difícil manter a calma com a insistência do menor, e ainda mais o medo de ele desconfiar de algo que pudessem estar tramando. Tinha que ficar mais relaxado, pelo menos até sair. O caminho era muito longo, e se tivesse algo para resolver ainda lá, isso só pioraria. Por um momento, até mesmo o loiro se tornava uma espécie de atrapalhação para se lidar. Mal olhava para ele enquanto tirava sua roupa e a deixava de lado enquanto ia abotoando seu pijama, mas até imaginava sua raiva pelos suspiros de insatisfação pela falta de atenção que andava recebendo no fim de noite. Bom, pelo menos ele não era perguntado sobre o que faria.

Boa noite, my highness. ♥ Bons sonhos. Bons sonhos? Nossa, isso era algo que ele raramente dizia. Com isso, conseguiu até retirar um sorriso da face do outro sem intenção alguma … ah, pelo menos deu uma sorte. Só desejava descer e com a cavalaria, seguir até lá. No salão principal, avisou a todos o que deveriam fazer pelo resto da noite - como limpeza, organização e tudo para manter a mesma organização - enquanto avisava que até pela manhã, estaria de volta, sem ser questionado por ninguém, com excessão de Hannah, que o encarava muito confusa. Com todo aquele nervosismo, parecia que iria fazer algo como quando foi atrás do loiro que havia fugido. Mas eles nunca deveriam perguntar. Arrumou seus óculos um tanto que desajeitado e logo tirou a cavalaria do canto em que estavam, na verdade, uma nova cavalaria. Com mais força que antes, avançou com os cavalos na carruagem e pegava todo o caminho que já tinha de có, concentrado em pegar os caminhos mais curtos enquanto sem parar, seus olhos sempre encaravam o pequeno relógio posto em seu bolso que já indicava 5 minutos. ”Isso é inacreditável. Ainda por cima, preciso ser pontual …” - Que preocupação. Saberia que se não encontrasse Sebastian ainda acordado, deveria desistir para não chamar a atenção. Afinal, se fosse questionado logo depois por alguém por ter sido visto perambulando por lá, teria problemas.

Esticou um pouco da cabeça para fora da carruagem, e com uma distante luz, avistou o portão do jardim da mansão. Tudo muito escuro, como imaginou. Aquela festa feita por Alois teve até um ponto bom: fazer com que todos logo dormissem. Uma e um da manhã, que droga. Até um pouco de suor derramava no canto da face, enquanto caminhava para dentro enquanto estacionava os cavalos e em passos rápidos, adentrava mais uma vez no jardim e sem se importar com o atraso, continuou indo. Se chegou até aquele ponto, seria uma burrisse desistir. Suspirou, e sem fôlego, viu que a luz do quarto que provavelmente seria de Sebastian, havia apagado; não só a dele, como de todas já se encontravam sem luz. Mas ele tinha um defeito: ser mais insistente ainda, e até ousado. Dedilhou entre as flores e o mato, encontrando pedras de pequeno porte. – Tch! Isso soa tão como adolescentes … mas não saio assim. Mal deu importância. Pegou umas cinco pedras que enchiam sua mão e começou a tacar na janela que estava por cima da sua cabeça, jogando uma trás da outra e esperando que alguém aparecesse. Já estava praticamente preparado para se esconder caso fosse alguma outra pessoa indo abrir a janela. Vulnerabilidade óbvia.

2 years ago · 18 notes · Reblog

はい、私の主。 ♥: ボール-マスク★:: Masquerade!

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trancy—alois:

phantomhive-uke:

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Uma noite tranquila, mas um tanto alegre para todos. Ciel e seu mordomo Sebastian estavam dentro de uma carruagem, guiada por um velho homem sorridente. Atrás, havia uma outra carruagem com os 4 outros empregados da mansão Phantomhive: Meirin, Finnian, Bard e Tanaka, sorridentes. Porém, não…

Cada passo ao lado que dava, mais e mais ele tentava ver, pela frente de seu mordomo, a presença tão esperada que era de Alois e Claude, que demoravam para aparecer. Isso o irritava de um jeito que não podia suportar, parecia proposital toda essa demora ou como se pudesse sentir que estivessem armando alguma amadilha enquanto estivessem distraídos com a festa. Era fato que não podiam relaxar ou achar que tudo estava bem, mesmo com ele tendo se rendido e tudo o que houve dias atrás, muitas coisas poderiam ter mudado. Pelo menos, o mordomo e o loiro voltaram a se unir, ou seja, não tinha toda aquela melancolia, podiam ter mudado tanto positivamente como negativamente. O lorde mal ficava atento à dança e nem ao olhar provocador do mordomo, até mesmo se esqueceu da péssima fantasia que foi forçado a vestir, só ficava de olho em qualquer movimento suspeito. Seus empregados já tinha ficado para longe, talvez fazendo algo como admirar toda a mansão ou qualquer coisa que provavelmente Ciel não gostaria de ver. Lizzy também não dava nenhum sinal de presença, provavelmente ele nunca o reconheceria com aquela fantasia, mesmo sendo usada na segunda vez; ou estivesse até cheio para ser visto. Pouco lhe importava, quanto menos a ouvisse e fosse atrapalhado, melhor seria para continuar com o caminho livre para se manter atento com qualquer coisa que eles pudessem fazer. Não estava nem aproveitando a noite, até Sebastian estava relaxado, ah … era difícil vê-lo mostrar preocupação, inclusive isso era motivo para se sentir irritado.

– Pare! Eles chegaram, Sebastian. E mesmo com a música continuando, muitos dos casais paravam e viam lá do topo da escada os dois: Alois Trancy e Claude Faustus. Um enorme sorriso estampava na face do menor, que acompanhado do ainda frio e quieto demônio, chamavam toda a atenção para eles. As unhas de Ciel apertavam as mãos de seu mordomo, que não disse nada, apenas acompanhou eles. Tão diferente. Diferente daquele outro estranho dia, quando Alois estava em lágrimas e depressivo, enquanto o mordomo Claude o perseguia para pegá-lo de volta; tudo sem resposta, mas faz parte do passado. Que …?Sussurrou, apertando mais as mãos de Sebastian e mordiscando o canto dos lábios. Todo seu nervosismo foi por causa de quando os dois olhares se cruzaram, o loiro apressou mais seus passos - até mesmo se afastando de Claude - e com um sorriso maior e a ponta das bochechas coradas, desceu as escadas indo até ele, sem nenhuma vez tirar os olhos de seu rosto. Os outros convidados até notavam a enorme felicidade que de repente se deu nele, que indiscretamente, mostrava que iria até o menor na mesma hora. ”O que ele quer?!” - E mais aflito ficou.

Alois Trancy, então, finalmente surgia na festa. A música logo foi abaixada e todos pararam de dançar e ficaram a observar o garoto de pé no topo das escadas, com seu mordomo logo ao lado. Assim como todos, Alois estava sorridente e, assim que o loiro reconheceu Ciel -mesmo este estando fantasiado-, largou a mão de Claude e foi descendo as escadas correndo em direção ao outro. – C-CIEL! VOCÊ VEIO! Gritou, agarrando o garoto pelo pescoço e girando no meio do salão. Ninguém, nem mesmo Sebastian estranhou aquilo; apenas Ciel que ficava de olhos arregalados e incapaz de se mover por conta do abraço. Atrás dos dois, Claude se aproximava, mas não estava fantasiado. Já a roupa de alois era um conjunto todo roxo, sua cor favorita, com alguns detalhes em preto e vermelho, mais uma cartola com asas de morcego no topo e presas em suas costas. Era fofo. 

Logo Alois se desagarrava de Ciel e voltava a segurar a mão de Claude. Obrigado por virem. É como um agradecimente, ne, Claude? Então, a rivalidade de fato se foi e Alois finalmente se mostrava feliz como nunca. Ter Ciel em suas mãos, se vingar de todos que o corrompeu, matar Sebastian … Não, nunca foram desejos do loiro. Ele só tinha um desejo: Ser amado por seu mordomo, quem o salvou de todos os abusos e violência. E agora que conseguiu, já não tinha que se preocupar com mais nada. Vendo que os outros dois se afastavam e Sebastian dizia algo no ouvido de Ciel, Alois, um tanto curioso, apenas agarrou o braço de Claude com encarando-os. Este, porém, logo pediu uma permissão para sair e ir conversar com Sebastian que já voltava a encará-los, sorridente. Ah … Então, Ciel será minha dama! ♥ E puxou o outro até um canto do salão, se afastando dos dois mordomos, que passaram a se encarar. 

Ah, mais uma vez Alois não conseguia se controlar como sempre. Aquela mesma atitude toda vez acontecia quando era anfitrião de uma festa com tanta classe, sendo escandaloso e não contendo o que sente, e como o mordomo já esperava, a presença de Ciel Phantomhive seria um motivo para ele ficar daquela forma. Assim como o loiro, logo reconheceu o lorde que estava fantasiado e de mãos dadas com o outro demônio, Sebastian. Sim, isso de alguma forma o deixava com mais ânimo em participar mais da festa. Discretamente, sorriu rapidamente e descia também as escadas; só que em passos largamente mais devagar que de Alois e mais quieto. Esperou toda a estranha e inconveniente - para o Phantomhive - recepção tão animada do outro, que abraçava e alegremente agradecia por estarem lá, enquanto Sebastian aproximava-se e dizia algo nos ouvidos do lorde.

My highness. Poderia me permitir um momento à sós com Sebastian Michaellis? Não demorará. Propositalmente, interrompeu tudo o que ele queria dizer em segredo ao menor. Esperando em ver o mesmo rosto provocante de sempre, foi encarando pelo simpático e tradicional sorriso de Sebastian que sempre soava um tanto irônico, já que independente da situação, sempre esboçava o mesmo. Chegava a ser irritante, que droga! Aquilo lhe trazia até mesmo formidáveis lembranças daquele dia na mansão de seus possíveis ”antigos inimigos”, e lhe lembrava de como as coisas acabaram meio incompletas e interessantes e naquela noite, longe dos outros dois, seria uma situação perfeita.

Dessa vez, estamos agora na mansão de Alois Trancy, e não mais onde você poderia dar qualquer ordem que desejasse. Arrumando os óculos, e aproveitando a chance dos outros convidados estarem distraídos ou com a comida ou e a dança em pares, arrogantemente e até ”feliz” por estar tendo aquela grande chance, pôs suas mãos por trás das costas do mordomo e forçou-o para frente. Ainda não esqueci o que aconteceu dias atrás quando tive que resgatar minha majestade. Só que … ainda tem mais o que fazer. Vamos para fora. Sequer esperou um ”sim” ou ”não de Sebastian, apenas continuou caminhando e viu que o outro assim também fazia. Preferiu não olhá-lo ainda, já que provavelmente, veria o mesmo sorriso. Tantas idéias apareceram a partir do quanto estavam mais distantes da parte interior da mansão.

– Hm? Com o mesmo sorriso de sempre, passando de desentendido ao ouvir as palavras do outro. Isso é um baile, tente não tirar a diversão e o sorriso das pessoas. Disse, calmamente. Então sentiu ser empurrado pelas duas mãos do outro mordomo sobre suas costas. Em passos calmos, foi indo até a saída e dirigiram até o jardim com o lago logo à frente. Vocês possuem um belo jardim, mas … É aquela mulher quem cuida das rosas, não é? Perguntou, referindo-se à Hannah, observando cada rosa de cores diferentes sobre o jardim. Já se afastando de Claude, andou até as rosas brancas, lembrando da paixão de seu lorde por elas. Suspirou e retirou, de uma de suas mangas, uma pequena tesoura especialmente para cortar as flores; servia também de “arma”, caso Claude perdesse o controle perto de Ciel.  Algumas já estão mortas. Outras com manchas … Disse, num tom um tanto sereno quanto provocante. Ele, então, começava a cortar cada rosa manchada e morta pelo caule e jogando-as no chão, para que qualquer outro empregado da mansão Trancy as recolhesse. Aparentava não dar a mínima para a presença de seu “inimigo” logo atrás, afinal, este sabia que Sebastian estaria sempre preparado para qualquer coisa. Fico feliz que tenha finalmente reconhecido seu mestre. E por ter aprendido a se controlar perto do meu Bocchan. Não seria nada bom atrapalhar um baile tão divertido com uma luta infantil logo provocada por você, caso tentasse algo para cima de meu lorde. Assim que terminou de fazer a “limpeza” nas rosas brancas, dirigiu-se até as amarelas e recomeçou.  

E não precisa agradecer, é uma forma de agradecimento, apesar de aprender a se controlar fosse mais uma obrigação sua. Mas, então … O que queria falar comigo? Perguntou. Tomava todo cuidado para não ser perfurado pelos espinhos, enquanto esperava a resposta do outro, mas o silêncio acabou tomando conta entre os dois. Apesar de aparentar estar calmo, Sebastian sentia um alívio pelo outro não ter reagido contra si pelo que falou à pouco. Sebastian estava no território de seu inimigo, não saberia como se defender muito bem, ainda mais por estar “fantasiado” e não estava tão “armado” como ficava com suas roupas normais de mordomo. Ouvindo os passos do outro sobre a grama, percebia que Claude se aproximava, ainda devagar, sem dizer nada. Preferiu não se virar: Apenas continuou com seu “trabalho” e esperou pela ação do outro. 

Sim, é ela. Em tom impaciente, respondeu à pergunta feita pelo mordomo Phantomhive. Uma pequena irritação, que não era demonstrada em sua calma e fria expressão, começava a aparecer só por ele já ter tocado no assunto da decoração, o que significava que ”rebateria” a mesma provocação que havia feito. ”Ele só pode estar brincando. Que demônio mais … !” - E então, viu Sebastian tirando das mangas uma grande tesoura, idêntica daquelas de cortar jardim. Isso só podia ser uma piada! Quem por acaso vai em uma festa com uma arma prática dentro de uma fantasia? Os dois não eram idiotas, isso sim era um fato. Eles não abaixariam a guarda daquela forma; mas o fato de estarem à sos o acalmava. Ignorando as críticas feitas pelo outro, Claude viu cada planta morta e sem cor sendo jogadas no chão junto com o caule, já formando uma pequena relevância. Sua mãos se fechavam para controlar toda a raiva que sentiu com aquela ousadia de Sebastian, sendo que ao mesmo tempo, aquilo era um detalhe que o agradava. Toda a implicância, o jeito irônico de sempre agir, fazia com que ele ficasse mais interessado naquela situação, e quem sabe … em Sebastian Michaellis. Apesar de ser tão frio e aparentemente obediente e correto, Claude se sentia muito atraído pelo jeito muito igual com o do outro mordomo e pela intensidade que começava a ficar mais forte aos poucos. Ah, sim, mais uma vez era atacado pelas provocações do outro, que com um ar de arrogância e provocação, dizia que não queria recomeçar outra briga no meio da festa caso ele não se controlasse por perto de Ciel. Mas … mal sabia Sebastian, que depois de tudo que Claude disse e tentou fazer, aquele lorde não o mais interessava.

”Pegar de surpresa … ele com certeza não reagiria …” - E praticamente fixado, foi andando - em passos lentos que mesmo assim resultavam em barulhos por cima da grama - de pouco em pouco até ao mordomo. Seus lábios tentavam abrir um sorriso, todo o perigo só incitava mais ele. ”Huh?” - Suspirou ao ver o olhar rápido que o demônio desviou para si, notando a aproximação. Tudo acabado? Não, pois ele continuou a cortar as rosas normalmente e não disse nada. Nesse ponto, Claude sabia que precisava ser mais rápido.

– Sebastian. Apressou seus passos e sem que ele notasse, ficou por trás. Vendo a surpresa dele, rapidamente prendeu seu braço e o fez soltar a tesoura, que ficou larga em cima da grama. Seu coração palpitou, e agora que tinha Sebastian praticamente em seus braços sem poder mover-se, era só aproveitar. Encostou seu nariz no pescoço do outro e suspirava de jeito abafado ali. Vendo uma tentativa deste de falar algo, deslizou sua língua ainda no pescoço em movimento de frente-para-trás.

– … O-O qu— –  Assustou-se com a atitude do outro. Não por ter chegado por trás, mas sim por ter segurado seus braços e começar a sentir seu perfume pelo pescoço. Sentia um leve calafrio com cada suspiro, sentindo a respiração do outro batendo contra seu pescoço. Ergueu sua cabeça, mas acabou dando mais “espaço” para Claude acabar lambendo seu pescoço. Segurou os gemidos, ele tentava se mover, mas cada vez que tentava se separar do outro, mais ficava preso à Claude. Acho que meu Bocchan não vai gostar de ver isso, Claude. Disse, permanecendo com os olhos fechados, tentando suportar cada arrepio sem soltar nenhum gemido. Sentiu suas pernas se cruzarem com às de Claude e, finalmente, ficou com seu corpo totalmente colado ao do outro. Sebastian poderia empurrá-lo facilmente se fosse um humano qualquer, mas … Claude chegava a ter mais força. – Se está tão faminto assim, vá se alimentar da alma de Alois! –  E sentiu seu pulso ser apertado com mais força pelo “insulto”. Apesar de estar concentrado em lamber o pescoço de Sebastian, Claude não deixava de usar força nas pernas e nos braços hora alguma. No fim, ele era muito esperto e não daria brecha para o outro escapar. 

Mas afinal … O que pretende? Perguntou meio trêmulo, finalmente abrindo seus olhos revelando a tonalidade mais avermelhada encarando o outro. Conseguiu virar seu pescoço, já sentindo o quanto o mesmo estava úmido por causa das lambidas, e passou a encarar o outro em silêncio até que finalmente respondesse. Continuava preso pelas mãos e pernas do outro enquanto percebia o quanto seus lábios estavam próximos aos de Claude, conseguindo até sentir sua respiração. Sebastian já começava a se sentir atraído pelos lábios de Claude, mas … Droga! Tinha que se controlar, afinal, Claude não era humano e sim um demônio, chegando até a ser um tanto mais forte. Sebastian era menor que Claude, inclusive, e tinha de erguer um pouco a cabeça para poder enxergar seu rosto claramente. Pela primeira vez Sebastian não conseguiu encará-lo por tanto tempo: desviou seu olhar para o chão, abaixando a cabeça e deixando que uma parte de seu cabelo escondesse seus olhos. Sebastian, então, rendeu-se à Claude? Provavelmente sim, afinal, estava totalmente preso e não tinha como escapar das mãos do outro. Sebastian passou a encarar cada rosa morta que fora jogada no chão, então. Esperaria que Claude acreditasse que o menor se rendeu para acabar se soltando e reagindo contra ele. 

Foi então que Sebastian sentiu uma das mãos do outro se soltando, porém, antes que pudesse se mecher, acabara tendo os dois braços pesos por uma só mão de Claude. O maior repousava sua mão sobre a cintura de Sebastian e ia subindo, passando por seu peito, pescoço até, finalmente, chegar ao rosto forçando-o a erguer a cabeça e virá-lo, voltando a encarar aqueles olhos amarelos. Percebia que seu rosto acabara ficando mais próximo do que antes. – … Hm? Foi o único som que soltou. Mostrava-se indiferente a cada atitude do outro, procurando se acalmar e ignorá-lo; quem sabe, dessa forma, Claude perceberia que Sebastian não queria nada e acabasse largando-o e o deixando em paz.

Conseguiu prendê-lo de todos os modos. O modo amendrontado que Sebastian continuava ficando, desviando os olhares e resistindo ao máximo todas as chegadas do mordomo, e isso era uma espécie de amostra de como ele estava sob o poder e que tudo que se passasse na sua mente, seria possível em fazer. Bem, todos estavam distantes, Alois Trancy provavelmente estaria ainda tentando em vão fazer com que Ciel ficasse do mesmo jeito exagerado em animação assim como o loiro, e ninguém conseguiria ver os dois. Não pretendia mais voltar atrás, e tudo o que sentia era um ódio mesclado com uma forte atração. Confuso, não? Apesar de Sebastian - como ele já esperava - estivesse recusando e ainda tentando inútilmente fugir, o demônio acreditava que tudo ainda poderia ficar melhor naquela intensa noite.

Com suas bochechas quase com um tom corado praticamente invisível, Claude sorria por estar tão próximo e ainda por cima, vangloriando-se de sua força física superar a do menor, visto que por mais que o outro tentasse, nada adiantava de se soltar. As duas respirações viravam uma só, dividindo o mesmo espaço que os separavam - mas com certeza, por pouco tempo. Segurou a ponta do queixo do mordomo, apertando um pouco mais forte e com apenas uma mão, mantinha aqueles dois braços presos enquanto ele chegava mais perto. Deixe eu tirar esses óculos para ver essa cor vermelha melhor … Aquele tom de voz era tão ”mole”, tão malicioso; retirou o óculos e jogou no meio da grama. Antes que ele novamente virasse o rosto, aproveitando que as mãos de Claude largaram seu queixo, novamente o mordomo as segurou. Você perdeu essa, Sebastian Michaellis. –  Sim, de uma vez, a respiração dos dois eram sentidas um pelo outro. De olhos abertos, o mordomo de Alois Trancy tocou os lábios com os do menor uma vez, dando um ”selinho”. Os olhos cerraram quase que por completo. Você … per- E o beijou. Deu- Deu mais um. Que face é essa? E com uma risada baixa, percebia como ficou a expressão dele agora. Extremamente envergonhado junto com um forçado rosto que tentava mostrar ao contrário. Deixe-me ver de uma vez como você é. Beijaram-se. Apertou de um modo mais forte que antes para que nada desse errado, as línguas se tocaram no momento em que o maior já a tentou tocar, e por causa da força que o outro ainda insista em fazer, a saliva escorria pelo canto da boca dos dois. O beijo perfeito! Se tornou ainda mais pelo modo em que aconteceu, e por ter matado o desejo de todas as outras vezes que sempre esteve por perto, aquela rivalidade toda, no fim, lhe serviu para tomar iniciativa. Sim … não era a primeira vez que havia sentido isso.

Perfeito. Então, tirou o terno marrom que fazia parte da vestimenta do demônio, que com a força e do modo apressado, eram arrancadas e jogadas no chão. Agora somente uma simples camisa longa e branca, era o que ele vestia. Nee, Sebastian Michaellis. Estaria resistindo com isso tudo? Me prove. Novamente tirou algo da fantasia: a fita vermelha em volta do pescoço. Aquele era um lado até sádico, afinal, que o mordomo nunca aparentou ter com toda aquela personalidade. Já não sentia mais nenhuma resistência nos braços e em nenhum lado do corpo, isso era ótimo. Com uma força proposital, o primeiro gemido de dor foi dado quando Claude puxou os cabelos do menor e levou a cabeça dele para trás, sem ainda soltar; sorrindo completamente, viu todo o pescoço sem nada para cobrir ”pronto” para si, e escolhendo quase no canto, fincou seus dentes também mais fortes e tentava puxar a pele para frente.

Sim, era isso que significava todo o amor e ódio.

– N-Nggh~ Mmh …  Sequer tentou reagir com o forte beijo. Seus braços e suas pernas começaram a tremer, sentindo sua saliva escorrer por seu queixo e cair no chão. Soltava alguns gemidos abafados enquanto tentava virar seu rosto; era inútil tentar resistir. Seus braços ficaram moles e soltos e, por fim, Sebastian desistiu de tentar escapar das mãos do outro. O beijo então finalmente foi parado, seus lábios pareciam estar colados com a saliva que escorria. Já não respondia nem dizia mais nada, apenas preocupava-se em retomar o fôlego enquanto era solto pelas mãos do outro; sequer tentou fugir, apenas caiu de joelhos no chão por culpa de suas pernas trêmulas. Claude ajoelhou-se logo atrás e o agarrou, desabotoando e retirando o fraque. Permanecia de cabeça abaixada, até que viu parte de sua roupa ser jogada no chão, logo ao lado dos óculos. Em seguida, sentiu as mãos do maior sobre seu pescoço, desamarrando e retirando o lenço vermelho dali e jogando-o por cima do fraque. Agora, Sebastian usava apenas uma camisa meio fina, branca, junto à uma calça com uma tonalidade marrom-escuro. 

– A-AH~! Soltou um pequeno grito de dor ao sentir os fios de cabelo serem puxados para cima e logo ficarem desarrumados e sairem de se eu penteado. Fechou mais os olhos, evitando aquele maldito olhar pervertido contra si; Sebastian ainda recuperava o fôlego enquanto um pouco mais de saliva escorria pelas laterais da boca. Foi sentindo os fios de cabelo do outro enroscando em seu próprio pescoço, já prevendo algo contra aquela parte; uma mordida– A-AAH— NGHHH!~ Tentava segurar os gritos fechando a boca, não seria digno de um mordomo da mansão Phantomhive gritar daquela forma, principalmente para seu inimigo. Sentia algo escorrendo … Sangue. Claude conseguiu perfurar sua pele e arrancar um pedaço de seu pescoço; não demorou muito para sua camisa ficar toda manchada com seu próprio sangue. J-Já … Basta … Tentou dizer, meio ofegante. Enquanto mais sangue escorria, mais suas pernas tremiam e sentia-se mais fraco, quase deitando-se totalmente na grama; Claude, porém, o segurava de joelhos ali. Viu que as mãos do maior logo dirigiram-se até seu peito, já começando a desabotoar a camisa manchada e deixá-la aberta, sem retirar. Sentiu alguns arrepios percebendo que a mão passava de sua cintura e chegava até o meio de sua calça, desabotoando-a junto e abrindo o zíper. – B-Bo-Bocchan … Não possuía nenhuma arma, mais; estavam todas guardadas no fraque que fora jogado na grama. – N-Nã—! Gritou e foi interrompido, sentindo a língua tão quente do outro novamente sobre seu pescoço limpando todas o sangue que escorria até que ele finalmente parasse e deixasse apenas uma marca meio roxa com os buracos que os dentes do maior deixou. 

Aparentava estar odiando cada ato do outro, mas assim que os olhos de Claude desviaram para a calça desabotoada e aberta, podia ver uma mancha logo no meio; como se algo molhado, algum líquido tivesse caído ali. – Não toque! Claude! Gritou, logo virando seu rosto ao sentir as mãos do outro sobre sua virilha, ainda por cima das roupas. Estava tão molhado e quente … Chegava a grudar nos dedos de Claude. Ah, Sebastian estava tão envergonhado, sentia-se imundo com todos aqueles toques! Suas bochechas e seus olhos estavam mais vermelhos do que nunca, chegavam a brilhar contra a luz da Lua. Virou seu rosto para o outro lado e o escondeu no pescoço do maior, que concentrava-se em masturbá-lo, ainda por cima de suas calças. Aproveitou que seus braços estavam soltos e os envolveu no pescoço de Claude, como um “abraço” para se apoiar e não cair, escondendo mais seu rosto entre o ombro e o pescoço do mesmo. E se alguém acabasse flagrando os dois ali? 

Ah! Era isso que Claude precisava, só mais isso para manter as coisas do jeito que queria se satisfazer. Sangue. Com um gosto único, exclusivo e tão diferente de tudo o que já experimentou até aquele momento extremamente especial, engolia automáticamente algumas gotas que ficavam em volta dos seus dentes, inclusive. Conseguir perfurar a pele de Sebastian e ainda por cima provocar aqueles gemidos: era isso que queria, mesmo que fosse na base da dor. Não basta não, Sebastian Michaellis. Esse é só o início onde ver se você realmente aguentava todas essas coisas foi visto como uma mentira. Vamos continuar. E muito! Disse seguro de si, alegrando-se e gargalhando ao ver o menor naquele estado já sem reação alguma tão cedo. Com a camisa repleta de sangue que manchava todo o branco, notou o quanto se sentia muito mais fraco provavelmente pelas dores causadas, e por isso, o apoiou sem dificuldades enquanto levava suas mãos para desabotoar sua camisa suja. Assim o fez, mas não a tirou de seu corpo. – Ops~ Lorde Ciel Phantomhive com certeza não gostará de todo esse estrago, huh? Cada vez mais esse aproveitava o momento. Esse único momento! Sebastian Michaellis totalmente a mercê do que ele quisesse. Suas mãos dessa vez dirigiram-se ao zíper do outro e abriu, ouvindo mais uma vez suas súplicas. Para impedir o grito que vinha a seguir, livremente o mordomo deslizou e arrastou sua língua em volta do sangue espalhado pelo pescoço do menor e causando as sensações que ele descobriu que Sebastian sentia; conseguindo, dessa forma, impedir que ele gritasse e se sentisse mais ainda enfraquecido.

Huuuuh? O que é isso chamando atenção no meio da sua calça? Seria a real prova de estar só de fingimento e gostando disso tudo? Ou melhor … Ignorando os gritos do demônio, o maior pôs suas mãos por cima da calça e sentindo até mesmo seus dedos colados pelo sêmen que ali ficou depois de todas as provocações que fez. E sua vontade aumentava e aumentava! O que acha disso? Então, mexeu com sua mão por volta, por perto da virilha e deixando mais ereto ainda com os toques. Mas passarei ainda mais. Começou a masturbá-lo por cima da calça. Não foi tão difícil conseguir segurar bem ao ponto de ser capaz de masturbá-lo, e assim o fez, tirando todas as chances de fuga. Mas como se não pudesse ficar mais claro a sua superioridade sob ele … ”Isso é um abraço? Eu sinto ele me apertando.” - Mal precisou conferir com a tamanha força feita por Sebastian em seu pescoço. Ele simplesmente deixou que desse continuidade e aquilo foi uma prova óbvia que havia desistido de ir contra! Agora, mais do que nunca, o mordomo de Alois se sentiu a vontade.

Segure-se em mim. E jogou o corpo de ambos para a grama fofa, sem que se machucassem. Claude ficava por cima e via claramente o rosto do outro, que não continha as manchas avermelhadas espalhadas em sua face. Você no fim não pode resistir, Sebastian. Por que não pede por mais de uma vez, então? Eu irei fazer mais, só que poderia admitir que não consegue recusar. Parando com a masturbação, seus dedos iam em sequência para dentro da cueca do de Sebastian, e lentamente, ele ia alisando em volta do membro quente e em pé enquanto assistia a reação do menor: fechou mais os olhos e soltava pequenos gemidos com o modo devagar e provocante, o abraço em seu pescoço foi desfeito e agora Sebastian apertava a grama ao seu lado. Sebastian. Peça por mais.Esperando em cercas de alguns segundos, só havia silêncio. Então, utilizou mais uma sodomia, que agora seria apertar o membro do demônio estendido no chão junto com uma masturbação ao mesmo tempo, tornando-se prazerosa e doída demais. Não gargalhou, mas maliciosamente aguardava com seu sorriso um tanto sujo o que queria ver: gritos, gemidos ou o pedido que ele ordenou que fosse feito.

Obedeceu o maior e foi deitando na grama, se apoiando no seu pescoço. Se encaravam, porém, Sebastian se recusava a pedir por mais; para ele, seria mais uma humilhação. Permaneceu calado enquanto já sentia os dedos do maior entrando e alisando seu membro, o que fez o menor estremecer. Largava o pescoço do outro e fincava as unhas na grama, jogando a cabeça para trás e soltando gemidos abafados. Ainda assim, não respondia aos pedidos do outro.– Não devo obedecer a nenhuma outra ordem que não tenha sido dada por meu jovem mestre. Principalmente vinda de um mordomo. Disse, em meio aos gemidos. Abriu seus olhos e viu o quanto Claude ficou irritado com sua resposta, o que o levou a apertar seu membro com força. – A-AAAH! Ngh~ Gritou. Voltava a ficar ofegante como antes e, pela primeira vez, seus olhos lacrimejaram. Novamente fechou os olhos e passou as costas de uma das mãos sobre os olhos, limpando as lágrimas antes que Claude as visse. Enquanto o outro se abaixava e já retirava as calças do menor junto com as roupas íntimas, este mordia a ponta de suas luvas, retirando-as e jogando-as ao seu lado. Agora, Sebastian usava apenas sua camisa branca manchada, mesmo desabotoada.

– Já chega! Disse, segurando os braços do outro e fincando suas unhas em seus pulsos até finalmente perfurar e conseguir tirar sangue do maior. Continuava deitado, apenas movia seus braços, impedindo-o que tocasse mais em seu corpo, mesmo que tenha acabado ficando nu e suas partes estavam totalmente à mostra para Claude. Seu membro estava ereto e molhado, e continuava a soltar um pouco de sêmen. Lentamente, Sebastian ia se sentando e aproximava seu rosto ao do outro; no fim, os dois ficaram presos um com o outro.  Porém, antes que Sebastian pudesse dizer algo, Claude apenas aproximou mais seu rosto ao dele e novamente se beijaram. Droga, novamente seu coração voltou a palpitar e sua força diminuiu, sendo empurrado pelo maior e novamente se deitando. Não tinha jeito, Sebastian sentia-se cada vez mais fraco com cada “carinho” dado pelo outro; era como se não sentisse mais vontade de machucá-lo ou fugir. Agora eram as mãos de Claude que segurava os braços de Sebastian. O maior foi se abaixando mais, até que os dois rostos ficaram mais próximos e o menor ainda insistia em querer virá-lo para o lado e desviar seu olhar. 

Logo uma das mãos do outro soltaram um dos braços de Sebastian e dirigiu-se até sua cintura, puxando-a para baixo até que fosse obrigado a envolvê-lo com suas pernas. “Claude … O que …”, Sebastian sabia bem o que o maior pretendia agora. Naquela posição, qualquer um entederia, bastava o outro retirar seu membro para começarem. Não demorou muito: Claude agora desabotoava sua calça, abrindo o zíper e puxando seu membro para fora, sem precisar de retirar suas roupas. Não precisou olhar para ver seu estado, já sentia algo úmido roçando por cima de seu próprio membro. Uma das mãos de Sebastian foi levada até o membro de Claude e, juntos, passaram a se masturbar com os dois membros colados um ao outro. Era o outro mordomo quem movia sua mão em movimentos de baixo-para-cima, enquanto o menor só passava a gemer mais alto. Não estava aguentando mais, mas no fundo, Sebastian não queria que aquilo chegasse logo ao fim. 

Nem mesmo com toda a violência e a força que ele fazia no mordomo, o mesmo nunca desistia de continuar retrucando e o tentando deixar mais irritado. Bem, isso só era mais pior para ele, já que Claude respondia aquela provocação de ”não ser ordenado por outra pessoa” apertando e machucando mais seu membro, provavelmente deixando as marcas vermelhas de seus dedos na pele. Agora, já sentindo-se mais acomodado em continuar a deixá-lo mais nu e menos a vontade, começava a retirar o que ele vestia na parte de baixo. Nada podia parar tudo que o demônio pretendia. Vamos ver o que acha de ficar praticamente sem nada, Sebasti- E o sorriso explícito se transformou em lábios parados e com uma expressão assustada. A raiva se misturou com a surpresa naquele momento: Sebastian novamente tentou uma reação quando tudo parecia já acabado; seus pulsos furaram com as unhas que ali foram pressionadas e um pouco de sangue foi derramado, causando uma pequena dor nele. Agora, o mordomo de Ciel conseguia flexionar mais o seu corpo e ficar sentado, dividindo forças com Claude - enquanto o mesmo divirtia-se em ver o menor ainda ejaculando de pouco em pouco e sorrindo provocantemente encarando aquele rosto cansado de Sebastian - e as duas cabeças aproximando-se uma da outra.Quanta força, Sebastian … O motivo de ter dito isso? Porque só precisou de segundos para saber o que fazer. Beijá-lo. Ao mesmo tempo em que forçaria o beijo, conseguiria por o menor mais uma vez para baixo, e tirar qualquer resistência que ele poderia fazer. Agora mais uma vez as coisas viraram, e Claude continuava com a vantagem. Já se tornava divertido.

Quando parará de tentar?!  Então, um dos braços do menor foram soltos para que assim, o outro conseguisse segurar sua cintura e por em uma posição bem óbvia do que significaria. Não queria perder mais tempo, e se o que ele planejasse fosse acontecer, marcaria a noite dos dois para sempre. Tirando com uma certa pressa o membro de dentro de sua cueca e o pondo para fora após abrir o zíper, Claude nem se preocupava em tentar se preparar caso Sebastian tentasse sair da posição ou fugir; simplesmente ele não tinha chances. Pôs seu membro por cima do outro membro e pela primeira vez, começou a gemer. A sensação dos dois pênis se encostando e se batendo tão quentes mexia demais com o maior, que para aproveitar que estava tão intenso, fez com que os dois se masturbassem. Ambos masturbavam no outro, e o sêmen de Sebastian começava a sujar um pouco de seu dedo.

Mais forte! E com os dois gemendo, mais suor escorria no canto da sua face. Por ser a primeira vez em que indiretamente estava sendo masturbado, toda a sensação forçava mais rápido a saída do sêmen. Parou com a masturbação no membro de Sebastian e viu o quanto estava mais avermelhado pelos apertos minutos atrás e por estar sendo masturbado.Oh, Sebastian~ gomenasai. Isso te fará sentir melhor? E quase rindo, fechou os olhos e começou a chupar o pênis do menor e lamber consecutivamente, revezando nas duas coisas com a intenção de poder provar seu sêmen e ainda por cima fazer para com aquela dor. Mas não se podia enganar, Claude não queria agradar mais ninguém que só fosse ele mesmo. Se aquilo pudesse fazer com que a dor se acalmasse, então, logo em seguida, ele faria algo que causasse mais dor e que pudesse deixar o mordomo mais entregue: com um único dedo, foi dedilhando e tentando achar únicamente o lado anal de Sebastian. Não demorou muito - mesmo que nem tenha parado de chupar o membro dele - e assim que sentiu a entrada, rodou um pouco com o dedo e aos poucos foi forçando mais a entrada, ouvindo o desesperado pedido do menor que tentava parar de gemer e dizer ”não”. Desculpe. Ao que se referia irônicamente? Por não ter molhado a ponta do dedo para que não machucasse tanto assim quando fosse inserir seu dedo dentro dele.

Sebastian arrancava a grama ao seu redor com uma de suas mãos, enquanto a outra era forçada a masturbar Claude e acabar sendo retribuído com o mesmo “carinho”. Já sentia a terra entrando por baixo de suas unhas, mas já não fazia diferença para Sebastian, afinal, já se sentia sujo demais pelos toques de Claude em seu corpo. A mão do outro parou com os movimentos e Sebastian ficava mais ofegante do que antes e seus olhos permaneceram fechados, escondendo a tonalidade mais vermelha ainda. Sentia algumas gotas de suor escorrendo por seu rosto, e novamente as pernas do menor voltava a tremer. Sentia, ainda, o sêmen escorrendo para fora do membro de Claude e caindo sobre sua barriga, sujando-o mais. – C-CLAUDE! –  Sebastian ia se apoiando nos próprios braços e encarava o outro aproximando sua boca até seu pênis e, finalmente, colocando-o dentro de sua boca e começando a chupá-lo. Já não conseguia mais se segurar: gemendo cada vez mais alto, Sebastian repousava uma de suas mãos em cima do cabelo do outro e tentava puxá-lo para cima até que seu rosto finalmente se afastasse dali. P-Pare com isso … PARE, CLAUDE! Já estava entrando em desespero sentindo os dedos do outro ao redor de seu orifício. Com a outra mão, Sebastian tentava empurrar os braços do outro para trás; huh, como se adiantasse. – … NÃO! E então, caiu para trás, batendo a cabeça no chão e soltando vários gemidos de dor. Claude … N-Não … POR FAVOR, CLAUDE! Sebastian estava, realmente, desesperado. Era a primeira vez que Claude via o outro naquele estado mas, mesmo assim, o mesmo não parava e apenas pedia desculpas num tom irônico. 

Foi então que um brilho escorreu pelo rosto de Sebastian. Uma lágrima! Impossível, estaria Sebastian chorando de dor? Rapidamente ele procurou limpar aquela lágrima, mais envergonhado. – NÃO OLHE! … Droga … Gritou, meio rouco e trêmulo. Puxava todo o ar que podia pela boca, tentando suportar a dor que apenas um dedo lhe causava. Ergueu seu braço e tampou sua face, principalmente seus olhos, com a ajuda da manga da camisa. Deixava apenas sua boca visível para outro, dessa forma, poderia continuar puxando o ar para dentro de si até recuperar todo o fôlego. Querendo ver mais do desespero de Sebastian, Claude enfiava um segundo dedo, mas … Sem reação. Foi apenas um alto gemido que pôde ouvir, e foi seguido de outros e mais outros, mas ele já não suplicava para que o maior parasse. Os dedos de seus pés se contorciam e sua pele ficava cada vez mais arrepiada

 … Por que tudo isso … ? Perguntou, retirando seu braço de seu rosto e deixando seus olhos vermelhos visíveis. Como brilhavam contra a luz do luar … Era como se estivesse cheio de lágrimas. Sua cabeça doía e, agora, Sebastian queria que tudo aquilo acabasse ali para que finalmente voltasse para a mansão e descansar. Fará de tudo para esquecer essa noite e nunca mais voltar.

Todos os gritos, os pedidos, as tentativas sem sucesso que Sebastian ainda assim insistia em fazer … era como se fosse uma melodia e atos que significassem só uma coisa para o sádico e sem limites Claude: prosseguir. Para ele, tudo aquilo só mostrava o quanto ele estava no poder e superiormente em tudo o que poderia realizar com o corpo do menor dado em suas mãos. Ejacular na barriga do outro era só uma maneira dele demonstrar que não dava a mínima e faria de tudo para deixá-lo mais por baixo ainda, juntando todo o prazer com a dor e humilhação.Me perdoa, Sebastian~ me desculpa. Ah, como estou sendo errado. H-e-h! Não poderia faltar a ironia no meio de todo o sadismo que praticava. O mordomo poderia chorar e até mesmo gritar, aquilo continuaria o excitando e mostrando que estava conseguindo o que queria. Lágrimas. Desespero total, então. As coisas só tendiam a melhorar para o lado de Claude, e ele via tudo isso como mais interessante. Não posso deixar de olhar! Na verdade, isso me dá até mais uma idéia. Sebastian Michaellis, você é tão interessante. Quanto mais dizia, mais excitava-se. Aquele ”lado fraco” do menor que sempre se mostrou tão forte e único em tudo, agora não passava de um … passivo? Com certeza. Chegava a ser mais engraçado!

Ops!~ Desculpe. Debochou enquanto penetrou o segundo dedo e mais uma vez ouviu os mesmo pedidos de sempre para parar. Provavelmente, o mordomo tenha se acostumado com a sensação e as dores, logo, sua reação foi um pouco mais discreta do na primeira vez. Sebastian … Retirou os dois dedos ali de dentro e passou a encarar os olhos brilhantes e rubros que visavam a lua, mostrando lágrimas acumuladas. Por um momento, achou que já não estava sendo a mesma coisa. Eu só tentei forçar desse jeito porque eu realmente lhe odeio. Mas, desde que finalmente lhe conheci melhor do que eu andava ouvindo, comecei a imaginar que de certa forma nós somos parecidos. É estranho, eu sei, um demônio se interessar pelo outro, mas … assim como Ciel Phantomhive, você consegue se tornar diferente e mais especial que os outros. Como eu não sei, mas tudo o que eu queria fazer era uma coisa. Suspirou e secou, com a mão que estava ”limpa”, as lágrimas que se acumularam. Nesse momento, pode ser visto que Sebastian finalmente estava solto.

Com praticamente o corpo dele estendido, Claude abraçava literalmente o demônio e trazia para perto, sem qualquer sorriso ou outras intenções. Ajeitou o rosto dele para que o encarasse sem medo. – Pare. Pode me olhar, eu não irei tentar nada agora. Seu coração voltou a palpitar … mas não como se fosse tentar algo semelhante quando tentou pegá-lo por trás enquanto Sebastian cortava as plantas, mas sim por estar se arriscando de uma vez só. Você pode escolher entre ir agora e se desfazer desse abraço e voltar para a mansão e dentro da festa. Eu ajudarei a se vestir. Novamente suspirou, e levantou mais a coluna fazendo com que a respiração - que coincidentemente eram abafadas - fosse partilhada. Ou ficar aqui. E engoliu à seco sua saliva. Tinha noção do quanto amendrontou Sebastian e fez com que tornasse as coisas tão violentas e agora, de certo modo, românticas. Mas os dois viviam em uma constante linha de amor e ódio. Foi proposital deixar seu lábio tão próximo do menor, pois caso ele decidisse ficar ali, poderiam selar com um beijo.

Sebastian permanecia em silêncio, ele apenas fechava seus olhos. Sentiu um enorme alívio assim que os dedos foram retirados de dentro de si e não retribuiu ao abraço, deixou que Claude o levasse até seu colo, onde sentava-se de lado e ficava com seu rosto encostado ao peito do maior, até ser forçado a encará-lo. – Parecidos? … – Sussurrou. O rosto do maior ficou mais próximo e passaram a dividir o mesmo ar, seus lábios quase se encostavam, bastava apenas um pequeno empurrão. Porém, Sebastian erguia sua mão e, com dois dedos repousados sobre os lábios de Claude, ele o empurrava devagar para trás até que se afastasse. – Beijar um demônio à força, retirar e lamber seu sangue com uma mordida, masturbá-lo contra sua vontade e ignorar seus pedidos, irritá-lo, provocá-lo … Abusar de um demônio, forçá-lo a uma relação sexual e a trair seu lorde … E pior: Retirar as lágrimas de um demônio. Eu deveria lhe mostrar minha verdadeira forma aqui mesmo, e devolver toda a vergonha que me fez passar. – Disse, passando as mãos sobre os cabelos tentando ajeitá-los e fazê-los voltar ao penteado de antes. Algumas gotas de suor eram soltas por seus cabelos e seu rosto, e já percebia o quanto aquilo deixava Claude mais inquieto. – Mas meu Bocchan poderia acabar descobrindo e me encher de desculpas. Seria mais um fardo, afinal, eu já prometi jamais mentir outra vez para meu lorde. Isso lhe causaria problemas, também … Caso sobrevivesse. Não viemos para uma briga, e lorde Alois Trancy já deixou claro que a rivalidade chegou ao fim. Você … – E aproximou seu rosto ao dele, até que ficou de joelhos em frente e encostaram suas testas uma na outra. … Não vai querer ir contra a voz de seu jovem mestre, não é? Mas … Tem algo nesses olhos que me atrai tanto.  Então, fechou seus olhos e deu-lhe um pequeno beijo nos lábios. Foi dando vários beijos, até que seus lábios finalmente se encaixavam e Sebastian envolvia seus braços no pescoço do outro. Um beijo bem mais calmo, nada com muita força. 

Quando finalmente os dois rostos se afastaram, Sebastian puxou o outro em sua direção até voltarem a se deitar, onde o menor novamente ficou por baixo. Com um sorriso malicio, Sebastian retirou os óculos de Claude e os jogou para o lado próximo às suas roupas. – Devemos recomeçar. Agora … Com mais calma. – Mordiscando a ponta do queixo do maior, esperando por alguma resposta. Virou seu rosto e passou a observar a mansão Trancy, completamente iluminada. “O que os dois estarão fazendo … ?”, pensou. Continuava nervoso e com medo que Ciel acabasse saindo da festa procurando por seu mordomo, e deparasse com os dois ali. 

Engraçado, toda a ”superioridade” que tanto Claude amava fazer questão de manter e mostrar para o menor mostrando isso em machucando, humilhando e fazendo coisas que até passassem mais dos limites que ele mesmo imaginava, estava sendo perdida aos poucos. Sem arrogância, mas ele sentia-se seguro e esperava que ao invés de ouvir algum xingamento ou só ver ele partindo, fosse beijado e que os dois lábios se selassem e se juntassem depois daquela distância de praticamente uns 10 centímetros. Mas nem precisou de tanto, pois tudo isso sumiu aos poucos; seus lábios foram empurrados com o dedo de Sebastian levemente para trás e os distanciando. A partir dali, saberia que ouviria tudo o que não desejava, mas não agiria com violência. Abusar, trair, forçar, machucar, violentar, arrancar gemidos e lágrimas, ignorar e debochar os pedidos desesperados, irritar, provocar … foi tudo o que ouviu, e sem razão para responder, ainda ouviu por fim a ameaça dada pelo mordomo. No fim, Claude não passava daquilo tudo e ainda por cima digno de pena para não sofrer com a real forma do demônio Phantomhive? Isso foi praticamente um sinal de que o mínimo que o maior deveria fazer era desfazer o abraço - e assim o fez! Calado, e com o sorriso de vez desaparecido, olhava como Sebastian arrumava-se de volta. Ficou inquieto só de ver que tudo havia acabado.

”Mas … Tem algo nesses olhos que me atrai tanto” - Em seus olhos? Estava tão desacreditado de certa forma com ódio de si mesmo que só ouviu esse último trecho. E … beijo! Não só um, na verdade, foram vários de pouco em pouco até que seus lábios se encostassem. Foi o primeiro sem ser forçado, a forma calma, além disso, lhe excitava de modo mais satisfatório do que quando teve que forçar. As coisas mudaram de um jeito para outro inacreditável, o demônio parecia ter lhe dito tudo o que acabaria com aquela noite ”improvisada” e agora tudo voltou de uma vez. Estava paralisado literalmente! Depois de afastarem seus lábios e olharam-se um pouco, o menor lhe puxou para o chão e Claude novamente ficava por cima. Notavelmente, agora ele mostrava o quanto envergonhado estava. Não só pela situação e o susto em si por causa da atitude do outro, mas sim por perceber que não precisava mais forçar em nada.

Eu conheço melhor que qualquer um minha majestade. Pelo jeito, está mostrando alguma coisa para seu Bocchan e puxando alguma conversa para formar uma amizade. Bem, não sei se ele será recípocro. Não perguntaria, só iria aproveitar. Por mais que quisesse saber o que atraía o menor, ou a razão que lhe fez ficar, não seria tão importante assim comparado ao fato de poder continuar com tudo aquilo. Aproveitando do outro estar com a cabeça virada, vendo a mansão de Alois Trancy, novamente começaria com os beijos na direção do pescoço, mas desistiu.  Sebastian.  E chamou sua atenção. Deitou-se ao seu lado na grama e o olhou, agora sem ser por trás das lentes de seu óculos. – Depois de tudo o que eu fiz, e lhe causei, por que não faz o mesmo também comigo? Aproveite. Do jeito que lhe atrai. Com sorriso de canto, não parou de olhar.

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Uma noite tranquila, mas um tanto alegre para todos. Ciel e seu mordomo Sebastian estavam dentro de uma carruagem, guiada por um velho homem sorridente. Atrás, havia uma outra carruagem com os 4 outros empregados da mansão Phantomhive: Meirin, Finnian, Bard e Tanaka, sorridentes. Porém, não…

Cada passo ao lado que dava, mais e mais ele tentava ver, pela frente de seu mordomo, a presença tão esperada que era de Alois e Claude, que demoravam para aparecer. Isso o irritava de um jeito que não podia suportar, parecia proposital toda essa demora ou como se pudesse sentir que estivessem armando alguma amadilha enquanto estivessem distraídos com a festa. Era fato que não podiam relaxar ou achar que tudo estava bem, mesmo com ele tendo se rendido e tudo o que houve dias atrás, muitas coisas poderiam ter mudado. Pelo menos, o mordomo e o loiro voltaram a se unir, ou seja, não tinha toda aquela melancolia, podiam ter mudado tanto positivamente como negativamente. O lorde mal ficava atento à dança e nem ao olhar provocador do mordomo, até mesmo se esqueceu da péssima fantasia que foi forçado a vestir, só ficava de olho em qualquer movimento suspeito. Seus empregados já tinha ficado para longe, talvez fazendo algo como admirar toda a mansão ou qualquer coisa que provavelmente Ciel não gostaria de ver. Lizzy também não dava nenhum sinal de presença, provavelmente ele nunca o reconheceria com aquela fantasia, mesmo sendo usada na segunda vez; ou estivesse até cheio para ser visto. Pouco lhe importava, quanto menos a ouvisse e fosse atrapalhado, melhor seria para continuar com o caminho livre para se manter atento com qualquer coisa que eles pudessem fazer. Não estava nem aproveitando a noite, até Sebastian estava relaxado, ah … era difícil vê-lo mostrar preocupação, inclusive isso era motivo para se sentir irritado.

– Pare! Eles chegaram, Sebastian. E mesmo com a música continuando, muitos dos casais paravam e viam lá do topo da escada os dois: Alois Trancy e Claude Faustus. Um enorme sorriso estampava na face do menor, que acompanhado do ainda frio e quieto demônio, chamavam toda a atenção para eles. As unhas de Ciel apertavam as mãos de seu mordomo, que não disse nada, apenas acompanhou eles. Tão diferente. Diferente daquele outro estranho dia, quando Alois estava em lágrimas e depressivo, enquanto o mordomo Claude o perseguia para pegá-lo de volta; tudo sem resposta, mas faz parte do passado. Que …?Sussurrou, apertando mais as mãos de Sebastian e mordiscando o canto dos lábios. Todo seu nervosismo foi por causa de quando os dois olhares se cruzaram, o loiro apressou mais seus passos - até mesmo se afastando de Claude - e com um sorriso maior e a ponta das bochechas coradas, desceu as escadas indo até ele, sem nenhuma vez tirar os olhos de seu rosto. Os outros convidados até notavam a enorme felicidade que de repente se deu nele, que indiscretamente, mostrava que iria até o menor na mesma hora. ”O que ele quer?!” - E mais aflito ficou.

Alois Trancy, então, finalmente surgia na festa. A música logo foi abaixada e todos pararam de dançar e ficaram a observar o garoto de pé no topo das escadas, com seu mordomo logo ao lado. Assim como todos, Alois estava sorridente e, assim que o loiro reconheceu Ciel -mesmo este estando fantasiado-, largou a mão de Claude e foi descendo as escadas correndo em direção ao outro. – C-CIEL! VOCÊ VEIO! Gritou, agarrando o garoto pelo pescoço e girando no meio do salão. Ninguém, nem mesmo Sebastian estranhou aquilo; apenas Ciel que ficava de olhos arregalados e incapaz de se mover por conta do abraço. Atrás dos dois, Claude se aproximava, mas não estava fantasiado. Já a roupa de alois era um conjunto todo roxo, sua cor favorita, com alguns detalhes em preto e vermelho, mais uma cartola com asas de morcego no topo e presas em suas costas. Era fofo. 

Logo Alois se desagarrava de Ciel e voltava a segurar a mão de Claude. Obrigado por virem. É como um agradecimente, ne, Claude? Então, a rivalidade de fato se foi e Alois finalmente se mostrava feliz como nunca. Ter Ciel em suas mãos, se vingar de todos que o corrompeu, matar Sebastian … Não, nunca foram desejos do loiro. Ele só tinha um desejo: Ser amado por seu mordomo, quem o salvou de todos os abusos e violência. E agora que conseguiu, já não tinha que se preocupar com mais nada. Vendo que os outros dois se afastavam e Sebastian dizia algo no ouvido de Ciel, Alois, um tanto curioso, apenas agarrou o braço de Claude com encarando-os. Este, porém, logo pediu uma permissão para sair e ir conversar com Sebastian que já voltava a encará-los, sorridente. Ah … Então, Ciel será minha dama! ♥ E puxou o outro até um canto do salão, se afastando dos dois mordomos, que passaram a se encarar. 

Ah, mais uma vez Alois não conseguia se controlar como sempre. Aquela mesma atitude toda vez acontecia quando era anfitrião de uma festa com tanta classe, sendo escandaloso e não contendo o que sente, e como o mordomo já esperava, a presença de Ciel Phantomhive seria um motivo para ele ficar daquela forma. Assim como o loiro, logo reconheceu o lorde que estava fantasiado e de mãos dadas com o outro demônio, Sebastian. Sim, isso de alguma forma o deixava com mais ânimo em participar mais da festa. Discretamente, sorriu rapidamente e descia também as escadas; só que em passos largamente mais devagar que de Alois e mais quieto. Esperou toda a estranha e inconveniente - para o Phantomhive - recepção tão animada do outro, que abraçava e alegremente agradecia por estarem lá, enquanto Sebastian aproximava-se e dizia algo nos ouvidos do lorde.

My highness. Poderia me permitir um momento à sós com Sebastian Michaellis? Não demorará. Propositalmente, interrompeu tudo o que ele queria dizer em segredo ao menor. Esperando em ver o mesmo rosto provocante de sempre, foi encarando pelo simpático e tradicional sorriso de Sebastian que sempre soava um tanto irônico, já que independente da situação, sempre esboçava o mesmo. Chegava a ser irritante, que droga! Aquilo lhe trazia até mesmo formidáveis lembranças daquele dia na mansão de seus possíveis ”antigos inimigos”, e lhe lembrava de como as coisas acabaram meio incompletas e interessantes e naquela noite, longe dos outros dois, seria uma situação perfeita.

Dessa vez, estamos agora na mansão de Alois Trancy, e não mais onde você poderia dar qualquer ordem que desejasse. Arrumando os óculos, e aproveitando a chance dos outros convidados estarem distraídos ou com a comida ou e a dança em pares, arrogantemente e até ”feliz” por estar tendo aquela grande chance, pôs suas mãos por trás das costas do mordomo e forçou-o para frente. Ainda não esqueci o que aconteceu dias atrás quando tive que resgatar minha majestade. Só que … ainda tem mais o que fazer. Vamos para fora. Sequer esperou um ”sim” ou ”não de Sebastian, apenas continuou caminhando e viu que o outro assim também fazia. Preferiu não olhá-lo ainda, já que provavelmente, veria o mesmo sorriso. Tantas idéias apareceram a partir do quanto estavam mais distantes da parte interior da mansão.

– Hm? Com o mesmo sorriso de sempre, passando de desentendido ao ouvir as palavras do outro. Isso é um baile, tente não tirar a diversão e o sorriso das pessoas. Disse, calmamente. Então sentiu ser empurrado pelas duas mãos do outro mordomo sobre suas costas. Em passos calmos, foi indo até a saída e dirigiram até o jardim com o lago logo à frente. Vocês possuem um belo jardim, mas … É aquela mulher quem cuida das rosas, não é? Perguntou, referindo-se à Hannah, observando cada rosa de cores diferentes sobre o jardim. Já se afastando de Claude, andou até as rosas brancas, lembrando da paixão de seu lorde por elas. Suspirou e retirou, de uma de suas mangas, uma pequena tesoura especialmente para cortar as flores; servia também de “arma”, caso Claude perdesse o controle perto de Ciel.  Algumas já estão mortas. Outras com manchas …  Disse, num tom um tanto sereno quanto provocante. Ele, então, começava a cortar cada rosa manchada e morta pelo caule e jogando-as no chão, para que qualquer outro empregado da mansão Trancy as recolhesse. Aparentava não dar a mínima para a presença de seu “inimigo” logo atrás, afinal, este sabia que Sebastian estaria sempre preparado para qualquer coisa. Fico feliz que tenha finalmente reconhecido seu mestre. E por ter aprendido a se controlar perto do meu Bocchan. Não seria nada bom atrapalhar um baile tão divertido com uma luta infantil logo provocada por você, caso tentasse algo para cima de meu lorde. Assim que terminou de fazer a “limpeza” nas rosas brancas, dirigiu-se até as amarelas e recomeçou.  

E não precisa agradecer, é uma forma de agradecimento, apesar de aprender a se controlar fosse mais uma obrigação sua. Mas, então … O que queria falar comigo? Perguntou. Tomava todo cuidado para não ser perfurado pelos espinhos, enquanto esperava a resposta do outro, mas o silêncio acabou tomando conta entre os dois. Apesar de aparentar estar calmo, Sebastian sentia um alívio pelo outro não ter reagido contra si pelo que falou à pouco. Sebastian estava no território de seu inimigo, não saberia como se defender muito bem, ainda mais por estar “fantasiado” e não estava tão “armado” como ficava com suas roupas normais de mordomo. Ouvindo os passos do outro sobre a grama, percebia que Claude se aproximava, ainda devagar, sem dizer nada. Preferiu não se virar: Apenas continuou com seu “trabalho” e esperou pela ação do outro. 

Sim, é ela. Em tom impaciente, respondeu à pergunta feita pelo mordomo Phantomhive. Uma pequena irritação, que não era demonstrada em sua calma e fria expressão, começava a aparecer só por ele já ter tocado no assunto da decoração, o que significava que ”rebateria” a mesma provocação que havia feito. ”Ele só pode estar brincando. Que demônio mais … !” - E então, viu Sebastian tirando das mangas uma grande tesoura, idêntica daquelas de cortar jardim. Isso só podia ser uma piada! Quem por acaso vai em uma festa com uma arma prática dentro de uma fantasia? Os dois não eram idiotas, isso sim era um fato. Eles não abaixariam a guarda daquela forma; mas o fato de estarem à sos o acalmava. Ignorando as críticas feitas pelo outro, Claude viu cada planta morta e sem cor sendo jogadas no chão junto com o caule, já formando uma pequena relevância. Sua mãos se fechavam para controlar toda a raiva que sentiu com aquela ousadia de Sebastian, sendo que ao mesmo tempo, aquilo era um detalhe que o agradava. Toda a implicância, o jeito irônico de sempre agir, fazia com que ele ficasse mais interessado naquela situação, e quem sabe … em Sebastian Michaellis. Apesar de ser tão frio e aparentemente obediente e correto, Claude se sentia muito atraído pelo jeito muito igual com o do outro mordomo e pela intensidade que começava a ficar mais forte aos poucos. Ah, sim, mais uma vez era atacado pelas provocações do outro, que com um ar de arrogância e provocação, dizia que não queria recomeçar outra briga no meio da festa caso ele não se controlasse por perto de Ciel. Mas … mal sabia Sebastian, que depois de tudo que Claude disse e tentou fazer, aquele lorde não o mais interessava.

”Pegar de surpresa … ele com certeza não reagiria …” - E praticamente fixado, foi andando - em passos lentos que mesmo assim resultavam em barulhos por cima da grama - de pouco em pouco até ao mordomo. Seus lábios tentavam abrir um sorriso, todo o perigo só incitava mais ele. ”Huh?” - Suspirou ao ver o olhar rápido que o demônio desviou para si, notando a aproximação. Tudo acabado? Não, pois ele continuou a cortar as rosas normalmente e não disse nada. Nesse ponto, Claude sabia que precisava ser mais rápido.

– Sebastian. Apressou seus passos e sem que ele notasse, ficou por trás. Vendo a surpresa dele, rapidamente prendeu seu braço e o fez soltar a tesoura, que ficou larga em cima da grama. Seu coração palpitou, e agora que tinha Sebastian praticamente em seus braços sem poder mover-se, era só aproveitar. Encostou seu nariz no pescoço do outro e suspirava de jeito abafado ali. Vendo uma tentativa deste de falar algo, deslizou sua língua ainda no pescoço em movimento de frente-para-trás.

– … O-O qu— –  Assustou-se com a atitude do outro. Não por ter chegado por trás, mas sim por ter segurado seus braços e começar a sentir seu perfume pelo pescoço. Sentia um leve calafrio com cada suspiro, sentindo a respiração do outro batendo contra seu pescoço. Ergueu sua cabeça, mas acabou dando mais “espaço” para Claude acabar lambendo seu pescoço. Segurou os gemidos, ele tentava se mover, mas cada vez que tentava se separar do outro, mais ficava preso à Claude. Acho que meu Bocchan não vai gostar de ver isso, Claude. Disse, permanecendo com os olhos fechados, tentando suportar cada arrepio sem soltar nenhum gemido. Sentiu suas pernas se cruzarem com às de Claude e, finalmente, ficou com seu corpo totalmente colado ao do outro. Sebastian poderia empurrá-lo facilmente se fosse um humano qualquer, mas … Claude chegava a ter mais força. – Se está tão faminto assim, vá se alimentar da alma de Alois! –  E sentiu seu pulso ser apertado com mais força pelo “insulto”. Apesar de estar concentrado em lamber o pescoço de Sebastian, Claude não deixava de usar força nas pernas e nos braços hora alguma. No fim, ele era muito esperto e não daria brecha para o outro escapar. 

Mas afinal … O que pretende? Perguntou meio trêmulo, finalmente abrindo seus olhos revelando a tonalidade mais avermelhada encarando o outro. Conseguiu virar seu pescoço, já sentindo o quanto o mesmo estava úmido por causa das lambidas, e passou a encarar o outro em silêncio até que finalmente respondesse. Continuava preso pelas mãos e pernas do outro enquanto percebia o quanto seus lábios estavam próximos aos de Claude, conseguindo até sentir sua respiração. Sebastian já começava a se sentir atraído pelos lábios de Claude, mas … Droga! Tinha que se controlar, afinal, Claude não era humano e sim um demônio, chegando até a ser um tanto mais forte. Sebastian era menor que Claude, inclusive, e tinha de erguer um pouco a cabeça para poder enxergar seu rosto claramente. Pela primeira vez Sebastian não conseguiu encará-lo por tanto tempo: desviou seu olhar para o chão, abaixando a cabeça e deixando que uma parte de seu cabelo escondesse seus olhos. Sebastian, então, rendeu-se à Claude? Provavelmente sim, afinal, estava totalmente preso e não tinha como escapar das mãos do outro. Sebastian passou a encarar cada rosa morta que fora jogada no chão, então. Esperaria que Claude acreditasse que o menor se rendeu para acabar se soltando e reagindo contra ele. 

Foi então que Sebastian sentiu uma das mãos do outro se soltando, porém, antes que pudesse se mecher, acabara tendo os dois braços pesos por uma só mão de Claude. O maior repousava sua mão sobre a cintura de Sebastian e ia subindo, passando por seu peito, pescoço até, finalmente, chegar ao rosto forçando-o a erguer a cabeça e virá-lo, voltando a encarar aqueles olhos amarelos. Percebia que seu rosto acabara ficando mais próximo do que antes. – … Hm? Foi o único som que soltou. Mostrava-se indiferente a cada atitude do outro, procurando se acalmar e ignorá-lo; quem sabe, dessa forma, Claude perceberia que Sebastian não queria nada e acabasse largando-o e o deixando em paz.

Conseguiu prendê-lo de todos os modos. O modo amendrontado que Sebastian continuava ficando, desviando os olhares e resistindo ao máximo todas as chegadas do mordomo, e isso era uma espécie de amostra de como ele estava sob o poder e que tudo que se passasse na sua mente, seria possível em fazer. Bem, todos estavam distantes, Alois Trancy provavelmente estaria ainda tentando em vão fazer com que Ciel ficasse do mesmo jeito exagerado em animação assim como o loiro, e ninguém conseguiria ver os dois. Não pretendia mais voltar atrás, e tudo o que sentia era um ódio mesclado com uma forte atração. Confuso, não? Apesar de Sebastian - como ele já esperava - estivesse recusando e ainda tentando inútilmente fugir, o demônio acreditava que tudo ainda poderia ficar melhor naquela intensa noite.

Com suas bochechas quase com um tom corado praticamente invisível, Claude sorria por estar tão próximo e ainda por cima, vangloriando-se de sua força física superar a do menor, visto que por mais que o outro tentasse, nada adiantava de se soltar. As duas respirações viravam uma só, dividindo o mesmo espaço que os separavam - mas com certeza, por pouco tempo. Segurou a ponta do queixo do mordomo, apertando um pouco mais forte e com apenas uma mão, mantinha aqueles dois braços presos enquanto ele chegava mais perto. Deixe eu tirar esses óculos para ver essa cor vermelha melhor … Aquele tom de voz era tão ”mole”, tão malicioso; retirou o óculos e jogou no meio da grama. Antes que ele novamente virasse o rosto, aproveitando que as mãos de Claude largaram seu queixo, novamente o mordomo as segurou. Você perdeu essa, Sebastian Michaellis. –  Sim, de uma vez, a respiração dos dois eram sentidas um pelo outro. De olhos abertos, o mordomo de Alois Trancy tocou os lábios com os do menor uma vez, dando um ”selinho”. Os olhos cerraram quase que por completo. Você … per- E o beijou. Deu- Deu mais um. Que face é essa? E com uma risada baixa, percebia como ficou a expressão dele agora. Extremamente envergonhado junto com um forçado rosto que tentava mostrar ao contrário. Deixe-me ver de uma vez como você é. Beijaram-se. Apertou de um modo mais forte que antes para que nada desse errado, as línguas se tocaram no momento em que o maior já a tentou tocar, e por causa da força que o outro ainda insista em fazer, a saliva escorria pelo canto da boca dos dois. O beijo perfeito! Se tornou ainda mais pelo modo em que aconteceu, e por ter matado o desejo de todas as outras vezes que sempre esteve por perto, aquela rivalidade toda, no fim, lhe serviu para tomar iniciativa. Sim … não era a primeira vez que havia sentido isso.

Perfeito. Então, tirou o terno marrom que fazia parte da vestimenta do demônio, que com a força e do modo apressado, eram arrancadas e jogadas no chão. Agora somente uma simples camisa longa e branca, era o que ele vestia. Nee, Sebastian Michaellis. Estaria resistindo com isso tudo? Me prove. Novamente tirou algo da fantasia: a fita vermelha em volta do pescoço. Aquele era um lado até sádico, afinal, que o mordomo nunca aparentou ter com toda aquela personalidade. Já não sentia mais nenhuma resistência nos braços e em nenhum lado do corpo, isso era ótimo. Com uma força proposital, o primeiro gemido de dor foi dado quando Claude puxou os cabelos do menor e levou a cabeça dele para trás, sem ainda soltar; sorrindo completamente, viu todo o pescoço sem nada para cobrir ”pronto” para si, e escolhendo quase no canto, fincou seus dentes também mais fortes e tentava puxar a pele para frente.

Sim, era isso que significava todo o amor e ódio.

– N-Nggh~ Mmh …  Sequer tentou reagir com o forte beijo. Seus braços e suas pernas começaram a tremer, sentindo sua saliva escorrer por seu queixo e cair no chão. Soltava alguns gemidos abafados enquanto tentava virar seu rosto; era inútil tentar resistir. Seus braços ficaram moles e soltos e, por fim, Sebastian desistiu de tentar escapar das mãos do outro. O beijo então finalmente foi parado, seus lábios pareciam estar colados com a saliva que escorria. Já não respondia nem dizia mais nada, apenas preocupava-se em retomar o fôlego enquanto era solto pelas mãos do outro; sequer tentou fugir, apenas caiu de joelhos no chão por culpa de suas pernas trêmulas. Claude ajoelhou-se logo atrás e o agarrou, desabotoando e retirando o fraque. Permanecia de cabeça abaixada, até que viu parte de sua roupa ser jogada no chão, logo ao lado dos óculos. Em seguida, sentiu as mãos do maior sobre seu pescoço, desamarrando e retirando o lenço vermelho dali e jogando-o por cima do fraque. Agora, Sebastian usava apenas uma camisa meio fina, branca, junto à uma calça com uma tonalidade marrom-escuro. 

– A-AH~! Soltou um pequeno grito de dor ao sentir os fios de cabelo serem puxados para cima e logo ficarem desarrumados e sairem de se eu penteado. Fechou mais os olhos, evitando aquele maldito olhar pervertido contra si; Sebastian ainda recuperava o fôlego enquanto um pouco mais de saliva escorria pelas laterais da boca. Foi sentindo os fios de cabelo do outro enroscando em seu próprio pescoço, já prevendo algo contra aquela parte; uma mordida– A-AAH— NGHHH!~ Tentava segurar os gritos fechando a boca, não seria digno de um mordomo da mansão Phantomhive gritar daquela forma, principalmente para seu inimigo. Sentia algo escorrendo … Sangue. Claude conseguiu perfurar sua pele e arrancar um pedaço de seu pescoço; não demorou muito para sua camisa ficar toda manchada com seu próprio sangue. J-Já … Basta … Tentou dizer, meio ofegante. Enquanto mais sangue escorria, mais suas pernas tremiam e sentia-se mais fraco, quase deitando-se totalmente na grama; Claude, porém, o segurava de joelhos ali. Viu que as mãos do maior logo dirigiram-se até seu peito, já começando a desabotoar a camisa manchada e deixá-la aberta, sem retirar. Sentiu alguns arrepios percebendo que a mão passava de sua cintura e chegava até o meio de sua calça, desabotoando-a junto e abrindo o zíper. – B-Bo-Bocchan … Não possuía nenhuma arma, mais; estavam todas guardadas no fraque que fora jogado na grama. – N-Nã—! Gritou e foi interrompido, sentindo a língua tão quente do outro novamente sobre seu pescoço limpando todas o sangue que escorria até que ele finalmente parasse e deixasse apenas uma marca meio roxa com os buracos que os dentes do maior deixou. 

Aparentava estar odiando cada ato do outro, mas assim que os olhos de Claude desviaram para a calça desabotoada e aberta, podia ver uma mancha logo no meio; como se algo molhado, algum líquido tivesse caído ali. – Não toque! Claude! Gritou, logo virando seu rosto ao sentir as mãos do outro sobre sua virilha, ainda por cima das roupas. Estava tão molhado e quente … Chegava a grudar nos dedos de Claude. Ah, Sebastian estava tão envergonhado, sentia-se imundo com todos aqueles toques! Suas bochechas e seus olhos estavam mais vermelhos do que nunca, chegavam a brilhar contra a luz da Lua. Virou seu rosto para o outro lado e o escondeu no pescoço do maior, que concentrava-se em masturbá-lo, ainda por cima de suas calças. Aproveitou que seus braços estavam soltos e os envolveu no pescoço de Claude, como um “abraço” para se apoiar e não cair, escondendo mais seu rosto entre o ombro e o pescoço do mesmo. E se alguém acabasse flagrando os dois ali? 

Ah! Era isso que Claude precisava, só mais isso para manter as coisas do jeito que queria se satisfazer. Sangue. Com um gosto único, exclusivo e tão diferente de tudo o que já experimentou até aquele momento extremamente especial, engolia automáticamente algumas gotas que ficavam em volta dos seus dentes, inclusive. Conseguir perfurar a pele de Sebastian e ainda por cima provocar aqueles gemidos: era isso que queria, mesmo que fosse na base da dor. Não basta não, Sebastian Michaellis. Esse é só o início onde ver se você realmente aguentava todas essas coisas foi visto como uma mentira. Vamos continuar. E muito! Disse seguro de si, alegrando-se e gargalhando ao ver o menor naquele estado já sem reação alguma tão cedo. Com a camisa repleta de sangue que manchava todo o branco, notou o quanto se sentia muito mais fraco provavelmente pelas dores causadas, e por isso, o apoiou sem dificuldades enquanto levava suas mãos para desabotoar sua camisa suja. Assim o fez, mas não a tirou de seu corpo. – Ops~ Lorde Ciel Phantomhive com certeza não gostará de todo esse estrago, huh? Cada vez mais esse aproveitava o momento. Esse único momento! Sebastian Michaellis totalmente a mercê do que ele quisesse. Suas mãos dessa vez dirigiram-se ao zíper do outro e abriu, ouvindo mais uma vez suas súplicas. Para impedir o grito que vinha a seguir, livremente o mordomo deslizou e arrastou sua língua em volta do sangue espalhado pelo pescoço do menor e causando as sensações que ele descobriu que Sebastian sentia; conseguindo, dessa forma, impedir que ele gritasse e se sentisse mais ainda enfraquecido.

Huuuuh? O que é isso chamando atenção no meio da sua calça? Seria a real prova de estar só de fingimento e gostando disso tudo? Ou melhor … Ignorando os gritos do demônio, o maior pôs suas mãos por cima da calça e sentindo até mesmo seus dedos colados pelo sêmen que ali ficou depois de todas as provocações que fez. E sua vontade aumentava e aumentava! O que acha disso? Então, mexeu com sua mão por volta, por perto da virilha e deixando mais ereto ainda com os toques. Mas passarei ainda mais. Começou a masturbá-lo por cima da calça. Não foi tão difícil conseguir segurar bem ao ponto de ser capaz de masturbá-lo, e assim o fez, tirando todas as chances de fuga. Mas como se não pudesse ficar mais claro a sua superioridade sob ele … ”Isso é um abraço? Eu sinto ele me apertando.” - Mal precisou conferir com a tamanha força feita por Sebastian em seu pescoço. Ele simplesmente deixou que desse continuidade e aquilo foi uma prova óbvia que havia desistido de ir contra! Agora, mais do que nunca, o mordomo de Alois se sentiu a vontade.

Segure-se em mim. E jogou o corpo de ambos para a grama fofa, sem que se machucassem. Claude ficava por cima e via claramente o rosto do outro, que não continha as manchas avermelhadas espalhadas em sua face. Você no fim não pode resistir, Sebastian. Por que não pede por mais de uma vez, então? Eu irei fazer mais, só que poderia admitir que não consegue recusar. Parando com a masturbação, seus dedos iam em sequência para dentro da cueca do de Sebastian, e lentamente, ele ia alisando em volta do membro quente e em pé enquanto assistia a reação do menor: fechou mais os olhos e soltava pequenos gemidos com o modo devagar e provocante, o abraço em seu pescoço foi desfeito e agora Sebastian apertava a grama ao seu lado. Sebastian. Peça por mais. Esperando em cercas de alguns segundos, só havia silêncio. Então, utilizou mais uma sodomia, que agora seria apertar o membro do demônio estendido no chão junto com uma masturbação ao mesmo tempo, tornando-se prazerosa e doída demais. Não gargalhou, mas maliciosamente aguardava com seu sorriso um tanto sujo o que queria ver: gritos, gemidos ou o pedido que ele ordenou que fosse feito.

Obedeceu o maior e foi deitando na grama, se apoiando no seu pescoço. Se encaravam, porém, Sebastian se recusava a pedir por mais; para ele, seria mais uma humilhação. Permaneceu calado enquanto já sentia os dedos do maior entrando e alisando seu membro, o que fez o menor estremecer. Largava o pescoço do outro e fincava as unhas na grama, jogando a cabeça para trás e soltando gemidos abafados. Ainda assim, não respondia aos pedidos do outro.– Não devo obedecer a nenhuma outra ordem que não tenha sido dada por meu jovem mestre. Principalmente vinda de um mordomo. Disse, em meio aos gemidos. Abriu seus olhos e viu o quanto Claude ficou irritado com sua resposta, o que o levou a apertar seu membro com força. – A-AAAH! Ngh~ Gritou. Voltava a ficar ofegante como antes e, pela primeira vez, seus olhos lacrimejaram. Novamente fechou os olhos e passou as costas de uma das mãos sobre os olhos, limpando as lágrimas antes que Claude as visse. Enquanto o outro se abaixava e já retirava as calças do menor junto com as roupas íntimas, este mordia a ponta de suas luvas, retirando-as e jogando-as ao seu lado. Agora, Sebastian usava apenas sua camisa branca manchada, mesmo desabotoada.

 – Já chega! Disse, segurando os braços do outro e fincando suas unhas em seus pulsos até finalmente perfurar e conseguir tirar sangue do maior. Continuava deitado, apenas movia seus braços, impedindo-o que tocasse mais em seu corpo, mesmo que tenha acabado ficando nu e suas partes estavam totalmente à mostra para Claude. Seu membro estava ereto e molhado, e continuava a soltar um pouco de sêmen. Lentamente, Sebastian ia se sentando e aproximava seu rosto ao do outro; no fim, os dois ficaram presos um com o outro.  Porém, antes que Sebastian pudesse dizer algo, Claude apenas aproximou mais seu rosto ao dele e novamente se beijaram. Droga, novamente seu coração voltou a palpitar e sua força diminuiu, sendo empurrado pelo maior e novamente se deitando. Não tinha jeito, Sebastian sentia-se cada vez mais fraco com cada “carinho” dado pelo outro; era como se não sentisse mais vontade de machucá-lo ou fugir. Agora eram as mãos de Claude que segurava os braços de Sebastian. O maior foi se abaixando mais, até que os dois rostos ficaram mais próximos e o menor ainda insistia em querer virá-lo para o lado e desviar seu olhar. 

Logo uma das mãos do outro soltaram um dos braços de Sebastian e dirigiu-se até sua cintura, puxando-a para baixo até que fosse obrigado a envolvê-lo com suas pernas. “Claude … O que …”, Sebastian sabia bem o que o maior pretendia agora. Naquela posição, qualquer um entederia, bastava o outro retirar seu membro para começarem. Não demorou muito: Claude agora desabotoava sua calça, abrindo o zíper e puxando seu membro para fora, sem precisar de retirar suas roupas. Não precisou olhar para ver seu estado, já sentia algo úmido roçando por cima de seu próprio membro. Uma das mãos de Sebastian foi levada até o membro de Claude e, juntos, passaram a se masturbar com os dois membros colados um ao outro. Era o outro mordomo quem movia sua mão em movimentos de baixo-para-cima, enquanto o menor só passava a gemer mais alto. Não estava aguentando mais, mas no fundo, Sebastian não queria que aquilo chegasse logo ao fim. 

Nem mesmo com toda a violência e a força que ele fazia no mordomo, o mesmo nunca desistia de continuar retrucando e o tentando deixar mais irritado. Bem, isso só era mais pior para ele, já que Claude respondia aquela provocação de ”não ser ordenado por outra pessoa” apertando e machucando mais seu membro, provavelmente deixando as marcas vermelhas de seus dedos na pele. Agora, já sentindo-se mais acomodado em continuar a deixá-lo mais nu e menos a vontade, começava a retirar o que ele vestia na parte de baixo. Nada podia parar tudo que o demônio pretendia. Vamos ver o que acha de ficar praticamente sem nada, Sebasti- E o sorriso explícito se transformou em lábios parados e com uma expressão assustada. A raiva se misturou com a surpresa naquele momento: Sebastian novamente tentou uma reação quando tudo parecia já acabado; seus pulsos furaram com as unhas que ali foram pressionadas e um pouco de sangue foi derramado, causando uma pequena dor nele. Agora, o mordomo de Ciel conseguia flexionar mais o seu corpo e ficar sentado, dividindo forças com Claude - enquanto o mesmo divirtia-se em ver o menor ainda ejaculando de pouco em pouco e sorrindo provocantemente encarando aquele rosto cansado de Sebastian - e as duas cabeças aproximando-se uma da outra.Quanta força, Sebastian … O motivo de ter dito isso? Porque só precisou de segundos para saber o que fazer. Beijá-lo. Ao mesmo tempo em que forçaria o beijo, conseguiria por o menor mais uma vez para baixo, e tirar qualquer resistência que ele poderia fazer. Agora mais uma vez as coisas viraram, e Claude continuava com a vantagem. Já se tornava divertido.

 Quando parará de tentar?!  Então, um dos braços do menor foram soltos para que assim, o outro conseguisse segurar sua cintura e por em uma posição bem óbvia do que significaria. Não queria perder mais tempo, e se o que ele planejasse fosse acontecer, marcaria a noite dos dois para sempre. Tirando com uma certa pressa o membro de dentro de sua cueca e o pondo para fora após abrir o zíper, Claude nem se preocupava em tentar se preparar caso Sebastian tentasse sair da posição ou fugir; simplesmente ele não tinha chances. Pôs seu membro por cima do outro membro e pela primeira vez, começou a gemer. A sensação dos dois pênis se encostando e se batendo tão quentes mexia demais com o maior, que para aproveitar que estava tão intenso, fez com que os dois se masturbassem. Ambos masturbavam no outro, e o sêmen de Sebastian começava a sujar um pouco de seu dedo.

Mais forte! E com os dois gemendo, mais suor escorria no canto da sua face. Por ser a primeira vez em que indiretamente estava sendo masturbado, toda a sensação forçava mais rápido a saída do sêmen. Parou com a masturbação no membro de Sebastian e viu o quanto estava mais avermelhado pelos apertos minutos atrás e por estar sendo masturbado.Oh, Sebastian~ gomenasai. Isso te fará sentir melhor? E quase rindo, fechou os olhos e começou a chupar o pênis do menor e lamber consecutivamente, revezando nas duas coisas com a intenção de poder provar seu sêmen e ainda por cima fazer para com aquela dor. Mas não se podia enganar, Claude não queria agradar mais ninguém que só fosse ele mesmo. Se aquilo pudesse fazer com que a dor se acalmasse, então, logo em seguida, ele faria algo que causasse mais dor e que pudesse deixar o mordomo mais entregue: com um único dedo, foi dedilhando e tentando achar únicamente o lado anal de Sebastian. Não demorou muito - mesmo que nem tenha parado de chupar o membro dele - e assim que sentiu a entrada, rodou um pouco com o dedo e aos poucos foi forçando mais a entrada, ouvindo o desesperado pedido do menor que tentava parar de gemer e dizer ”não”. Desculpe. Ao que se referia irônicamente? Por não ter molhado a ponta do dedo para que não machucasse tanto assim quando fosse inserir seu dedo dentro dele.

Sebastian arrancava a grama ao seu redor com uma de suas mãos, enquanto a outra era forçada a masturbar Claude e acabar sendo retribuído com o mesmo “carinho”. Já sentia a terra entrando por baixo de suas unhas, mas já não fazia diferença para Sebastian, afinal, já se sentia sujo demais pelos toques de Claude em seu corpo. A mão do outro parou com os movimentos e Sebastian ficava mais ofegante do que antes e seus olhos permaneceram fechados, escondendo a tonalidade mais vermelha ainda. Sentia algumas gotas de suor escorrendo por seu rosto, e novamente as pernas do menor voltava a tremer. Sentia, ainda, o sêmen escorrendo para fora do membro de Claude e caindo sobre sua barriga, sujando-o mais. – C-CLAUDE! –  Sebastian ia se apoiando nos próprios braços e encarava o outro aproximando sua boca até seu pênis e, finalmente, colocando-o dentro de sua boca e começando a chupá-lo. Já não conseguia mais se segurar: gemendo cada vez mais alto, Sebastian repousava uma de suas mãos em cima do cabelo do outro e tentava puxá-lo para cima até que seu rosto finalmente se afastasse dali. P-Pare com isso … PARE, CLAUDE! Já estava entrando em desespero sentindo os dedos do outro ao redor de seu orifício. Com a outra mão, Sebastian tentava empurrar os braços do outro para trás; huh, como se adiantasse. – … NÃO! E então, caiu para trás, batendo a cabeça no chão e soltando vários gemidos de dor. Claude … N-Não … POR FAVOR, CLAUDE! Sebastian estava, realmente, desesperado. Era a primeira vez que Claude via o outro naquele estado mas, mesmo assim, o mesmo não parava e apenas pedia desculpas num tom irônico. 

Foi então que um brilho escorreu pelo rosto de Sebastian. Uma lágrima! Impossível, estaria Sebastian chorando de dor? Rapidamente ele procurou limpar aquela lágrima, mais envergonhado. – NÃO OLHE! … Droga … Gritou, meio rouco e trêmulo. Puxava todo o ar que podia pela boca, tentando suportar a dor que apenas um dedo lhe causava. Ergueu seu braço e tampou sua face, principalmente seus olhos, com a ajuda da manga da camisa. Deixava apenas sua boca visível para outro, dessa forma, poderia continuar puxando o ar para dentro de si até recuperar todo o fôlego. Querendo ver mais do desespero de Sebastian, Claude enfiava um segundo dedo, mas … Sem reação. Foi apenas um alto gemido que pôde ouvir, e foi seguido de outros e mais outros, mas ele já não suplicava para que o maior parasse. Os dedos de seus pés se contorciam e sua pele ficava cada vez mais arrepiada

 … Por que tudo isso … ? Perguntou, retirando seu braço de seu rosto e deixando seus olhos vermelhos visíveis. Como brilhavam contra a luz do luar … Era como se estivesse cheio de lágrimas. Sua cabeça doía e, agora, Sebastian queria que tudo aquilo acabasse ali para que finalmente voltasse para a mansão e descansar. Fará de tudo para esquecer essa noite e nunca mais voltar.

Todos os gritos, os pedidos, as tentativas sem sucesso que Sebastian ainda assim insistia em fazer … era como se fosse uma melodia e atos que significassem só uma coisa para o sádico e sem limites Claude: prosseguir. Para ele, tudo aquilo só mostrava o quanto ele estava no poder e superiormente em tudo o que poderia realizar com o corpo do menor dado em suas mãos. Ejacular na barriga do outro era só uma maneira dele demonstrar que não dava a mínima e faria de tudo para deixá-lo mais por baixo ainda, juntando todo o prazer com a dor e humilhação. Me perdoa, Sebastian~ me desculpa. Ah, como estou sendo errado. H-e-h! Não poderia faltar a ironia no meio de todo o sadismo que praticava. O mordomo poderia chorar e até mesmo gritar, aquilo continuaria o excitando e mostrando que estava conseguindo o que queria. Lágrimas. Desespero total, então. As coisas só tendiam a melhorar para o lado de Claude, e ele via tudo isso como mais interessante. Não posso deixar de olhar! Na verdade, isso me dá até mais uma idéia. Sebastian Michaellis, você é tão interessante. Quanto mais dizia, mais excitava-se. Aquele ”lado fraco” do menor que sempre se mostrou tão forte e único em tudo, agora não passava de um … passivo? Com certeza. Chegava a ser mais engraçado!

Ops!~ Desculpe. Debochou enquanto penetrou o segundo dedo e mais uma vez ouviu os mesmo pedidos de sempre para parar. Provavelmente, o mordomo tenha se acostumado com a sensação e as dores, logo, sua reação foi um pouco mais discreta do na primeira vez. Sebastian … Retirou os dois dedos ali de dentro e passou a encarar os olhos brilhantes e rubros que visavam a lua, mostrando lágrimas acumuladas. Por um momento, achou que já não estava sendo a mesma coisa. Eu só tentei forçar desse jeito porque eu realmente lhe odeio. Mas, desde que finalmente lhe conheci melhor do que eu andava ouvindo, comecei a imaginar que de certa forma nós somos parecidos. É estranho, eu sei, um demônio se interessar pelo outro, mas … assim como Ciel Phantomhive, você consegue se tornar diferente e mais especial que os outros. Como eu não sei, mas tudo o que eu queria fazer era uma coisa. Suspirou e secou, com a mão que estava ”limpa”, as lágrimas que se acumularam. Nesse momento, pode ser visto que Sebastian finalmente estava solto.

Com praticamente o corpo dele estendido, Claude abraçava literalmente o demônio e trazia para perto, sem qualquer sorriso ou outras intenções. Ajeitou o rosto dele para que o encarasse sem medo. – Pare. Pode me olhar, eu não irei tentar nada agora. Seu coração voltou a palpitar … mas não como se fosse tentar algo semelhante quando tentou pegá-lo por trás enquanto Sebastian cortava as plantas, mas sim por estar se arriscando de uma vez só. Você pode escolher entre ir agora e se desfazer desse abraço e voltar para a mansão e dentro da festa. Eu ajudarei a se vestir. Novamente suspirou, e levantou mais a coluna fazendo com que a respiração - que coincidentemente eram abafadas - fosse partilhada. Ou ficar aqui. E engoliu à seco sua saliva. Tinha noção do quanto amendrontou Sebastian e fez com que tornasse as coisas tão violentas e agora, de certo modo, românticas. Mas os dois viviam em uma constante linha de amor e ódio. Foi proposital deixar seu lábio tão próximo do menor, pois caso ele decidisse ficar ali, poderiam selar com um beijo.

2 years ago · 18 notes · Reblog

はい、私の主。 ♥: ボール-マスク★:: Masquerade!

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Uma noite tranquila, mas um tanto alegre para todos. Ciel e seu mordomo Sebastian estavam dentro de uma carruagem, guiada por um velho homem sorridente. Atrás, havia uma outra carruagem com os 4 outros empregados da mansão Phantomhive: Meirin, Finnian, Bard e Tanaka, sorridentes. Porém, não…

Cada passo ao lado que dava, mais e mais ele tentava ver, pela frente de seu mordomo, a presença tão esperada que era de Alois e Claude, que demoravam para aparecer. Isso o irritava de um jeito que não podia suportar, parecia proposital toda essa demora ou como se pudesse sentir que estivessem armando alguma amadilha enquanto estivessem distraídos com a festa. Era fato que não podiam relaxar ou achar que tudo estava bem, mesmo com ele tendo se rendido e tudo o que houve dias atrás, muitas coisas poderiam ter mudado. Pelo menos, o mordomo e o loiro voltaram a se unir, ou seja, não tinha toda aquela melancolia, podiam ter mudado tanto positivamente como negativamente. O lorde mal ficava atento à dança e nem ao olhar provocador do mordomo, até mesmo se esqueceu da péssima fantasia que foi forçado a vestir, só ficava de olho em qualquer movimento suspeito. Seus empregados já tinha ficado para longe, talvez fazendo algo como admirar toda a mansão ou qualquer coisa que provavelmente Ciel não gostaria de ver. Lizzy também não dava nenhum sinal de presença, provavelmente ele nunca o reconheceria com aquela fantasia, mesmo sendo usada na segunda vez; ou estivesse até cheio para ser visto. Pouco lhe importava, quanto menos a ouvisse e fosse atrapalhado, melhor seria para continuar com o caminho livre para se manter atento com qualquer coisa que eles pudessem fazer. Não estava nem aproveitando a noite, até Sebastian estava relaxado, ah … era difícil vê-lo mostrar preocupação, inclusive isso era motivo para se sentir irritado.

– Pare! Eles chegaram, Sebastian. E mesmo com a música continuando, muitos dos casais paravam e viam lá do topo da escada os dois: Alois Trancy e Claude Faustus. Um enorme sorriso estampava na face do menor, que acompanhado do ainda frio e quieto demônio, chamavam toda a atenção para eles. As unhas de Ciel apertavam as mãos de seu mordomo, que não disse nada, apenas acompanhou eles. Tão diferente. Diferente daquele outro estranho dia, quando Alois estava em lágrimas e depressivo, enquanto o mordomo Claude o perseguia para pegá-lo de volta; tudo sem resposta, mas faz parte do passado. Que …?Sussurrou, apertando mais as mãos de Sebastian e mordiscando o canto dos lábios. Todo seu nervosismo foi por causa de quando os dois olhares se cruzaram, o loiro apressou mais seus passos - até mesmo se afastando de Claude - e com um sorriso maior e a ponta das bochechas coradas, desceu as escadas indo até ele, sem nenhuma vez tirar os olhos de seu rosto. Os outros convidados até notavam a enorme felicidade que de repente se deu nele, que indiscretamente, mostrava que iria até o menor na mesma hora. ”O que ele quer?!” - E mais aflito ficou.

Alois Trancy, então, finalmente surgia na festa. A música logo foi abaixada e todos pararam de dançar e ficaram a observar o garoto de pé no topo das escadas, com seu mordomo logo ao lado. Assim como todos, Alois estava sorridente e, assim que o loiro reconheceu Ciel -mesmo este estando fantasiado-, largou a mão de Claude e foi descendo as escadas correndo em direção ao outro. – C-CIEL! VOCÊ VEIO! Gritou, agarrando o garoto pelo pescoço e girando no meio do salão. Ninguém, nem mesmo Sebastian estranhou aquilo; apenas Ciel que ficava de olhos arregalados e incapaz de se mover por conta do abraço. Atrás dos dois, Claude se aproximava, mas não estava fantasiado. Já a roupa de alois era um conjunto todo roxo, sua cor favorita, com alguns detalhes em preto e vermelho, mais uma cartola com asas de morcego no topo e presas em suas costas. Era fofo. 

Logo Alois se desagarrava de Ciel e voltava a segurar a mão de Claude. Obrigado por virem. É como um agradecimente, ne, Claude? Então, a rivalidade de fato se foi e Alois finalmente se mostrava feliz como nunca. Ter Ciel em suas mãos, se vingar de todos que o corrompeu, matar Sebastian … Não, nunca foram desejos do loiro. Ele só tinha um desejo: Ser amado por seu mordomo, quem o salvou de todos os abusos e violência. E agora que conseguiu, já não tinha que se preocupar com mais nada. Vendo que os outros dois se afastavam e Sebastian dizia algo no ouvido de Ciel, Alois, um tanto curioso, apenas agarrou o braço de Claude com encarando-os. Este, porém, logo pediu uma permissão para sair e ir conversar com Sebastian que já voltava a encará-los, sorridente. Ah … Então, Ciel será minha dama! ♥ E puxou o outro até um canto do salão, se afastando dos dois mordomos, que passaram a se encarar. 

Ah, mais uma vez Alois não conseguia se controlar como sempre. Aquela mesma atitude toda vez acontecia quando era anfitrião de uma festa com tanta classe, sendo escandaloso e não contendo o que sente, e como o mordomo já esperava, a presença de Ciel Phantomhive seria um motivo para ele ficar daquela forma. Assim como o loiro, logo reconheceu o lorde que estava fantasiado e de mãos dadas com o outro demônio, Sebastian. Sim, isso de alguma forma o deixava com mais ânimo em participar mais da festa. Discretamente, sorriu rapidamente e descia também as escadas; só que em passos largamente mais devagar que de Alois e mais quieto. Esperou toda a estranha e inconveniente - para o Phantomhive - recepção tão animada do outro, que abraçava e alegremente agradecia por estarem lá, enquanto Sebastian aproximava-se e dizia algo nos ouvidos do lorde.

My highness. Poderia me permitir um momento à sós com Sebastian Michaellis? Não demorará. Propositalmente, interrompeu tudo o que ele queria dizer em segredo ao menor. Esperando em ver o mesmo rosto provocante de sempre, foi encarando pelo simpático e tradicional sorriso de Sebastian que sempre soava um tanto irônico, já que independente da situação, sempre esboçava o mesmo. Chegava a ser irritante, que droga! Aquilo lhe trazia até mesmo formidáveis lembranças daquele dia na mansão de seus possíveis ”antigos inimigos”, e lhe lembrava de como as coisas acabaram meio incompletas e interessantes e naquela noite, longe dos outros dois, seria uma situação perfeita.

Dessa vez, estamos agora na mansão de Alois Trancy, e não mais onde você poderia dar qualquer ordem que desejasse. Arrumando os óculos, e aproveitando a chance dos outros convidados estarem distraídos ou com a comida ou e a dança em pares, arrogantemente e até ”feliz” por estar tendo aquela grande chance, pôs suas mãos por trás das costas do mordomo e forçou-o para frente. Ainda não esqueci o que aconteceu dias atrás quando tive que resgatar minha majestade. Só que … ainda tem mais o que fazer. Vamos para fora. Sequer esperou um ”sim” ou ”não de Sebastian, apenas continuou caminhando e viu que o outro assim também fazia. Preferiu não olhá-lo ainda, já que provavelmente, veria o mesmo sorriso. Tantas idéias apareceram a partir do quanto estavam mais distantes da parte interior da mansão.

– Hm? Com o mesmo sorriso de sempre, passando de desentendido ao ouvir as palavras do outro. Isso é um baile, tente não tirar a diversão e o sorriso das pessoas. Disse, calmamente. Então sentiu ser empurrado pelas duas mãos do outro mordomo sobre suas costas. Em passos calmos, foi indo até a saída e dirigiram até o jardim com o lago logo à frente. Vocês possuem um belo jardim, mas … É aquela mulher quem cuida das rosas, não é? Perguntou, referindo-se à Hannah, observando cada rosa de cores diferentes sobre o jardim. Já se afastando de Claude, andou até as rosas brancas, lembrando da paixão de seu lorde por elas. Suspirou e retirou, de uma de suas mangas, uma pequena tesoura especialmente para cortar as flores; servia também de “arma”, caso Claude perdesse o controle perto de Ciel.  Algumas já estão mortas. Outras com manchas …  Disse, num tom um tanto sereno quanto provocante. Ele, então, começava a cortar cada rosa manchada e morta pelo caule e jogando-as no chão, para que qualquer outro empregado da mansão Trancy as recolhesse. Aparentava não dar a mínima para a presença de seu “inimigo” logo atrás, afinal, este sabia que Sebastian estaria sempre preparado para qualquer coisa. Fico feliz que tenha finalmente reconhecido seu mestre. E por ter aprendido a se controlar perto do meu Bocchan. Não seria nada bom atrapalhar um baile tão divertido com uma luta infantil logo provocada por você, caso tentasse algo para cima de meu lorde. Assim que terminou de fazer a “limpeza” nas rosas brancas, dirigiu-se até as amarelas e recomeçou.  

E não precisa agradecer, é uma forma de agradecimento, apesar de aprender a se controlar fosse mais uma obrigação sua. Mas, então … O que queria falar comigo? Perguntou. Tomava todo cuidado para não ser perfurado pelos espinhos, enquanto esperava a resposta do outro, mas o silêncio acabou tomando conta entre os dois. Apesar de aparentar estar calmo, Sebastian sentia um alívio pelo outro não ter reagido contra si pelo que falou à pouco. Sebastian estava no território de seu inimigo, não saberia como se defender muito bem, ainda mais por estar “fantasiado” e não estava tão “armado” como ficava com suas roupas normais de mordomo. Ouvindo os passos do outro sobre a grama, percebia que Claude se aproximava, ainda devagar, sem dizer nada. Preferiu não se virar: Apenas continuou com seu “trabalho” e esperou pela ação do outro. 

Sim, é ela. Em tom impaciente, respondeu à pergunta feita pelo mordomo Phantomhive. Uma pequena irritação, que não era demonstrada em sua calma e fria expressão, começava a aparecer só por ele já ter tocado no assunto da decoração, o que significava que ”rebateria” a mesma provocação que havia feito. ”Ele só pode estar brincando. Que demônio mais … !” - E então, viu Sebastian tirando das mangas uma grande tesoura, idêntica daquelas de cortar jardim. Isso só podia ser uma piada! Quem por acaso vai em uma festa com uma arma prática dentro de uma fantasia? Os dois não eram idiotas, isso sim era um fato. Eles não abaixariam a guarda daquela forma; mas o fato de estarem à sos o acalmava. Ignorando as críticas feitas pelo outro, Claude viu cada planta morta e sem cor sendo jogadas no chão junto com o caule, já formando uma pequena relevância. Sua mãos se fechavam para controlar toda a raiva que sentiu com aquela ousadia de Sebastian, sendo que ao mesmo tempo, aquilo era um detalhe que o agradava. Toda a implicância, o jeito irônico de sempre agir, fazia com que ele ficasse mais interessado naquela situação, e quem sabe … em Sebastian Michaellis. Apesar de ser tão frio e aparentemente obediente e correto, Claude se sentia muito atraído pelo jeito muito igual com o do outro mordomo e pela intensidade que começava a ficar mais forte aos poucos. Ah, sim, mais uma vez era atacado pelas provocações do outro, que com um ar de arrogância e provocação, dizia que não queria recomeçar outra briga no meio da festa caso ele não se controlasse por perto de Ciel. Mas … mal sabia Sebastian, que depois de tudo que Claude disse e tentou fazer, aquele lorde não o mais interessava.

”Pegar de surpresa … ele com certeza não reagiria …” - E praticamente fixado, foi andando - em passos lentos que mesmo assim resultavam em barulhos por cima da grama - de pouco em pouco até ao mordomo. Seus lábios tentavam abrir um sorriso, todo o perigo só incitava mais ele. ”Huh?” - Suspirou ao ver o olhar rápido que o demônio desviou para si, notando a aproximação. Tudo acabado? Não, pois ele continuou a cortar as rosas normalmente e não disse nada. Nesse ponto, Claude sabia que precisava ser mais rápido.

– Sebastian. Apressou seus passos e sem que ele notasse, ficou por trás. Vendo a surpresa dele, rapidamente prendeu seu braço e o fez soltar a tesoura, que ficou larga em cima da grama. Seu coração palpitou, e agora que tinha Sebastian praticamente em seus braços sem poder mover-se, era só aproveitar. Encostou seu nariz no pescoço do outro e suspirava de jeito abafado ali. Vendo uma tentativa deste de falar algo, deslizou sua língua ainda no pescoço em movimento de frente-para-trás.

– … O-O qu— –  Assustou-se com a atitude do outro. Não por ter chegado por trás, mas sim por ter segurado seus braços e começar a sentir seu perfume pelo pescoço. Sentia um leve calafrio com cada suspiro, sentindo a respiração do outro batendo contra seu pescoço. Ergueu sua cabeça, mas acabou dando mais “espaço” para Claude acabar lambendo seu pescoço. Segurou os gemidos, ele tentava se mover, mas cada vez que tentava se separar do outro, mais ficava preso à Claude. Acho que meu Bocchan não vai gostar de ver isso, Claude. Disse, permanecendo com os olhos fechados, tentando suportar cada arrepio sem soltar nenhum gemido. Sentiu suas pernas se cruzarem com às de Claude e, finalmente, ficou com seu corpo totalmente colado ao do outro. Sebastian poderia empurrá-lo facilmente se fosse um humano qualquer, mas … Claude chegava a ter mais força. – Se está tão faminto assim, vá se alimentar da alma de Alois! –  E sentiu seu pulso ser apertado com mais força pelo “insulto”. Apesar de estar concentrado em lamber o pescoço de Sebastian, Claude não deixava de usar força nas pernas e nos braços hora alguma. No fim, ele era muito esperto e não daria brecha para o outro escapar. 

Mas afinal … O que pretende? Perguntou meio trêmulo, finalmente abrindo seus olhos revelando a tonalidade mais avermelhada encarando o outro. Conseguiu virar seu pescoço, já sentindo o quanto o mesmo estava úmido por causa das lambidas, e passou a encarar o outro em silêncio até que finalmente respondesse. Continuava preso pelas mãos e pernas do outro enquanto percebia o quanto seus lábios estavam próximos aos de Claude, conseguindo até sentir sua respiração. Sebastian já começava a se sentir atraído pelos lábios de Claude, mas … Droga! Tinha que se controlar, afinal, Claude não era humano e sim um demônio, chegando até a ser um tanto mais forte. Sebastian era menor que Claude, inclusive, e tinha de erguer um pouco a cabeça para poder enxergar seu rosto claramente. Pela primeira vez Sebastian não conseguiu encará-lo por tanto tempo: desviou seu olhar para o chão, abaixando a cabeça e deixando que uma parte de seu cabelo escondesse seus olhos. Sebastian, então, rendeu-se à Claude? Provavelmente sim, afinal, estava totalmente preso e não tinha como escapar das mãos do outro. Sebastian passou a encarar cada rosa morta que fora jogada no chão, então. Esperaria que Claude acreditasse que o menor se rendeu para acabar se soltando e reagindo contra ele. 

Foi então que Sebastian sentiu uma das mãos do outro se soltando, porém, antes que pudesse se mecher, acabara tendo os dois braços pesos por uma só mão de Claude. O maior repousava sua mão sobre a cintura de Sebastian e ia subindo, passando por seu peito, pescoço até, finalmente, chegar ao rosto forçando-o a erguer a cabeça e virá-lo, voltando a encarar aqueles olhos amarelos. Percebia que seu rosto acabara ficando mais próximo do que antes. – … Hm? Foi o único som que soltou. Mostrava-se indiferente a cada atitude do outro, procurando se acalmar e ignorá-lo; quem sabe, dessa forma, Claude perceberia que Sebastian não queria nada e acabasse largando-o e o deixando em paz.

Conseguiu prendê-lo de todos os modos. O modo amendrontado que Sebastian continuava ficando, desviando os olhares e resistindo ao máximo todas as chegadas do mordomo, e isso era uma espécie de amostra de como ele estava sob o poder e que tudo que se passasse na sua mente, seria possível em fazer. Bem, todos estavam distantes, Alois Trancy provavelmente estaria ainda tentando em vão fazer com que Ciel ficasse do mesmo jeito exagerado em animação assim como o loiro, e ninguém conseguiria ver os dois. Não pretendia mais voltar atrás, e tudo o que sentia era um ódio mesclado com uma forte atração. Confuso, não? Apesar de Sebastian - como ele já esperava - estivesse recusando e ainda tentando inútilmente fugir, o demônio acreditava que tudo ainda poderia ficar melhor naquela intensa noite.

Com suas bochechas quase com um tom corado praticamente invisível, Claude sorria por estar tão próximo e ainda por cima, vangloriando-se de sua força física superar a do menor, visto que por mais que o outro tentasse, nada adiantava de se soltar. As duas respirações viravam uma só, dividindo o mesmo espaço que os separavam - mas com certeza, por pouco tempo. Segurou a ponta do queixo do mordomo, apertando um pouco mais forte e com apenas uma mão, mantinha aqueles dois braços presos enquanto ele chegava mais perto. Deixe eu tirar esses óculos para ver essa cor vermelha melhor … Aquele tom de voz era tão ”mole”, tão malicioso; retirou o óculos e jogou no meio da grama. Antes que ele novamente virasse o rosto, aproveitando que as mãos de Claude largaram seu queixo, novamente o mordomo as segurou. Você perdeu essa, Sebastian Michaellis. –  Sim, de uma vez, a respiração dos dois eram sentidas um pelo outro. De olhos abertos, o mordomo de Alois Trancy tocou os lábios com os do menor uma vez, dando um ”selinho”. Os olhos cerraram quase que por completo. Você … per- E o beijou. Deu- Deu mais um. Que face é essa? E com uma risada baixa, percebia como ficou a expressão dele agora. Extremamente envergonhado junto com um forçado rosto que tentava mostrar ao contrário. Deixe-me ver de uma vez como você é. Beijaram-se. Apertou de um modo mais forte que antes para que nada desse errado, as línguas se tocaram no momento em que o maior já a tentou tocar, e por causa da força que o outro ainda insista em fazer, a saliva escorria pelo canto da boca dos dois. O beijo perfeito! Se tornou ainda mais pelo modo em que aconteceu, e por ter matado o desejo de todas as outras vezes que sempre esteve por perto, aquela rivalidade toda, no fim, lhe serviu para tomar iniciativa. Sim … não era a primeira vez que havia sentido isso.

Perfeito. Então, tirou o terno marrom que fazia parte da vestimenta do demônio, que com a força e do modo apressado, eram arrancadas e jogadas no chão. Agora somente uma simples camisa longa e branca, era o que ele vestia. Nee, Sebastian Michaellis. Estaria resistindo com isso tudo? Me prove. Novamente tirou algo da fantasia: a fita vermelha em volta do pescoço. Aquele era um lado até sádico, afinal, que o mordomo nunca aparentou ter com toda aquela personalidade. Já não sentia mais nenhuma resistência nos braços e em nenhum lado do corpo, isso era ótimo. Com uma força proposital, o primeiro gemido de dor foi dado quando Claude puxou os cabelos do menor e levou a cabeça dele para trás, sem ainda soltar; sorrindo completamente, viu todo o pescoço sem nada para cobrir ”pronto” para si, e escolhendo quase no canto, fincou seus dentes também mais fortes e tentava puxar a pele para frente.

Sim, era isso que significava todo o amor e ódio.

– N-Nggh~ Mmh …  Sequer tentou reagir com o forte beijo. Seus braços e suas pernas começaram a tremer, sentindo sua saliva escorrer por seu queixo e cair no chão. Soltava alguns gemidos abafados enquanto tentava virar seu rosto; era inútil tentar resistir. Seus braços ficaram moles e soltos e, por fim, Sebastian desistiu de tentar escapar das mãos do outro. O beijo então finalmente foi parado, seus lábios pareciam estar colados com a saliva que escorria. Já não respondia nem dizia mais nada, apenas preocupava-se em retomar o fôlego enquanto era solto pelas mãos do outro; sequer tentou fugir, apenas caiu de joelhos no chão por culpa de suas pernas trêmulas. Claude ajoelhou-se logo atrás e o agarrou, desabotoando e retirando o fraque. Permanecia de cabeça abaixada, até que viu parte de sua roupa ser jogada no chão, logo ao lado dos óculos. Em seguida, sentiu as mãos do maior sobre seu pescoço, desamarrando e retirando o lenço vermelho dali e jogando-o por cima do fraque. Agora, Sebastian usava apenas uma camisa meio fina, branca, junto à uma calça com uma tonalidade marrom-escuro. 

– A-AH~! Soltou um pequeno grito de dor ao sentir os fios de cabelo serem puxados para cima e logo ficarem desarrumados e sairem de se eu penteado. Fechou mais os olhos, evitando aquele maldito olhar pervertido contra si; Sebastian ainda recuperava o fôlego enquanto um pouco mais de saliva escorria pelas laterais da boca. Foi sentindo os fios de cabelo do outro enroscando em seu próprio pescoço, já prevendo algo contra aquela parte; uma mordida– A-AAH— NGHHH!~ Tentava segurar os gritos fechando a boca, não seria digno de um mordomo da mansão Phantomhive gritar daquela forma, principalmente para seu inimigo. Sentia algo escorrendo … Sangue. Claude conseguiu perfurar sua pele e arrancar um pedaço de seu pescoço; não demorou muito para sua camisa ficar toda manchada com seu próprio sangue. J-Já … Basta … Tentou dizer, meio ofegante. Enquanto mais sangue escorria, mais suas pernas tremiam e sentia-se mais fraco, quase deitando-se totalmente na grama; Claude, porém, o segurava de joelhos ali. Viu que as mãos do maior logo dirigiram-se até seu peito, já começando a desabotoar a camisa manchada e deixá-la aberta, sem retirar. Sentiu alguns arrepios percebendo que a mão passava de sua cintura e chegava até o meio de sua calça, desabotoando-a junto e abrindo o zíper. – B-Bo-Bocchan … Não possuía nenhuma arma, mais; estavam todas guardadas no fraque que fora jogado na grama. – N-Nã—! Gritou e foi interrompido, sentindo a língua tão quente do outro novamente sobre seu pescoço limpando todas o sangue que escorria até que ele finalmente parasse e deixasse apenas uma marca meio roxa com os buracos que os dentes do maior deixou. 

Aparentava estar odiando cada ato do outro, mas assim que os olhos de Claude desviaram para a calça desabotoada e aberta, podia ver uma mancha logo no meio; como se algo molhado, algum líquido tivesse caído ali. – Não toque! Claude! Gritou, logo virando seu rosto ao sentir as mãos do outro sobre sua virilha, ainda por cima das roupas. Estava tão molhado e quente … Chegava a grudar nos dedos de Claude. Ah, Sebastian estava tão envergonhado, sentia-se imundo com todos aqueles toques! Suas bochechas e seus olhos estavam mais vermelhos do que nunca, chegavam a brilhar contra a luz da Lua. Virou seu rosto para o outro lado e o escondeu no pescoço do maior, que concentrava-se em masturbá-lo, ainda por cima de suas calças. Aproveitou que seus braços estavam soltos e os envolveu no pescoço de Claude, como um “abraço” para se apoiar e não cair, escondendo mais seu rosto entre o ombro e o pescoço do mesmo. E se alguém acabasse flagrando os dois ali? 

Ah! Era isso que Claude precisava, só mais isso para manter as coisas do jeito que queria se satisfazer. Sangue. Com um gosto único, exclusivo e tão diferente de tudo o que já experimentou até aquele momento extremamente especial, engolia automáticamente algumas gotas que ficavam em volta dos seus dentes, inclusive. Conseguir perfurar a pele de Sebastian e ainda por cima provocar aqueles gemidos: era isso que queria, mesmo que fosse na base da dor. Não basta não, Sebastian Michaellis. Esse é só o início onde ver se você realmente aguentava todas essas coisas foi visto como uma mentira. Vamos continuar. E muito! Disse seguro de si, alegrando-se e gargalhando ao ver o menor naquele estado já sem reação alguma tão cedo. Com a camisa repleta de sangue que manchava todo o branco, notou o quanto se sentia muito mais fraco provavelmente pelas dores causadas, e por isso, o apoiou sem dificuldades enquanto levava suas mãos para desabotoar sua camisa suja. Assim o fez, mas não a tirou de seu corpo. – Ops~ Lorde Ciel Phantomhive com certeza não gostará de todo esse estrago, huh? Cada vez mais esse aproveitava o momento. Esse único momento! Sebastian Michaellis totalmente a mercê do que ele quisesse. Suas mãos dessa vez dirigiram-se ao zíper do outro e abriu, ouvindo mais uma vez suas súplicas. Para impedir o grito que vinha a seguir, livremente o mordomo deslizou e arrastou sua língua em volta do sangue espalhado pelo pescoço do menor e causando as sensações que ele descobriu que Sebastian sentia; conseguindo, dessa forma, impedir que ele gritasse e se sentisse mais ainda enfraquecido.

Huuuuh? O que é isso chamando atenção no meio da sua calça? Seria a real prova de estar só de fingimento e gostando disso tudo? Ou melhor … Ignorando os gritos do demônio, o maior pôs suas mãos por cima da calça e sentindo até mesmo seus dedos colados pelo sêmen que ali ficou depois de todas as provocações que fez. E sua vontade aumentava e aumentava! O que acha disso? Então, mexeu com sua mão por volta, por perto da virilha e deixando mais ereto ainda com os toques. Mas passarei ainda mais. Começou a masturbá-lo por cima da calça. Não foi tão difícil conseguir segurar bem ao ponto de ser capaz de masturbá-lo, e assim o fez, tirando todas as chances de fuga. Mas como se não pudesse ficar mais claro a sua superioridade sob ele … ”Isso é um abraço? Eu sinto ele me apertando.” - Mal precisou conferir com a tamanha força feita por Sebastian em seu pescoço. Ele simplesmente deixou que desse continuidade e aquilo foi uma prova óbvia que havia desistido de ir contra! Agora, mais do que nunca, o mordomo de Alois se sentiu a vontade.

Segure-se em mim. E jogou o corpo de ambos para a grama fofa, sem que se machucassem. Claude ficava por cima e via claramente o rosto do outro, que não continha as manchas avermelhadas espalhadas em sua face. Você no fim não pode resistir, Sebastian. Por que não pede por mais de uma vez, então? Eu irei fazer mais, só que poderia admitir que não consegue recusar. Parando com a masturbação, seus dedos iam em sequência para dentro da cueca do de Sebastian, e lentamente, ele ia alisando em volta do membro quente e em pé enquanto assistia a reação do menor: fechou mais os olhos e soltava pequenos gemidos com o modo devagar e provocante, o abraço em seu pescoço foi desfeito e agora Sebastian apertava a grama ao seu lado. Sebastian. Peça por mais. Esperando em cercas de alguns segundos, só havia silêncio. Então, utilizou mais uma sodomia, que agora seria apertar o membro do demônio estendido no chão junto com uma masturbação ao mesmo tempo, tornando-se prazerosa e doída demais. Não gargalhou, mas maliciosamente aguardava com seu sorriso um tanto sujo o que queria ver: gritos, gemidos ou o pedido que ele ordenou que fosse feito.

Obedeceu o maior e foi deitando na grama, se apoiando no seu pescoço. Se encaravam, porém, Sebastian se recusava a pedir por mais; para ele, seria mais uma humilhação. Permaneceu calado enquanto já sentia os dedos do maior entrando e alisando seu membro, o que fez o menor estremecer. Largava o pescoço do outro e fincava as unhas na grama, jogando a cabeça para trás e soltando gemidos abafados. Ainda assim, não respondia aos pedidos do outro.– Não devo obedecer a nenhuma outra ordem que não tenha sido dada por meu jovem mestre. Principalmente vinda de um mordomo. Disse, em meio aos gemidos. Abriu seus olhos e viu o quanto Claude ficou irritado com sua resposta, o que o levou a apertar seu membro com força. – A-AAAH! Ngh~ Gritou. Voltava a ficar ofegante como antes e, pela primeira vez, seus olhos lacrimejaram. Novamente fechou os olhos e passou as costas de uma das mãos sobre os olhos, limpando as lágrimas antes que Claude as visse. Enquanto o outro se abaixava e já retirava as calças do menor junto com as roupas íntimas, este mordia a ponta de suas luvas, retirando-as e jogando-as ao seu lado. Agora, Sebastian usava apenas sua camisa branca manchada, mesmo desabotoada.

 – Já chega! Disse, segurando os braços do outro e fincando suas unhas em seus pulsos até finalmente perfurar e conseguir tirar sangue do maior. Continuava deitado, apenas movia seus braços, impedindo-o que tocasse mais em seu corpo, mesmo que tenha acabado ficando nu e suas partes estavam totalmente à mostra para Claude. Seu membro estava ereto e molhado, e continuava a soltar um pouco de sêmen. Lentamente, Sebastian ia se sentando e aproximava seu rosto ao do outro; no fim, os dois ficaram presos um com o outro.  Porém, antes que Sebastian pudesse dizer algo, Claude apenas aproximou mais seu rosto ao dele e novamente se beijaram. Droga, novamente seu coração voltou a palpitar e sua força diminuiu, sendo empurrado pelo maior e novamente se deitando. Não tinha jeito, Sebastian sentia-se cada vez mais fraco com cada “carinho” dado pelo outro; era como se não sentisse mais vontade de machucá-lo ou fugir. Agora eram as mãos de Claude que segurava os braços de Sebastian. O maior foi se abaixando mais, até que os dois rostos ficaram mais próximos e o menor ainda insistia em querer virá-lo para o lado e desviar seu olhar. 

Logo uma das mãos do outro soltaram um dos braços de Sebastian e dirigiu-se até sua cintura, puxando-a para baixo até que fosse obrigado a envolvê-lo com suas pernas. “Claude … O que …”, Sebastian sabia bem o que o maior pretendia agora. Naquela posição, qualquer um entederia, bastava o outro retirar seu membro para começarem. Não demorou muito: Claude agora desabotoava sua calça, abrindo o zíper e puxando seu membro para fora, sem precisar de retirar suas roupas. Não precisou olhar para ver seu estado, já sentia algo úmido roçando por cima de seu próprio membro. Uma das mãos de Sebastian foi levada até o membro de Claude e, juntos, passaram a se masturbar com os dois membros colados um ao outro. Era o outro mordomo quem movia sua mão em movimentos de baixo-para-cima, enquanto o menor só passava a gemer mais alto. Não estava aguentando mais, mas no fundo, Sebastian não queria que aquilo chegasse logo ao fim. 

Nem mesmo com toda a violência e a força que ele fazia no mordomo, o mesmo nunca desistia de continuar retrucando e o tentando deixar mais irritado. Bem, isso só era mais pior para ele, já que Claude respondia aquela provocação de ”não ser ordenado por outra pessoa” apertando e machucando mais seu membro, provavelmente deixando as marcas vermelhas de seus dedos na pele. Agora, já sentindo-se mais acomodado em continuar a deixá-lo mais nu e menos a vontade, começava a retirar o que ele vestia na parte de baixo. Nada podia parar tudo que o demônio pretendia. Vamos ver o que acha de ficar praticamente sem nada, Sebasti- E o sorriso explícito se transformou em lábios parados e com uma expressão assustada. A raiva se misturou com a surpresa naquele momento: Sebastian novamente tentou uma reação quando tudo parecia já acabado; seus pulsos furaram com as unhas que ali foram pressionadas e um pouco de sangue foi derramado, causando uma pequena dor nele. Agora, o mordomo de Ciel conseguia flexionar mais o seu corpo e ficar sentado, dividindo forças com Claude - enquanto o mesmo divirtia-se em ver o menor ainda ejaculando de pouco em pouco e sorrindo provocantemente encarando aquele rosto cansado de Sebastian - e as duas cabeças aproximando-se uma da outra.Quanta força, Sebastian … O motivo de ter dito isso? Porque só precisou de segundos para saber o que fazer. Beijá-lo. Ao mesmo tempo em que forçaria o beijo, conseguiria por o menor mais uma vez para baixo, e tirar qualquer resistência que ele poderia fazer. Agora mais uma vez as coisas viraram, e Claude continuava com a vantagem. Já se tornava divertido.

 Quando parará de tentar?!  Então, um dos braços do menor foram soltos para que assim, o outro conseguisse segurar sua cintura e por em uma posição bem óbvia do que significaria. Não queria perder mais tempo, e se o que ele planejasse fosse acontecer, marcaria a noite dos dois para sempre. Tirando com uma certa pressa o membro de dentro de sua cueca e o pondo para fora após abrir o zíper, Claude nem se preocupava em tentar se preparar caso Sebastian tentasse sair da posição ou fugir; simplesmente ele não tinha chances. Pôs seu membro por cima do outro membro e pela primeira vez, começou a gemer. A sensação dos dois pênis se encostando e se batendo tão quentes mexia demais com o maior, que para aproveitar que estava tão intenso, fez com que os dois se masturbassem. Ambos masturbavam no outro, e o sêmen de Sebastian começava a sujar um pouco de seu dedo.

Mais forte! E com os dois gemendo, mais suor escorria no canto da sua face. Por ser a primeira vez em que indiretamente estava sendo masturbado, toda a sensação forçava mais rápido a saída do sêmen. Parou com a masturbação no membro de Sebastian e viu o quanto estava mais avermelhado pelos apertos minutos atrás e por estar sendo masturbado.Oh, Sebastian~ gomenasai. Isso te fará sentir melhor? E quase rindo, fechou os olhos e começou a chupar o pênis do menor e lamber consecutivamente, revezando nas duas coisas com a intenção de poder provar seu sêmen e ainda por cima fazer para com aquela dor. Mas não se podia enganar, Claude não queria agradar mais ninguém que só fosse ele mesmo. Se aquilo pudesse fazer com que a dor se acalmasse, então, logo em seguida, ele faria algo que causasse mais dor e que pudesse deixar o mordomo mais entregue: com um único dedo, foi dedilhando e tentando achar únicamente o lado anal de Sebastian. Não demorou muito - mesmo que nem tenha parado de chupar o membro dele - e assim que sentiu a entrada, rodou um pouco com o dedo e aos poucos foi forçando mais a entrada, ouvindo o desesperado pedido do menor que tentava parar de gemer e dizer ”não”. Desculpe. Ao que se referia irônicamente? Por não ter molhado a ponta do dedo para que não machucasse tanto assim quando fosse inserir seu dedo dentro dele.
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はい、私の主。 ♥: ボール-マスク★:: Masquerade!

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Uma noite tranquila, mas um tanto alegre para todos. Ciel e seu mordomo Sebastian estavam dentro de uma carruagem, guiada por um velho homem sorridente. Atrás, havia uma outra carruagem com os 4 outros empregados da mansão Phantomhive: Meirin, Finnian, Bard e Tanaka, sorridentes. Porém, não…

Cada passo ao lado que dava, mais e mais ele tentava ver, pela frente de seu mordomo, a presença tão esperada que era de Alois e Claude, que demoravam para aparecer. Isso o irritava de um jeito que não podia suportar, parecia proposital toda essa demora ou como se pudesse sentir que estivessem armando alguma amadilha enquanto estivessem distraídos com a festa. Era fato que não podiam relaxar ou achar que tudo estava bem, mesmo com ele tendo se rendido e tudo o que houve dias atrás, muitas coisas poderiam ter mudado. Pelo menos, o mordomo e o loiro voltaram a se unir, ou seja, não tinha toda aquela melancolia, podiam ter mudado tanto positivamente como negativamente. O lorde mal ficava atento à dança e nem ao olhar provocador do mordomo, até mesmo se esqueceu da péssima fantasia que foi forçado a vestir, só ficava de olho em qualquer movimento suspeito. Seus empregados já tinha ficado para longe, talvez fazendo algo como admirar toda a mansão ou qualquer coisa que provavelmente Ciel não gostaria de ver. Lizzy também não dava nenhum sinal de presença, provavelmente ele nunca o reconheceria com aquela fantasia, mesmo sendo usada na segunda vez; ou estivesse até cheio para ser visto. Pouco lhe importava, quanto menos a ouvisse e fosse atrapalhado, melhor seria para continuar com o caminho livre para se manter atento com qualquer coisa que eles pudessem fazer. Não estava nem aproveitando a noite, até Sebastian estava relaxado, ah … era difícil vê-lo mostrar preocupação, inclusive isso era motivo para se sentir irritado.

– Pare! Eles chegaram, Sebastian. E mesmo com a música continuando, muitos dos casais paravam e viam lá do topo da escada os dois: Alois Trancy e Claude Faustus. Um enorme sorriso estampava na face do menor, que acompanhado do ainda frio e quieto demônio, chamavam toda a atenção para eles. As unhas de Ciel apertavam as mãos de seu mordomo, que não disse nada, apenas acompanhou eles. Tão diferente. Diferente daquele outro estranho dia, quando Alois estava em lágrimas e depressivo, enquanto o mordomo Claude o perseguia para pegá-lo de volta; tudo sem resposta, mas faz parte do passado. Que …?Sussurrou, apertando mais as mãos de Sebastian e mordiscando o canto dos lábios. Todo seu nervosismo foi por causa de quando os dois olhares se cruzaram, o loiro apressou mais seus passos - até mesmo se afastando de Claude - e com um sorriso maior e a ponta das bochechas coradas, desceu as escadas indo até ele, sem nenhuma vez tirar os olhos de seu rosto. Os outros convidados até notavam a enorme felicidade que de repente se deu nele, que indiscretamente, mostrava que iria até o menor na mesma hora. ”O que ele quer?!” - E mais aflito ficou.

Alois Trancy, então, finalmente surgia na festa. A música logo foi abaixada e todos pararam de dançar e ficaram a observar o garoto de pé no topo das escadas, com seu mordomo logo ao lado. Assim como todos, Alois estava sorridente e, assim que o loiro reconheceu Ciel -mesmo este estando fantasiado-, largou a mão de Claude e foi descendo as escadas correndo em direção ao outro. – C-CIEL! VOCÊ VEIO! Gritou, agarrando o garoto pelo pescoço e girando no meio do salão. Ninguém, nem mesmo Sebastian estranhou aquilo; apenas Ciel que ficava de olhos arregalados e incapaz de se mover por conta do abraço. Atrás dos dois, Claude se aproximava, mas não estava fantasiado. Já a roupa de alois era um conjunto todo roxo, sua cor favorita, com alguns detalhes em preto e vermelho, mais uma cartola com asas de morcego no topo e presas em suas costas. Era fofo. 

Logo Alois se desagarrava de Ciel e voltava a segurar a mão de Claude. Obrigado por virem. É como um agradecimente, ne, Claude? Então, a rivalidade de fato se foi e Alois finalmente se mostrava feliz como nunca. Ter Ciel em suas mãos, se vingar de todos que o corrompeu, matar Sebastian … Não, nunca foram desejos do loiro. Ele só tinha um desejo: Ser amado por seu mordomo, quem o salvou de todos os abusos e violência. E agora que conseguiu, já não tinha que se preocupar com mais nada. Vendo que os outros dois se afastavam e Sebastian dizia algo no ouvido de Ciel, Alois, um tanto curioso, apenas agarrou o braço de Claude com encarando-os. Este, porém, logo pediu uma permissão para sair e ir conversar com Sebastian que já voltava a encará-los, sorridente. Ah … Então, Ciel será minha dama! ♥ E puxou o outro até um canto do salão, se afastando dos dois mordomos, que passaram a se encarar. 

Ah, mais uma vez Alois não conseguia se controlar como sempre. Aquela mesma atitude toda vez acontecia quando era anfitrião de uma festa com tanta classe, sendo escandaloso e não contendo o que sente, e como o mordomo já esperava, a presença de Ciel Phantomhive seria um motivo para ele ficar daquela forma. Assim como o loiro, logo reconheceu o lorde que estava fantasiado e de mãos dadas com o outro demônio, Sebastian. Sim, isso de alguma forma o deixava com mais ânimo em participar mais da festa. Discretamente, sorriu rapidamente e descia também as escadas; só que em passos largamente mais devagar que de Alois e mais quieto. Esperou toda a estranha e inconveniente - para o Phantomhive - recepção tão animada do outro, que abraçava e alegremente agradecia por estarem lá, enquanto Sebastian aproximava-se e dizia algo nos ouvidos do lorde.

My highness. Poderia me permitir um momento à sós com Sebastian Michaellis? Não demorará. Propositalmente, interrompeu tudo o que ele queria dizer em segredo ao menor. Esperando em ver o mesmo rosto provocante de sempre, foi encarando pelo simpático e tradicional sorriso de Sebastian que sempre soava um tanto irônico, já que independente da situação, sempre esboçava o mesmo. Chegava a ser irritante, que droga! Aquilo lhe trazia até mesmo formidáveis lembranças daquele dia na mansão de seus possíveis ”antigos inimigos”, e lhe lembrava de como as coisas acabaram meio incompletas e interessantes e naquela noite, longe dos outros dois, seria uma situação perfeita.

Dessa vez, estamos agora na mansão de Alois Trancy, e não mais onde você poderia dar qualquer ordem que desejasse. Arrumando os óculos, e aproveitando a chance dos outros convidados estarem distraídos ou com a comida ou e a dança em pares, arrogantemente e até ”feliz” por estar tendo aquela grande chance, pôs suas mãos por trás das costas do mordomo e forçou-o para frente. Ainda não esqueci o que aconteceu dias atrás quando tive que resgatar minha majestade. Só que … ainda tem mais o que fazer. Vamos para fora. Sequer esperou um ”sim” ou ”não de Sebastian, apenas continuou caminhando e viu que o outro assim também fazia. Preferiu não olhá-lo ainda, já que provavelmente, veria o mesmo sorriso. Tantas idéias apareceram a partir do quanto estavam mais distantes da parte interior da mansão.

– Hm? Com o mesmo sorriso de sempre, passando de desentendido ao ouvir as palavras do outro. Isso é um baile, tente não tirar a diversão e o sorriso das pessoas. Disse, calmamente. Então sentiu ser empurrado pelas duas mãos do outro mordomo sobre suas costas. Em passos calmos, foi indo até a saída e dirigiram até o jardim com o lago logo à frente. Vocês possuem um belo jardim, mas … É aquela mulher quem cuida das rosas, não é? Perguntou, referindo-se à Hannah, observando cada rosa de cores diferentes sobre o jardim. Já se afastando de Claude, andou até as rosas brancas, lembrando da paixão de seu lorde por elas. Suspirou e retirou, de uma de suas mangas, uma pequena tesoura especialmente para cortar as flores; servia também de “arma”, caso Claude perdesse o controle perto de Ciel.  Algumas já estão mortas. Outras com manchas …  Disse, num tom um tanto sereno quanto provocante. Ele, então, começava a cortar cada rosa manchada e morta pelo caule e jogando-as no chão, para que qualquer outro empregado da mansão Trancy as recolhesse. Aparentava não dar a mínima para a presença de seu “inimigo” logo atrás, afinal, este sabia que Sebastian estaria sempre preparado para qualquer coisa. Fico feliz que tenha finalmente reconhecido seu mestre. E por ter aprendido a se controlar perto do meu Bocchan. Não seria nada bom atrapalhar um baile tão divertido com uma luta infantil logo provocada por você, caso tentasse algo para cima de meu lorde. Assim que terminou de fazer a “limpeza” nas rosas brancas, dirigiu-se até as amarelas e recomeçou.  

E não precisa agradecer, é uma forma de agradecimento, apesar de aprender a se controlar fosse mais uma obrigação sua. Mas, então … O que queria falar comigo? Perguntou. Tomava todo cuidado para não ser perfurado pelos espinhos, enquanto esperava a resposta do outro, mas o silêncio acabou tomando conta entre os dois. Apesar de aparentar estar calmo, Sebastian sentia um alívio pelo outro não ter reagido contra si pelo que falou à pouco. Sebastian estava no território de seu inimigo, não saberia como se defender muito bem, ainda mais por estar “fantasiado” e não estava tão “armado” como ficava com suas roupas normais de mordomo. Ouvindo os passos do outro sobre a grama, percebia que Claude se aproximava, ainda devagar, sem dizer nada. Preferiu não se virar: Apenas continuou com seu “trabalho” e esperou pela ação do outro. 

Sim, é ela. Em tom impaciente, respondeu à pergunta feita pelo mordomo Phantomhive. Uma pequena irritação, que não era demonstrada em sua calma e fria expressão, começava a aparecer só por ele já ter tocado no assunto da decoração, o que significava que ”rebateria” a mesma provocação que havia feito. ”Ele só pode estar brincando. Que demônio mais … !” - E então, viu Sebastian tirando das mangas uma grande tesoura, idêntica daquelas de cortar jardim. Isso só podia ser uma piada! Quem por acaso vai em uma festa com uma arma prática dentro de uma fantasia? Os dois não eram idiotas, isso sim era um fato. Eles não abaixariam a guarda daquela forma; mas o fato de estarem à sos o acalmava. Ignorando as críticas feitas pelo outro, Claude viu cada planta morta e sem cor sendo jogadas no chão junto com o caule, já formando uma pequena relevância. Sua mãos se fechavam para controlar toda a raiva que sentiu com aquela ousadia de Sebastian, sendo que ao mesmo tempo, aquilo era um detalhe que o agradava. Toda a implicância, o jeito irônico de sempre agir, fazia com que ele ficasse mais interessado naquela situação, e quem sabe … em Sebastian Michaellis. Apesar de ser tão frio e aparentemente obediente e correto, Claude se sentia muito atraído pelo jeito muito igual com o do outro mordomo e pela intensidade que começava a ficar mais forte aos poucos. Ah, sim, mais uma vez era atacado pelas provocações do outro, que com um ar de arrogância e provocação, dizia que não queria recomeçar outra briga no meio da festa caso ele não se controlasse por perto de Ciel. Mas … mal sabia Sebastian, que depois de tudo que Claude disse e tentou fazer, aquele lorde não o mais interessava.

”Pegar de surpresa … ele com certeza não reagiria …” - E praticamente fixado, foi andando - em passos lentos que mesmo assim resultavam em barulhos por cima da grama - de pouco em pouco até ao mordomo. Seus lábios tentavam abrir um sorriso, todo o perigo só incitava mais ele. ”Huh?” - Suspirou ao ver o olhar rápido que o demônio desviou para si, notando a aproximação. Tudo acabado? Não, pois ele continuou a cortar as rosas normalmente e não disse nada. Nesse ponto, Claude sabia que precisava ser mais rápido.

– Sebastian. Apressou seus passos e sem que ele notasse, ficou por trás. Vendo a surpresa dele, rapidamente prendeu seu braço e o fez soltar a tesoura, que ficou larga em cima da grama. Seu coração palpitou, e agora que tinha Sebastian praticamente em seus braços sem poder mover-se, era só aproveitar. Encostou seu nariz no pescoço do outro e suspirava de jeito abafado ali. Vendo uma tentativa deste de falar algo, deslizou sua língua ainda no pescoço em movimento de frente-para-trás.

– … O-O qu— –  Assustou-se com a atitude do outro. Não por ter chegado por trás, mas sim por ter segurado seus braços e começar a sentir seu perfume pelo pescoço. Sentia um leve calafrio com cada suspiro, sentindo a respiração do outro batendo contra seu pescoço. Ergueu sua cabeça, mas acabou dando mais “espaço” para Claude acabar lambendo seu pescoço. Segurou os gemidos, ele tentava se mover, mas cada vez que tentava se separar do outro, mais ficava preso à Claude. Acho que meu Bocchan não vai gostar de ver isso, Claude. Disse, permanecendo com os olhos fechados, tentando suportar cada arrepio sem soltar nenhum gemido. Sentiu suas pernas se cruzarem com às de Claude e, finalmente, ficou com seu corpo totalmente colado ao do outro. Sebastian poderia empurrá-lo facilmente se fosse um humano qualquer, mas … Claude chegava a ter mais força. – Se está tão faminto assim, vá se alimentar da alma de Alois! –  E sentiu seu pulso ser apertado com mais força pelo “insulto”. Apesar de estar concentrado em lamber o pescoço de Sebastian, Claude não deixava de usar força nas pernas e nos braços hora alguma. No fim, ele era muito esperto e não daria brecha para o outro escapar. 

Mas afinal … O que pretende? Perguntou meio trêmulo, finalmente abrindo seus olhos revelando a tonalidade mais avermelhada encarando o outro. Conseguiu virar seu pescoço, já sentindo o quanto o mesmo estava úmido por causa das lambidas, e passou a encarar o outro em silêncio até que finalmente respondesse. Continuava preso pelas mãos e pernas do outro enquanto percebia o quanto seus lábios estavam próximos aos de Claude, conseguindo até sentir sua respiração. Sebastian já começava a se sentir atraído pelos lábios de Claude, mas … Droga! Tinha que se controlar, afinal, Claude não era humano e sim um demônio, chegando até a ser um tanto mais forte. Sebastian era menor que Claude, inclusive, e tinha de erguer um pouco a cabeça para poder enxergar seu rosto claramente. Pela primeira vez Sebastian não conseguiu encará-lo por tanto tempo: desviou seu olhar para o chão, abaixando a cabeça e deixando que uma parte de seu cabelo escondesse seus olhos. Sebastian, então, rendeu-se à Claude? Provavelmente sim, afinal, estava totalmente preso e não tinha como escapar das mãos do outro. Sebastian passou a encarar cada rosa morta que fora jogada no chão, então. Esperaria que Claude acreditasse que o menor se rendeu para acabar se soltando e reagindo contra ele. 

Foi então que Sebastian sentiu uma das mãos do outro se soltando, porém, antes que pudesse se mecher, acabara tendo os dois braços pesos por uma só mão de Claude. O maior repousava sua mão sobre a cintura de Sebastian e ia subindo, passando por seu peito, pescoço até, finalmente, chegar ao rosto forçando-o a erguer a cabeça e virá-lo, voltando a encarar aqueles olhos amarelos. Percebia que seu rosto acabara ficando mais próximo do que antes. – … Hm? Foi o único som que soltou. Mostrava-se indiferente a cada atitude do outro, procurando se acalmar e ignorá-lo; quem sabe, dessa forma, Claude perceberia que Sebastian não queria nada e acabasse largando-o e o deixando em paz.

Conseguiu prendê-lo de todos os modos. O modo amendrontado que Sebastian continuava ficando, desviando os olhares e resistindo ao máximo todas as chegadas do mordomo, e isso era uma espécie de amostra de como ele estava sob o poder e que tudo que se passasse na sua mente, seria possível em fazer. Bem, todos estavam distantes, Alois Trancy provavelmente estaria ainda tentando em vão fazer com que Ciel ficasse do mesmo jeito exagerado em animação assim como o loiro, e ninguém conseguiria ver os dois. Não pretendia mais voltar atrás, e tudo o que sentia era um ódio mesclado com uma forte atração. Confuso, não? Apesar de Sebastian - como ele já esperava - estivesse recusando e ainda tentando inútilmente fugir, o demônio acreditava que tudo ainda poderia ficar melhor naquela intensa noite.

Com suas bochechas quase com um tom corado praticamente invisível, Claude sorria por estar tão próximo e ainda por cima, vangloriando-se de sua força física superar a do menor, visto que por mais que o outro tentasse, nada adiantava de se soltar. As duas respirações viravam uma só, dividindo o mesmo espaço que os separavam - mas com certeza, por pouco tempo. Segurou a ponta do queixo do mordomo, apertando um pouco mais forte e com apenas uma mão, mantinha aqueles dois braços presos enquanto ele chegava mais perto. Deixe eu tirar esses óculos para ver essa cor vermelha melhor … Aquele tom de voz era tão ”mole”, tão malicioso; retirou o óculos e jogou no meio da grama. Antes que ele novamente virasse o rosto, aproveitando que as mãos de Claude largaram seu queixo, novamente o mordomo as segurou. Você perdeu essa, Sebastian Michaellis. –  Sim, de uma vez, a respiração dos dois eram sentidas um pelo outro. De olhos abertos, o mordomo de Alois Trancy tocou os lábios com os do menor uma vez, dando um ”selinho”. Os olhos cerraram quase que por completo. Você … per- E o beijou. Deu- Deu mais um. Que face é essa? E com uma risada baixa, percebia como ficou a expressão dele agora. Extremamente envergonhado junto com um forçado rosto que tentava mostrar ao contrário. Deixe-me ver de uma vez como você é. Beijaram-se. Apertou de um modo mais forte que antes para que nada desse errado, as línguas se tocaram no momento em que o maior já a tentou tocar, e por causa da força que o outro ainda insista em fazer, a saliva escorria pelo canto da boca dos dois. O beijo perfeito! Se tornou ainda mais pelo modo em que aconteceu, e por ter matado o desejo de todas as outras vezes que sempre esteve por perto, aquela rivalidade toda, no fim, lhe serviu para tomar iniciativa. Sim … não era a primeira vez que havia sentido isso.

Perfeito. Então, tirou o terno marrom que fazia parte da vestimenta do demônio, que com a força e do modo apressado, eram arrancadas e jogadas no chão. Agora somente uma simples camisa longa e branca, era o que ele vestia. Nee, Sebastian Michaellis. Estaria resistindo com isso tudo? Me prove. Novamente tirou algo da fantasia: a fita vermelha em volta do pescoço. Aquele era um lado até sádico, afinal, que o mordomo nunca aparentou ter com toda aquela personalidade. Já não sentia mais nenhuma resistência nos braços e em nenhum lado do corpo, isso era ótimo. Com uma força proposital, o primeiro gemido de dor foi dado quando Claude puxou os cabelos do menor e levou a cabeça dele para trás, sem ainda soltar; sorrindo completamente, viu todo o pescoço sem nada para cobrir ”pronto” para si, e escolhendo quase no canto, fincou seus dentes também mais fortes e tentava puxar a pele para frente.

Sim, era isso que significava todo o amor e ódio.

– N-Nggh~ Mmh …  Sequer tentou reagir com o forte beijo. Seus braços e suas pernas começaram a tremer, sentindo sua saliva escorrer por seu queixo e cair no chão. Soltava alguns gemidos abafados enquanto tentava virar seu rosto; era inútil tentar resistir. Seus braços ficaram moles e soltos e, por fim, Sebastian desistiu de tentar escapar das mãos do outro. O beijo então finalmente foi parado, seus lábios pareciam estar colados com a saliva que escorria. Já não respondia nem dizia mais nada, apenas preocupava-se em retomar o fôlego enquanto era solto pelas mãos do outro; sequer tentou fugir, apenas caiu de joelhos no chão por culpa de suas pernas trêmulas. Claude ajoelhou-se logo atrás e o agarrou, desabotoando e retirando o fraque. Permanecia de cabeça abaixada, até que viu parte de sua roupa ser jogada no chão, logo ao lado dos óculos. Em seguida, sentiu as mãos do maior sobre seu pescoço, desamarrando e retirando o lenço vermelho dali e jogando-o por cima do fraque. Agora, Sebastian usava apenas uma camisa meio fina, branca, junto à uma calça com uma tonalidade marrom-escuro. 

– A-AH~! Soltou um pequeno grito de dor ao sentir os fios de cabelo serem puxados para cima e logo ficarem desarrumados e sairem de se eu penteado. Fechou mais os olhos, evitando aquele maldito olhar pervertido contra si; Sebastian ainda recuperava o fôlego enquanto um pouco mais de saliva escorria pelas laterais da boca. Foi sentindo os fios de cabelo do outro enroscando em seu próprio pescoço, já prevendo algo contra aquela parte; uma mordida– A-AAH— NGHHH!~ Tentava segurar os gritos fechando a boca, não seria digno de um mordomo da mansão Phantomhive gritar daquela forma, principalmente para seu inimigo. Sentia algo escorrendo … Sangue. Claude conseguiu perfurar sua pele e arrancar um pedaço de seu pescoço; não demorou muito para sua camisa ficar toda manchada com seu próprio sangue. J-Já … Basta … Tentou dizer, meio ofegante. Enquanto mais sangue escorria, mais suas pernas tremiam e sentia-se mais fraco, quase deitando-se totalmente na grama; Claude, porém, o segurava de joelhos ali. Viu que as mãos do maior logo dirigiram-se até seu peito, já começando a desabotoar a camisa manchada e deixá-la aberta, sem retirar. Sentiu alguns arrepios percebendo que a mão passava de sua cintura e chegava até o meio de sua calça, desabotoando-a junto e abrindo o zíper. – B-Bo-Bocchan … Não possuía nenhuma arma, mais; estavam todas guardadas no fraque que fora jogado na grama. – N-Nã—! Gritou e foi interrompido, sentindo a língua tão quente do outro novamente sobre seu pescoço limpando todas o sangue que escorria até que ele finalmente parasse e deixasse apenas uma marca meio roxa com os buracos que os dentes do maior deixou. 

Aparentava estar odiando cada ato do outro, mas assim que os olhos de Claude desviaram para a calça desabotoada e aberta, podia ver uma mancha logo no meio; como se algo molhado, algum líquido tivesse caído ali. – Não toque! Claude! Gritou, logo virando seu rosto ao sentir as mãos do outro sobre sua virilha, ainda por cima das roupas. Estava tão molhado e quente … Chegava a grudar nos dedos de Claude. Ah, Sebastian estava tão envergonhado, sentia-se imundo com todos aqueles toques! Suas bochechas e seus olhos estavam mais vermelhos do que nunca, chegavam a brilhar contra a luz da Lua. Virou seu rosto para o outro lado e o escondeu no pescoço do maior, que concentrava-se em masturbá-lo, ainda por cima de suas calças. Aproveitou que seus braços estavam soltos e os envolveu no pescoço de Claude, como um “abraço” para se apoiar e não cair, escondendo mais seu rosto entre o ombro e o pescoço do mesmo. E se alguém acabasse flagrando os dois ali? 

Ah! Era isso que Claude precisava, só mais isso para manter as coisas do jeito que queria se satisfazer. Sangue. Com um gosto único, exclusivo e tão diferente de tudo o que já experimentou até aquele momento extremamente especial, engolia automáticamente algumas gotas que ficavam em volta dos seus dentes, inclusive. Conseguir perfurar a pele de Sebastian e ainda por cima provocar aqueles gemidos: era isso que queria, mesmo que fosse na base da dor. Não basta não, Sebastian Michaellis. Esse é só o início onde ver se você realmente aguentava todas essas coisas foi visto como uma mentira. Vamos continuar. E muito! Disse seguro de si, alegrando-se e gargalhando ao ver o menor naquele estado já sem reação alguma tão cedo. Com a camisa repleta de sangue que manchava todo o branco, notou o quanto se sentia muito mais fraco provavelmente pelas dores causadas, e por isso, o apoiou sem dificuldades enquanto levava suas mãos para desabotoar sua camisa suja. Assim o fez, mas não a tirou de seu corpo. – Ops~ Lorde Ciel Phantomhive com certeza não gostará de todo esse estrago, huh? Cada vez mais esse aproveitava o momento. Esse único momento! Sebastian Michaellis totalmente a mercê do que ele quisesse. Suas mãos dessa vez dirigiram-se ao zíper do outro e abriu, ouvindo mais uma vez suas súplicas. Para impedir o grito que vinha a seguir, livremente o mordomo deslizou e arrastou sua língua em volta do sangue espalhado pelo pescoço do menor e causando as sensações que ele descobriu que Sebastian sentia; conseguindo, dessa forma, impedir que ele gritasse e se sentisse mais ainda enfraquecido.

Huuuuh? O que é isso chamando atenção no meio da sua calça? Seria a real prova de estar só de fingimento e gostando disso tudo? Ou melhor … Ignorando os gritos do demônio, o maior pôs suas mãos por cima da calça e sentindo até mesmo seus dedos colados pelo sêmen que ali ficou depois de todas as provocações que fez. E sua vontade aumentava e aumentava! O que acha disso? Então, mexeu com sua mão por volta, por perto da virilha e deixando mais ereto ainda com os toques. Mas passarei ainda mais. Começou a masturbá-lo por cima da calça. Não foi tão difícil conseguir segurar bem ao ponto de ser capaz de masturbá-lo, e assim o fez, tirando todas as chances de fuga. Mas como se não pudesse ficar mais claro a sua superioridade sob ele … ”Isso é um abraço? Eu sinto ele me apertando.” - Mal precisou conferir com a tamanha força feita por Sebastian em seu pescoço. Ele simplesmente deixou que desse continuidade e aquilo foi uma prova óbvia que havia desistido de ir contra! Agora, mais do que nunca, o mordomo de Alois se sentiu a vontade.

Segure-se em mim. E jogou o corpo de ambos para a grama fofa, sem que se machucassem. Claude ficava por cima e via claramente o rosto do outro, que não continha as manchas avermelhadas espalhadas em sua face. Você no fim não pode resistir, Sebastian. Por que não pede por mais de uma vez, então? Eu irei fazer mais, só que poderia admitir que não consegue recusar. Parando com a masturbação, seus dedos iam em sequência para dentro da cueca do de Sebastian, e lentamente, ele ia alisando em volta do membro quente e em pé enquanto assistia a reação do menor: fechou mais os olhos e soltava pequenos gemidos com o modo devagar e provocante, o abraço em seu pescoço foi desfeito e agora Sebastian apertava a grama ao seu lado. Sebastian. Peça por mais. Esperando em cercas de alguns segundos, só havia silêncio. Então, utilizou mais uma sodomia, que agora seria apertar o membro do demônio estendido no chão junto com uma masturbação ao mesmo tempo, tornando-se prazerosa e doída demais. Não gargalhou, mas maliciosamente aguardava com seu sorriso um tanto sujo o que queria ver: gritos, gemidos ou o pedido que ele ordenou que fosse feito.

2 years ago · 18 notes · Reblog

はい、私の主。 ♥: ボール-マスク★:: Masquerade!

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Uma noite tranquila, mas um tanto alegre para todos. Ciel e seu mordomo Sebastian estavam dentro de uma carruagem, guiada por um velho homem sorridente. Atrás, havia uma outra carruagem com os 4 outros empregados da mansão Phantomhive: Meirin, Finnian, Bard e Tanaka, sorridentes. Porém, não…

Cada passo ao lado que dava, mais e mais ele tentava ver, pela frente de seu mordomo, a presença tão esperada que era de Alois e Claude, que demoravam para aparecer. Isso o irritava de um jeito que não podia suportar, parecia proposital toda essa demora ou como se pudesse sentir que estivessem armando alguma amadilha enquanto estivessem distraídos com a festa. Era fato que não podiam relaxar ou achar que tudo estava bem, mesmo com ele tendo se rendido e tudo o que houve dias atrás, muitas coisas poderiam ter mudado. Pelo menos, o mordomo e o loiro voltaram a se unir, ou seja, não tinha toda aquela melancolia, podiam ter mudado tanto positivamente como negativamente. O lorde mal ficava atento à dança e nem ao olhar provocador do mordomo, até mesmo se esqueceu da péssima fantasia que foi forçado a vestir, só ficava de olho em qualquer movimento suspeito. Seus empregados já tinha ficado para longe, talvez fazendo algo como admirar toda a mansão ou qualquer coisa que provavelmente Ciel não gostaria de ver. Lizzy também não dava nenhum sinal de presença, provavelmente ele nunca o reconheceria com aquela fantasia, mesmo sendo usada na segunda vez; ou estivesse até cheio para ser visto. Pouco lhe importava, quanto menos a ouvisse e fosse atrapalhado, melhor seria para continuar com o caminho livre para se manter atento com qualquer coisa que eles pudessem fazer. Não estava nem aproveitando a noite, até Sebastian estava relaxado, ah … era difícil vê-lo mostrar preocupação, inclusive isso era motivo para se sentir irritado.

– Pare! Eles chegaram, Sebastian. E mesmo com a música continuando, muitos dos casais paravam e viam lá do topo da escada os dois: Alois Trancy e Claude Faustus. Um enorme sorriso estampava na face do menor, que acompanhado do ainda frio e quieto demônio, chamavam toda a atenção para eles. As unhas de Ciel apertavam as mãos de seu mordomo, que não disse nada, apenas acompanhou eles. Tão diferente. Diferente daquele outro estranho dia, quando Alois estava em lágrimas e depressivo, enquanto o mordomo Claude o perseguia para pegá-lo de volta; tudo sem resposta, mas faz parte do passado. Que …?Sussurrou, apertando mais as mãos de Sebastian e mordiscando o canto dos lábios. Todo seu nervosismo foi por causa de quando os dois olhares se cruzaram, o loiro apressou mais seus passos - até mesmo se afastando de Claude - e com um sorriso maior e a ponta das bochechas coradas, desceu as escadas indo até ele, sem nenhuma vez tirar os olhos de seu rosto. Os outros convidados até notavam a enorme felicidade que de repente se deu nele, que indiscretamente, mostrava que iria até o menor na mesma hora. ”O que ele quer?!” - E mais aflito ficou.

Alois Trancy, então, finalmente surgia na festa. A música logo foi abaixada e todos pararam de dançar e ficaram a observar o garoto de pé no topo das escadas, com seu mordomo logo ao lado. Assim como todos, Alois estava sorridente e, assim que o loiro reconheceu Ciel -mesmo este estando fantasiado-, largou a mão de Claude e foi descendo as escadas correndo em direção ao outro. – C-CIEL! VOCÊ VEIO! Gritou, agarrando o garoto pelo pescoço e girando no meio do salão. Ninguém, nem mesmo Sebastian estranhou aquilo; apenas Ciel que ficava de olhos arregalados e incapaz de se mover por conta do abraço. Atrás dos dois, Claude se aproximava, mas não estava fantasiado. Já a roupa de alois era um conjunto todo roxo, sua cor favorita, com alguns detalhes em preto e vermelho, mais uma cartola com asas de morcego no topo e presas em suas costas. Era fofo. 

Logo Alois se desagarrava de Ciel e voltava a segurar a mão de Claude. Obrigado por virem. É como um agradecimente, ne, Claude? Então, a rivalidade de fato se foi e Alois finalmente se mostrava feliz como nunca. Ter Ciel em suas mãos, se vingar de todos que o corrompeu, matar Sebastian … Não, nunca foram desejos do loiro. Ele só tinha um desejo: Ser amado por seu mordomo, quem o salvou de todos os abusos e violência. E agora que conseguiu, já não tinha que se preocupar com mais nada. Vendo que os outros dois se afastavam e Sebastian dizia algo no ouvido de Ciel, Alois, um tanto curioso, apenas agarrou o braço de Claude com encarando-os. Este, porém, logo pediu uma permissão para sair e ir conversar com Sebastian que já voltava a encará-los, sorridente. Ah … Então, Ciel será minha dama! ♥ E puxou o outro até um canto do salão, se afastando dos dois mordomos, que passaram a se encarar. 

Ah, mais uma vez Alois não conseguia se controlar como sempre. Aquela mesma atitude toda vez acontecia quando era anfitrião de uma festa com tanta classe, sendo escandaloso e não contendo o que sente, e como o mordomo já esperava, a presença de Ciel Phantomhive seria um motivo para ele ficar daquela forma. Assim como o loiro, logo reconheceu o lorde que estava fantasiado e de mãos dadas com o outro demônio, Sebastian. Sim, isso de alguma forma o deixava com mais ânimo em participar mais da festa. Discretamente, sorriu rapidamente e descia também as escadas; só que em passos largamente mais devagar que de Alois e mais quieto. Esperou toda a estranha e inconveniente - para o Phantomhive - recepção tão animada do outro, que abraçava e alegremente agradecia por estarem lá, enquanto Sebastian aproximava-se e dizia algo nos ouvidos do lorde.

My highness. Poderia me permitir um momento à sós com Sebastian Michaellis? Não demorará. Propositalmente, interrompeu tudo o que ele queria dizer em segredo ao menor. Esperando em ver o mesmo rosto provocante de sempre, foi encarando pelo simpático e tradicional sorriso de Sebastian que sempre soava um tanto irônico, já que independente da situação, sempre esboçava o mesmo. Chegava a ser irritante, que droga! Aquilo lhe trazia até mesmo formidáveis lembranças daquele dia na mansão de seus possíveis ”antigos inimigos”, e lhe lembrava de como as coisas acabaram meio incompletas e interessantes e naquela noite, longe dos outros dois, seria uma situação perfeita.

Dessa vez, estamos agora na mansão de Alois Trancy, e não mais onde você poderia dar qualquer ordem que desejasse. Arrumando os óculos, e aproveitando a chance dos outros convidados estarem distraídos ou com a comida ou e a dança em pares, arrogantemente e até ”feliz” por estar tendo aquela grande chance, pôs suas mãos por trás das costas do mordomo e forçou-o para frente. Ainda não esqueci o que aconteceu dias atrás quando tive que resgatar minha majestade. Só que … ainda tem mais o que fazer. Vamos para fora. Sequer esperou um ”sim” ou ”não de Sebastian, apenas continuou caminhando e viu que o outro assim também fazia. Preferiu não olhá-lo ainda, já que provavelmente, veria o mesmo sorriso. Tantas idéias apareceram a partir do quanto estavam mais distantes da parte interior da mansão.

– Hm? Com o mesmo sorriso de sempre, passando de desentendido ao ouvir as palavras do outro. Isso é um baile, tente não tirar a diversão e o sorriso das pessoas. Disse, calmamente. Então sentiu ser empurrado pelas duas mãos do outro mordomo sobre suas costas. Em passos calmos, foi indo até a saída e dirigiram até o jardim com o lago logo à frente. Vocês possuem um belo jardim, mas … É aquela mulher quem cuida das rosas, não é? Perguntou, referindo-se à Hannah, observando cada rosa de cores diferentes sobre o jardim. Já se afastando de Claude, andou até as rosas brancas, lembrando da paixão de seu lorde por elas. Suspirou e retirou, de uma de suas mangas, uma pequena tesoura especialmente para cortar as flores; servia também de “arma”, caso Claude perdesse o controle perto de Ciel.  Algumas já estão mortas. Outras com manchas …  Disse, num tom um tanto sereno quanto provocante. Ele, então, começava a cortar cada rosa manchada e morta pelo caule e jogando-as no chão, para que qualquer outro empregado da mansão Trancy as recolhesse. Aparentava não dar a mínima para a presença de seu “inimigo” logo atrás, afinal, este sabia que Sebastian estaria sempre preparado para qualquer coisa. Fico feliz que tenha finalmente reconhecido seu mestre. E por ter aprendido a se controlar perto do meu Bocchan. Não seria nada bom atrapalhar um baile tão divertido com uma luta infantil logo provocada por você, caso tentasse algo para cima de meu lorde. Assim que terminou de fazer a “limpeza” nas rosas brancas, dirigiu-se até as amarelas e recomeçou.  

E não precisa agradecer, é uma forma de agradecimento, apesar de aprender a se controlar fosse mais uma obrigação sua. Mas, então … O que queria falar comigo? Perguntou. Tomava todo cuidado para não ser perfurado pelos espinhos, enquanto esperava a resposta do outro, mas o silêncio acabou tomando conta entre os dois. Apesar de aparentar estar calmo, Sebastian sentia um alívio pelo outro não ter reagido contra si pelo que falou à pouco. Sebastian estava no território de seu inimigo, não saberia como se defender muito bem, ainda mais por estar “fantasiado” e não estava tão “armado” como ficava com suas roupas normais de mordomo. Ouvindo os passos do outro sobre a grama, percebia que Claude se aproximava, ainda devagar, sem dizer nada. Preferiu não se virar: Apenas continuou com seu “trabalho” e esperou pela ação do outro. 

Sim, é ela. Em tom impaciente, respondeu à pergunta feita pelo mordomo Phantomhive. Uma pequena irritação, que não era demonstrada em sua calma e fria expressão, começava a aparecer só por ele já ter tocado no assunto da decoração, o que significava que ”rebateria” a mesma provocação que havia feito. ”Ele só pode estar brincando. Que demônio mais … !” - E então, viu Sebastian tirando das mangas uma grande tesoura, idêntica daquelas de cortar jardim. Isso só podia ser uma piada! Quem por acaso vai em uma festa com uma arma prática dentro de uma fantasia? Os dois não eram idiotas, isso sim era um fato. Eles não abaixariam a guarda daquela forma; mas o fato de estarem à sos o acalmava. Ignorando as críticas feitas pelo outro, Claude viu cada planta morta e sem cor sendo jogadas no chão junto com o caule, já formando uma pequena relevância. Sua mãos se fechavam para controlar toda a raiva que sentiu com aquela ousadia de Sebastian, sendo que ao mesmo tempo, aquilo era um detalhe que o agradava. Toda a implicância, o jeito irônico de sempre agir, fazia com que ele ficasse mais interessado naquela situação, e quem sabe … em Sebastian Michaellis. Apesar de ser tão frio e aparentemente obediente e correto, Claude se sentia muito atraído pelo jeito muito igual com o do outro mordomo e pela intensidade que começava a ficar mais forte aos poucos. Ah, sim, mais uma vez era atacado pelas provocações do outro, que com um ar de arrogância e provocação, dizia que não queria recomeçar outra briga no meio da festa caso ele não se controlasse por perto de Ciel. Mas … mal sabia Sebastian, que depois de tudo que Claude disse e tentou fazer, aquele lorde não o mais interessava.

”Pegar de surpresa … ele com certeza não reagiria …” - E praticamente fixado, foi andando - em passos lentos que mesmo assim resultavam em barulhos por cima da grama - de pouco em pouco até ao mordomo. Seus lábios tentavam abrir um sorriso, todo o perigo só incitava mais ele. ”Huh?” - Suspirou ao ver o olhar rápido que o demônio desviou para si, notando a aproximação. Tudo acabado? Não, pois ele continuou a cortar as rosas normalmente e não disse nada. Nesse ponto, Claude sabia que precisava ser mais rápido.

– Sebastian. Apressou seus passos e sem que ele notasse, ficou por trás. Vendo a surpresa dele, rapidamente prendeu seu braço e o fez soltar a tesoura, que ficou larga em cima da grama. Seu coração palpitou, e agora que tinha Sebastian praticamente em seus braços sem poder mover-se, era só aproveitar. Encostou seu nariz no pescoço do outro e suspirava de jeito abafado ali. Vendo uma tentativa deste de falar algo, deslizou sua língua ainda no pescoço em movimento de frente-para-trás.

– … O-O qu— –  Assustou-se com a atitude do outro. Não por ter chegado por trás, mas sim por ter segurado seus braços e começar a sentir seu perfume pelo pescoço. Sentia um leve calafrio com cada suspiro, sentindo a respiração do outro batendo contra seu pescoço. Ergueu sua cabeça, mas acabou dando mais “espaço” para Claude acabar lambendo seu pescoço. Segurou os gemidos, ele tentava se mover, mas cada vez que tentava se separar do outro, mais ficava preso à Claude. Acho que meu Bocchan não vai gostar de ver isso, Claude. Disse, permanecendo com os olhos fechados, tentando suportar cada arrepio sem soltar nenhum gemido. Sentiu suas pernas se cruzarem com às de Claude e, finalmente, ficou com seu corpo totalmente colado ao do outro. Sebastian poderia empurrá-lo facilmente se fosse um humano qualquer, mas … Claude chegava a ter mais força. – Se está tão faminto assim, vá se alimentar da alma de Alois! –  E sentiu seu pulso ser apertado com mais força pelo “insulto”. Apesar de estar concentrado em lamber o pescoço de Sebastian, Claude não deixava de usar força nas pernas e nos braços hora alguma. No fim, ele era muito esperto e não daria brecha para o outro escapar. 

Mas afinal … O que pretende? Perguntou meio trêmulo, finalmente abrindo seus olhos revelando a tonalidade mais avermelhada encarando o outro. Conseguiu virar seu pescoço, já sentindo o quanto o mesmo estava úmido por causa das lambidas, e passou a encarar o outro em silêncio até que finalmente respondesse. Continuava preso pelas mãos e pernas do outro enquanto percebia o quanto seus lábios estavam próximos aos de Claude, conseguindo até sentir sua respiração. Sebastian já começava a se sentir atraído pelos lábios de Claude, mas … Droga! Tinha que se controlar, afinal, Claude não era humano e sim um demônio, chegando até a ser um tanto mais forte. Sebastian era menor que Claude, inclusive, e tinha de erguer um pouco a cabeça para poder enxergar seu rosto claramente. Pela primeira vez Sebastian não conseguiu encará-lo por tanto tempo: desviou seu olhar para o chão, abaixando a cabeça e deixando que uma parte de seu cabelo escondesse seus olhos. Sebastian, então, rendeu-se à Claude? Provavelmente sim, afinal, estava totalmente preso e não tinha como escapar das mãos do outro. Sebastian passou a encarar cada rosa morta que fora jogada no chão, então. Esperaria que Claude acreditasse que o menor se rendeu para acabar se soltando e reagindo contra ele. 

Foi então que Sebastian sentiu uma das mãos do outro se soltando, porém, antes que pudesse se mecher, acabara tendo os dois braços pesos por uma só mão de Claude. O maior repousava sua mão sobre a cintura de Sebastian e ia subindo, passando por seu peito, pescoço até, finalmente, chegar ao rosto forçando-o a erguer a cabeça e virá-lo, voltando a encarar aqueles olhos amarelos. Percebia que seu rosto acabara ficando mais próximo do que antes. – … Hm? Foi o único som que soltou. Mostrava-se indiferente a cada atitude do outro, procurando se acalmar e ignorá-lo; quem sabe, dessa forma, Claude perceberia que Sebastian não queria nada e acabasse largando-o e o deixando em paz.

Conseguiu prendê-lo de todos os modos. O modo amendrontado que Sebastian continuava ficando, desviando os olhares e resistindo ao máximo todas as chegadas do mordomo, e isso era uma espécie de amostra de como ele estava sob o poder e que tudo que se passasse na sua mente, seria possível em fazer. Bem, todos estavam distantes, Alois Trancy provavelmente estaria ainda tentando em vão fazer com que Ciel ficasse do mesmo jeito exagerado em animação assim como o loiro, e ninguém conseguiria ver os dois. Não pretendia mais voltar atrás, e tudo o que sentia era um ódio mesclado com uma forte atração. Confuso, não? Apesar de Sebastian - como ele já esperava - estivesse recusando e ainda tentando inútilmente fugir, o demônio acreditava que tudo ainda poderia ficar melhor naquela intensa noite.

Com suas bochechas quase com um tom corado praticamente invisível, Claude sorria por estar tão próximo e ainda por cima, vangloriando-se de sua força física superar a do menor, visto que por mais que o outro tentasse, nada adiantava de se soltar. As duas respirações viravam uma só, dividindo o mesmo espaço que os separavam - mas com certeza, por pouco tempo. Segurou a ponta do queixo do mordomo, apertando um pouco mais forte e com apenas uma mão, mantinha aqueles dois braços presos enquanto ele chegava mais perto. Deixe eu tirar esses óculos para ver essa cor vermelha melhor … Aquele tom de voz era tão ”mole”, tão malicioso; retirou o óculos e jogou no meio da grama. Antes que ele novamente virasse o rosto, aproveitando que as mãos de Claude largaram seu queixo, novamente o mordomo as segurou. Você perdeu essa, Sebastian Michaellis. –  Sim, de uma vez, a respiração dos dois eram sentidas um pelo outro. De olhos abertos, o mordomo de Alois Trancy tocou os lábios com os do menor uma vez, dando um ”selinho”. Os olhos cerraram quase que por completo. Você … per- E o beijou. Deu- Deu mais um. Que face é essa? E com uma risada baixa, percebia como ficou a expressão dele agora. Extremamente envergonhado junto com um forçado rosto que tentava mostrar ao contrário. Deixe-me ver de uma vez como você é. Beijaram-se. Apertou de um modo mais forte que antes para que nada desse errado, as línguas se tocaram no momento em que o maior já a tentou tocar, e por causa da força que o outro ainda insista em fazer, a saliva escorria pelo canto da boca dos dois. O beijo perfeito! Se tornou ainda mais pelo modo em que aconteceu, e por ter matado o desejo de todas as outras vezes que sempre esteve por perto, aquela rivalidade toda, no fim, lhe serviu para tomar iniciativa. Sim … não era a primeira vez que havia sentido isso.

Perfeito. Então, tirou o terno marrom que fazia parte da vestimenta do demônio, que com a força e do modo apressado, eram arrancadas e jogadas no chão. Agora somente uma simples camisa longa e branca, era o que ele vestia. Nee, Sebastian Michaellis. Estaria resistindo com isso tudo? Me prove. Novamente tirou algo da fantasia: a fita vermelha em volta do pescoço. Aquele era um lado até sádico, afinal, que o mordomo nunca aparentou ter com toda aquela personalidade. Já não sentia mais nenhuma resistência nos braços e em nenhum lado do corpo, isso era ótimo. Com uma força proposital, o primeiro gemido de dor foi dado quando Claude puxou os cabelos do menor e levou a cabeça dele para trás, sem ainda soltar; sorrindo completamente, viu todo o pescoço sem nada para cobrir ”pronto” para si, e escolhendo quase no canto, fincou seus dentes também mais fortes e tentava puxar a pele para frente.

Sim, era isso que significava todo o amor e ódio.

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Uma noite tranquila, mas um tanto alegre para todos. Ciel e seu mordomo Sebastian estavam dentro de uma carruagem, guiada por um velho homem sorridente. Atrás, havia uma outra carruagem com os 4 outros empregados da mansão Phantomhive: Meirin, Finnian, Bard e Tanaka, sorridentes. Porém, não…

Cada passo ao lado que dava, mais e mais ele tentava ver, pela frente de seu mordomo, a presença tão esperada que era de Alois e Claude, que demoravam para aparecer. Isso o irritava de um jeito que não podia suportar, parecia proposital toda essa demora ou como se pudesse sentir que estivessem armando alguma amadilha enquanto estivessem distraídos com a festa. Era fato que não podiam relaxar ou achar que tudo estava bem, mesmo com ele tendo se rendido e tudo o que houve dias atrás, muitas coisas poderiam ter mudado. Pelo menos, o mordomo e o loiro voltaram a se unir, ou seja, não tinha toda aquela melancolia, podiam ter mudado tanto positivamente como negativamente. O lorde mal ficava atento à dança e nem ao olhar provocador do mordomo, até mesmo se esqueceu da péssima fantasia que foi forçado a vestir, só ficava de olho em qualquer movimento suspeito. Seus empregados já tinha ficado para longe, talvez fazendo algo como admirar toda a mansão ou qualquer coisa que provavelmente Ciel não gostaria de ver. Lizzy também não dava nenhum sinal de presença, provavelmente ele nunca o reconheceria com aquela fantasia, mesmo sendo usada na segunda vez; ou estivesse até cheio para ser visto. Pouco lhe importava, quanto menos a ouvisse e fosse atrapalhado, melhor seria para continuar com o caminho livre para se manter atento com qualquer coisa que eles pudessem fazer. Não estava nem aproveitando a noite, até Sebastian estava relaxado, ah … era difícil vê-lo mostrar preocupação, inclusive isso era motivo para se sentir irritado.

– Pare! Eles chegaram, Sebastian. E mesmo com a música continuando, muitos dos casais paravam e viam lá do topo da escada os dois: Alois Trancy e Claude Faustus. Um enorme sorriso estampava na face do menor, que acompanhado do ainda frio e quieto demônio, chamavam toda a atenção para eles. As unhas de Ciel apertavam as mãos de seu mordomo, que não disse nada, apenas acompanhou eles. Tão diferente. Diferente daquele outro estranho dia, quando Alois estava em lágrimas e depressivo, enquanto o mordomo Claude o perseguia para pegá-lo de volta; tudo sem resposta, mas faz parte do passado. Que …?Sussurrou, apertando mais as mãos de Sebastian e mordiscando o canto dos lábios. Todo seu nervosismo foi por causa de quando os dois olhares se cruzaram, o loiro apressou mais seus passos - até mesmo se afastando de Claude - e com um sorriso maior e a ponta das bochechas coradas, desceu as escadas indo até ele, sem nenhuma vez tirar os olhos de seu rosto. Os outros convidados até notavam a enorme felicidade que de repente se deu nele, que indiscretamente, mostrava que iria até o menor na mesma hora. ”O que ele quer?!” - E mais aflito ficou.

Alois Trancy, então, finalmente surgia na festa. A música logo foi abaixada e todos pararam de dançar e ficaram a observar o garoto de pé no topo das escadas, com seu mordomo logo ao lado. Assim como todos, Alois estava sorridente e, assim que o loiro reconheceu Ciel -mesmo este estando fantasiado-, largou a mão de Claude e foi descendo as escadas correndo em direção ao outro. – C-CIEL! VOCÊ VEIO! Gritou, agarrando o garoto pelo pescoço e girando no meio do salão. Ninguém, nem mesmo Sebastian estranhou aquilo; apenas Ciel que ficava de olhos arregalados e incapaz de se mover por conta do abraço. Atrás dos dois, Claude se aproximava, mas não estava fantasiado. Já a roupa de alois era um conjunto todo roxo, sua cor favorita, com alguns detalhes em preto e vermelho, mais uma cartola com asas de morcego no topo e presas em suas costas. Era fofo. 

Logo Alois se desagarrava de Ciel e voltava a segurar a mão de Claude. Obrigado por virem. É como um agradecimente, ne, Claude? Então, a rivalidade de fato se foi e Alois finalmente se mostrava feliz como nunca. Ter Ciel em suas mãos, se vingar de todos que o corrompeu, matar Sebastian … Não, nunca foram desejos do loiro. Ele só tinha um desejo: Ser amado por seu mordomo, quem o salvou de todos os abusos e violência. E agora que conseguiu, já não tinha que se preocupar com mais nada. Vendo que os outros dois se afastavam e Sebastian dizia algo no ouvido de Ciel, Alois, um tanto curioso, apenas agarrou o braço de Claude com encarando-os. Este, porém, logo pediu uma permissão para sair e ir conversar com Sebastian que já voltava a encará-los, sorridente. Ah … Então, Ciel será minha dama! ♥ E puxou o outro até um canto do salão, se afastando dos dois mordomos, que passaram a se encarar. 

Ah, mais uma vez Alois não conseguia se controlar como sempre. Aquela mesma atitude toda vez acontecia quando era anfitrião de uma festa com tanta classe, sendo escandaloso e não contendo o que sente, e como o mordomo já esperava, a presença de Ciel Phantomhive seria um motivo para ele ficar daquela forma. Assim como o loiro, logo reconheceu o lorde que estava fantasiado e de mãos dadas com o outro demônio, Sebastian. Sim, isso de alguma forma o deixava com mais ânimo em participar mais da festa. Discretamente, sorriu rapidamente e descia também as escadas; só que em passos largamente mais devagar que de Alois e mais quieto. Esperou toda a estranha e inconveniente - para o Phantomhive - recepção tão animada do outro, que abraçava e alegremente agradecia por estarem lá, enquanto Sebastian aproximava-se e dizia algo nos ouvidos do lorde.

My highness. Poderia me permitir um momento à sós com Sebastian Michaellis? Não demorará. Propositalmente, interrompeu tudo o que ele queria dizer em segredo ao menor. Esperando em ver o mesmo rosto provocante de sempre, foi encarando pelo simpático e tradicional sorriso de Sebastian que sempre soava um tanto irônico, já que independente da situação, sempre esboçava o mesmo. Chegava a ser irritante, que droga! Aquilo lhe trazia até mesmo formidáveis lembranças daquele dia na mansão de seus possíveis ”antigos inimigos”, e lhe lembrava de como as coisas acabaram meio incompletas e interessantes e naquela noite, longe dos outros dois, seria uma situação perfeita.

Dessa vez, estamos agora na mansão de Alois Trancy, e não mais onde você poderia dar qualquer ordem que desejasse. Arrumando os óculos, e aproveitando a chance dos outros convidados estarem distraídos ou com a comida ou e a dança em pares, arrogantemente e até ”feliz” por estar tendo aquela grande chance, pôs suas mãos por trás das costas do mordomo e forçou-o para frente. Ainda não esqueci o que aconteceu dias atrás quando tive que resgatar minha majestade. Só que … ainda tem mais o que fazer. Vamos para fora. Sequer esperou um ”sim” ou ”não de Sebastian, apenas continuou caminhando e viu que o outro assim também fazia. Preferiu não olhá-lo ainda, já que provavelmente, veria o mesmo sorriso. Tantas idéias apareceram a partir do quanto estavam mais distantes da parte interior da mansão.

– Hm? Com o mesmo sorriso de sempre, passando de desentendido ao ouvir as palavras do outro. Isso é um baile, tente não tirar a diversão e o sorriso das pessoas. Disse, calmamente. Então sentiu ser empurrado pelas duas mãos do outro mordomo sobre suas costas. Em passos calmos, foi indo até a saída e dirigiram até o jardim com o lago logo à frente. Vocês possuem um belo jardim, mas … É aquela mulher quem cuida das rosas, não é? Perguntou, referindo-se à Hannah, observando cada rosa de cores diferentes sobre o jardim. Já se afastando de Claude, andou até as rosas brancas, lembrando da paixão de seu lorde por elas. Suspirou e retirou, de uma de suas mangas, uma pequena tesoura especialmente para cortar as flores; servia também de “arma”, caso Claude perdesse o controle perto de Ciel.  Algumas já estão mortas. Outras com manchas …  Disse, num tom um tanto sereno quanto provocante. Ele, então, começava a cortar cada rosa manchada e morta pelo caule e jogando-as no chão, para que qualquer outro empregado da mansão Trancy as recolhesse. Aparentava não dar a mínima para a presença de seu “inimigo” logo atrás, afinal, este sabia que Sebastian estaria sempre preparado para qualquer coisa. Fico feliz que tenha finalmente reconhecido seu mestre. E por ter aprendido a se controlar perto do meu Bocchan. Não seria nada bom atrapalhar um baile tão divertido com uma luta infantil logo provocada por você, caso tentasse algo para cima de meu lorde. Assim que terminou de fazer a “limpeza” nas rosas brancas, dirigiu-se até as amarelas e recomeçou.  

E não precisa agradecer, é uma forma de agradecimento, apesar de aprender a se controlar fosse mais uma obrigação sua. Mas, então … O que queria falar comigo? Perguntou. Tomava todo cuidado para não ser perfurado pelos espinhos, enquanto esperava a resposta do outro, mas o silêncio acabou tomando conta entre os dois. Apesar de aparentar estar calmo, Sebastian sentia um alívio pelo outro não ter reagido contra si pelo que falou à pouco. Sebastian estava no território de seu inimigo, não saberia como se defender muito bem, ainda mais por estar “fantasiado” e não estava tão “armado” como ficava com suas roupas normais de mordomo. Ouvindo os passos do outro sobre a grama, percebia que Claude se aproximava, ainda devagar, sem dizer nada. Preferiu não se virar: Apenas continuou com seu “trabalho” e esperou pela ação do outro. 

Sim, é ela. Em tom impaciente, respondeu à pergunta feita pelo mordomo Phantomhive. Uma pequena irritação, que não era demonstrada em sua calma e fria expressão, começava a aparecer só por ele já ter tocado no assunto da decoração, o que significava que ”rebateria” a mesma provocação que havia feito. ”Ele só pode estar brincando. Que demônio mais … !” - E então, viu Sebastian tirando das mangas uma grande tesoura, idêntica daquelas de cortar jardim. Isso só podia ser uma piada! Quem por acaso vai em uma festa com uma arma prática dentro de uma fantasia? Os dois não eram idiotas, isso sim era um fato. Eles não abaixariam a guarda daquela forma; mas o fato de estarem à sos o acalmava. Ignorando as críticas feitas pelo outro, Claude viu cada planta morta e sem cor sendo jogadas no chão junto com o caule, já formando uma pequena relevância. Sua mãos se fechavam para controlar toda a raiva que sentiu com aquela ousadia de Sebastian, sendo que ao mesmo tempo, aquilo era um detalhe que o agradava. Toda a implicância, o jeito irônico de sempre agir, fazia com que ele ficasse mais interessado naquela situação, e quem sabe … em Sebastian Michaellis. Apesar de ser tão frio e aparentemente obediente e correto, Claude se sentia muito atraído pelo jeito muito igual com o do outro mordomo e pela intensidade que começava a ficar mais forte aos poucos. Ah, sim, mais uma vez era atacado pelas provocações do outro, que com um ar de arrogância e provocação, dizia que não queria recomeçar outra briga no meio da festa caso ele não se controlasse por perto de Ciel. Mas … mal sabia Sebastian, que depois de tudo que Claude disse e tentou fazer, aquele lorde não o mais interessava.

”Pegar de surpresa … ele com certeza não reagiria …” - E praticamente fixado, foi andando - em passos lentos que mesmo assim resultavam em barulhos por cima da grama - de pouco em pouco até ao mordomo. Seus lábios tentavam abrir um sorriso, todo o perigo só incitava mais ele. ”Huh?” - Suspirou ao ver o olhar rápido que o demônio desviou para si, notando a aproximação. Tudo acabado? Não, pois ele continuou a cortar as rosas normalmente e não disse nada. Nesse ponto, Claude sabia que precisava ser mais rápido.

– Sebastian. Apressou seus passos e sem que ele notasse, ficou por trás. Vendo a surpresa dele, rapidamente prendeu seu braço e o fez soltar a tesoura, que ficou larga em cima da grama. Seu coração palpitou, e agora que tinha Sebastian praticamente em seus braços sem poder mover-se, era só aproveitar. Encostou seu nariz no pescoço do outro e suspirava de jeito abafado ali. Vendo uma tentativa deste de falar algo, deslizou sua língua ainda no pescoço em movimento de frente-para-trás.

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Uma noite tranquila, mas um tanto alegre para todos. Ciel e seu mordomo Sebastian estavam dentro de uma carruagem, guiada por um velho homem sorridente. Atrás, havia uma outra carruagem com os 4 outros empregados da mansão Phantomhive: Meirin, Finnian, Bard e Tanaka, sorridentes. Porém, não…

Cada passo ao lado que dava, mais e mais ele tentava ver, pela frente de seu mordomo, a presença tão esperada que era de Alois e Claude, que demoravam para aparecer. Isso o irritava de um jeito que não podia suportar, parecia proposital toda essa demora ou como se pudesse sentir que estivessem armando alguma amadilha enquanto estivessem distraídos com a festa. Era fato que não podiam relaxar ou achar que tudo estava bem, mesmo com ele tendo se rendido e tudo o que houve dias atrás, muitas coisas poderiam ter mudado. Pelo menos, o mordomo e o loiro voltaram a se unir, ou seja, não tinha toda aquela melancolia, podiam ter mudado tanto positivamente como negativamente. O lorde mal ficava atento à dança e nem ao olhar provocador do mordomo, até mesmo se esqueceu da péssima fantasia que foi forçado a vestir, só ficava de olho em qualquer movimento suspeito. Seus empregados já tinha ficado para longe, talvez fazendo algo como admirar toda a mansão ou qualquer coisa que provavelmente Ciel não gostaria de ver. Lizzy também não dava nenhum sinal de presença, provavelmente ele nunca o reconheceria com aquela fantasia, mesmo sendo usada na segunda vez; ou estivesse até cheio para ser visto. Pouco lhe importava, quanto menos a ouvisse e fosse atrapalhado, melhor seria para continuar com o caminho livre para se manter atento com qualquer coisa que eles pudessem fazer. Não estava nem aproveitando a noite, até Sebastian estava relaxado, ah … era difícil vê-lo mostrar preocupação, inclusive isso era motivo para se sentir irritado.

– Pare! Eles chegaram, Sebastian. E mesmo com a música continuando, muitos dos casais paravam e viam lá do topo da escada os dois: Alois Trancy e Claude Faustus. Um enorme sorriso estampava na face do menor, que acompanhado do ainda frio e quieto demônio, chamavam toda a atenção para eles. As unhas de Ciel apertavam as mãos de seu mordomo, que não disse nada, apenas acompanhou eles. Tão diferente. Diferente daquele outro estranho dia, quando Alois estava em lágrimas e depressivo, enquanto o mordomo Claude o perseguia para pegá-lo de volta; tudo sem resposta, mas faz parte do passado. Que …?Sussurrou, apertando mais as mãos de Sebastian e mordiscando o canto dos lábios. Todo seu nervosismo foi por causa de quando os dois olhares se cruzaram, o loiro apressou mais seus passos - até mesmo se afastando de Claude - e com um sorriso maior e a ponta das bochechas coradas, desceu as escadas indo até ele, sem nenhuma vez tirar os olhos de seu rosto. Os outros convidados até notavam a enorme felicidade que de repente se deu nele, que indiscretamente, mostrava que iria até o menor na mesma hora. ”O que ele quer?!” - E mais aflito ficou.

Alois Trancy, então, finalmente surgia na festa. A música logo foi abaixada e todos pararam de dançar e ficaram a observar o garoto de pé no topo das escadas, com seu mordomo logo ao lado. Assim como todos, Alois estava sorridente e, assim que o loiro reconheceu Ciel -mesmo este estando fantasiado-, largou a mão de Claude e foi descendo as escadas correndo em direção ao outro. – C-CIEL! VOCÊ VEIO! Gritou, agarrando o garoto pelo pescoço e girando no meio do salão. Ninguém, nem mesmo Sebastian estranhou aquilo; apenas Ciel que ficava de olhos arregalados e incapaz de se mover por conta do abraço. Atrás dos dois, Claude se aproximava, mas não estava fantasiado. Já a roupa de alois era um conjunto todo roxo, sua cor favorita, com alguns detalhes em preto e vermelho, mais uma cartola com asas de morcego no topo e presas em suas costas. Era fofo. 

Logo Alois se desagarrava de Ciel e voltava a segurar a mão de Claude. Obrigado por virem. É como um agradecimente, ne, Claude? Então, a rivalidade de fato se foi e Alois finalmente se mostrava feliz como nunca. Ter Ciel em suas mãos, se vingar de todos que o corrompeu, matar Sebastian … Não, nunca foram desejos do loiro. Ele só tinha um desejo: Ser amado por seu mordomo, quem o salvou de todos os abusos e violência. E agora que conseguiu, já não tinha que se preocupar com mais nada. Vendo que os outros dois se afastavam e Sebastian dizia algo no ouvido de Ciel, Alois, um tanto curioso, apenas agarrou o braço de Claude com encarando-os. Este, porém, logo pediu uma permissão para sair e ir conversar com Sebastian que já voltava a encará-los, sorridente. Ah … Então, Ciel será minha dama! ♥ E puxou o outro até um canto do salão, se afastando dos dois mordomos, que passaram a se encarar. 

Ah, mais uma vez Alois não conseguia se controlar como sempre. Aquela mesma atitude toda vez acontecia quando era anfitrião de uma festa com tanta classe, sendo escandaloso e não contendo o que sente, e como o mordomo já esperava, a presença de Ciel Phantomhive seria um motivo para ele ficar daquela forma. Assim como o loiro, logo reconheceu o lorde que estava fantasiado e de mãos dadas com o outro demônio, Sebastian. Sim, isso de alguma forma o deixava com mais ânimo em participar mais da festa. Discretamente, sorriu rapidamente e descia também as escadas; só que em passos largamente mais devagar que de Alois e mais quieto. Esperou toda a estranha e inconveniente - para o Phantomhive - recepção tão animada do outro, que abraçava e alegremente agradecia por estarem lá, enquanto Sebastian aproximava-se e dizia algo nos ouvidos do lorde.

My highness. Poderia me permitir um momento à sós com Sebastian Michaellis? Não demorará. Propositalmente, interrompeu tudo o que ele queria dizer em segredo ao menor. Esperando em ver o mesmo rosto provocante de sempre, foi encarando pelo simpático e tradicional sorriso de Sebastian que sempre soava um tanto irônico, já que independente da situação, sempre esboçava o mesmo. Chegava a ser irritante, que droga! Aquilo lhe trazia até mesmo formidáveis lembranças daquele dia na mansão de seus possíveis ”antigos inimigos”, e lhe lembrava de como as coisas acabaram meio incompletas e interessantes e naquela noite, longe dos outros dois, seria uma situação perfeita.

Dessa vez, estamos agora na mansão de Alois Trancy, e não mais onde você poderia dar qualquer ordem que desejasse. Arrumando os óculos, e aproveitando a chance dos outros convidados estarem distraídos ou com a comida ou e a dança em pares, arrogantemente e até ”feliz” por estar tendo aquela grande chance, pôs suas mãos por trás das costas do mordomo e forçou-o para frente. Ainda não esqueci o que aconteceu dias atrás quando tive que resgatar minha majestade. Só que … ainda tem mais o que fazer. Vamos para fora. Sequer esperou um ”sim” ou ”não de Sebastian, apenas continuou caminhando e viu que o outro assim também fazia. Preferiu não olhá-lo ainda, já que provavelmente, veria o mesmo sorriso. Tantas idéias apareceram a partir do quanto estavam mais distantes da parte interior da mansão.

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. . . 私は彼の魂を望む ♥ 連理の枝~: 悪い朝 . . . My majesty, where are you?

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O sol finalmente irradiava, os pássaros cantavam e a primeira brisa matinal balançou todas as árvores, plantas e o mato no enorme quintal da mansão Trancy. Estranhamente, os trigêmeos não apareceram aonde o mordomo Claude se encontrava para lhe avisar de qualquer informação sobre Sebastian e…

Passou a noite em claro, andando pelos corredores incessantemente e às vezes parando para pensar em tudo o que havia acabado de acontecer. No andar de baixo da mansão, estava simplesmente Alois Trancy, talvez, o maior desafio e inimigo que eles já tenham enfretado desde que ficaram juntos. Mas claramente o loiro não era nada sem seu demônio, e além disso, não conseguia entender o motivo daquelas lágrimas e por ter se rendido. Estranhou muito o fato de ter passado a noite toda vigiando e nada ter acontecido, nenhum barulho vindo do quarto abandonado em que o loiro estava, nem mesmo algum ataque surpresa ou qualquer coisa que pudesse ser suspeita, apenas … suspense. ”Isso está me matando. Droga, ser proibido por Ciel-sama de me comunicar com Alois é uma desvantagem, eu poderia arrancar qualquer informação dele. Só posso dar o café da manhã.” - Falando nisso, já quase deu a hora. Ficou incubido à ele para decidir qual a hora exata seria sempre servido o alimento ao loiro, Ciel pouco se importava, além de ter ficado tão irritado em ter que abrigar alguém como ele em dentro de sua mansão. Mas era esperto, sabia que ter o inimigo mais próximo sempre seria uma vantagem para se aproveitar. Foi ordenado na noite passada para servir primeiramente o café do novo hóspede, e depois, de seu lorde; era engraçado vê-lo em um jeito até mesmo, ”bom” de agir sem querer fazer com que o outro sofresse.

Com licença, estarei entrando. Pacíficamente disse, após olhar pela janela de cima da porta do quarto que Alois simplesmente … continuou na mesma posição. A diferença, é que ele estava com um colchão por baixo, mas ainda assim, cabisbaixo e abraçado com suas coxas. Abriu a entrada e pôs, em cima de uma bandeija, com alguns alimentos para Alois, sem exagerar como fazia ao cardápio matinal do menor. Não houve respostas. Mas já esperou por isso, sabia do transtorno que estava passando.

Continuou olhando, por uma pequena brexa, como ele agiria. Ficou exatamente por 15 minutos parado, somente com os olhos fixados na figura dele. Não se moveu, um toque sequer na comida. Com excessão de um soluço, nada mais aconteceu. Ainda continuou revezando, e quando se completaram 30 minutos, desistiu. Pode concluir que sim, ele não ia mais comer. O que estava acontecendo?! Sebastian tentaria convencer seu lorde para que deixasse ele ir fazer algumas perguntas à ele, mesmo sabendo que provavelmente seria negado. Novamente dirigiu-se para a cozinha e fez o café da manhã de sempre, óbvio que seria mais tratado.

Subiu as escadas e foi em direção ao quarto do menor no andar de cima. ”Toc, toc, toc~” e entrou, segurando a bandeija na mão livre. Já sabia que ele estava acordado, por estar ansioso por respostas e preparado para qualquer coisa. Viu que ainda estava muito sonolento, olhando para fora da janela. Aqui está seu café da manhã. Não esperou para que se virasse e completou. A situação é real. Eu fiquei muito tempo olhando sem ele saber para o quarto onde ele estava e … ele não comeu nada.

Ciel acabou acordando sozinho, sem que Sebastian abrisse as cortinas e a luz do sol batesse em seu rosto. Assim que terminou de se vestir, levantou-se da cama e foi empurrando, devagar, as cortinas para o lado e ficou a observar sua mansão-de-fora, esperando que uma certa carruagem aparecesse. Não demorou muito para ouvir as batidas na porta de seu quarto, e logo seu mordomo entrou com seu café da manhã. “A situação é real”, aquele garoto não conseguiria aguentar e fingir por tanto tempo, ainda mais na frente de Sebastian. Pegou a xícara de chá e encarou o maior meio pensativo, até que ouviu sons das patas de um cavalo. Rapidamente virou-se para a janela e viu a imagem de Claude, sentado na carruagem, passando pelos portões da mansão. Ele veio … Sebastian! Converse com Claude, encha-o de perguntas, eu quero todas as respostas de noite. Não o deixe entrar na mansão, e guarde o que fará de almoço para o jantar. Eu irei conversar com o Alois. Ouviu o “entendido” vindo de seu mordomo, que lhe entregou a chave do quarto de Alois. Rapidamente terminou seu chá e saiu, com pressa, de seu quarto. Foi descendo as escadas com mais pressa, até finalmente chegar na porta do quarto do loiro. Ficou na ponta dos pés e abriu a janela, observando-o sentado no colchão, com o rosto escondido sobre os olhos. Ao seu lado, estava a bandeija com seu café da manhã, sem um toque. Destrancou o quarto e o abriu, deixando um pouco de luz entrar e iluminar o corpo do outro, que erguia sua cabeça assustado e encarava Ciel com os olhos arregalados. 

– O que está acontecendo, Alois? Perguntou, encostando a porta e caminhando sobre aquela escuridão até o colchão. O menor não respondia, apenas encarava o outro com os olhos cheios de lágrimas, já inchados do tanto que chorou. Encolheu-se mais na parede e foi abaixando a cabeça, já deixando que mais lágrimas voltassem a escorrer sobre seu rosto. Vendo que não tentaria nada, Ciel sentou-se no colchão de frente para o outro, abraçando seus joelhos da mesma forma. – Vamos, diga. Não pode viver aqui para sempre, você tem sua mansão. 

Não dormiu. Apenas permaneceu ali, sentado, com seu rosto escondido sobre seus joelhos. Alois não conseguiu dormir, ele só pensava em seu mordomo, no que estaria fazendo e, principalmente, no que ele disse para si, sem se importar em magoá-lo ou não. Nem sequer tentou dormir. Então o dia finalmente chegava, mas não fazia tanta diferença para Alois, que não podia sentir o calor do sol; apenas o frio da escuridão daquele quarto. Sebastian abria a porta de seu quarto e colocava, ao lado de seu colchão, uma bandeija com uma xícara de chá e alguns biscoitos e bolinhos. Seu café da manhã. Alois não sentia fome … Ignorou aquela bandeija e voltou a fechar seus olhos e chorar. Repetia o nome de seu mordomo para si, como um desejo. “Claude … Claude …”, Sebastian, porém, não conseguia ouvir de fora do quarto. Iria apodrecer mais e mais naquele quarto, até que finalmente morresse. Uma morte digna para alguém como Alois, depois do que Claude disse. 

Ouviu uma batida na porta e sentiu a luz refletindo sobre seu rosto. Ergueu a cabeça e viu Ciel ali, de pé, perguntando o que estava lhe acontecendo. Foi indo para trás, com um certo medo que Ciel tentasse algo, mas ele só encostou a porta e sentou-se de frente para o loiro, na mesma posição. Suas bochechas ficaram rosadas. Ele ergueu sua cabeça com um sorriso meio forçado nos lábios, mesmo com as lágrimas que continuavam a escorrer. Ciel … Eu … Nunca quis ter uma mansão, todo esse dinheiro, essa vida que muita gente deseja. Eu só queria ser amado por aquele demônio. Mas … Ele te ama … E conseguiu deixar tudo claro para mim ontem. Sua alma é perfeita, não é? … O tom de voz de Alois era tão rouco … Diferente de antes, que era algo animado e forte. Alois não tinha forças sequer para falar. – Eu queria ser perfeito para ele. Só para ele. Mas só vemos o ser perfeito quando passamos a amá-lo … Dessa forma, Claude te ama … Q-Que sorte. Ele abaixava sua cabeça, voltando a soluçar mais e mais. Ciel ouvia cada palavra e, a cada soluço, ele apertava mais seus joelhos. Estava sentindo, pela primeira vez, pena daquele garoto. – E-Ele é louco por você! ♥ Novamente erguia sua cabeça, abrindo um outro sorriso, enquanto uma de suas mãos limpavam suas lágrimas. Você tem tanta sorte, Ciel. Ser amado por duas pessoas … Ou mais. E eu só queria uma, meu próprio mordomo. E … Logo meu próprio mordomo conseguiria me trocar por você, se pudesse. Heh, e-eu sou tão podre assim? Então … Por favor … Me deixe ficar até que ele chegue e tire minha alma imprestável, para jogá-la no lixo. Não precisará se preocupar com m-mais nada … Não vai demorar muito, não vai. Um garoto nojento como eu não serve para esse mundo … Qualquer um pode sentir o fedor da minha alma. Claude deve ter se segurado todo esse tempo para não vo … mitar … E, finalmente, se calou. As lágrimas o calaram. Ele apenas fechou seus olhos e passou a sussurrar. Tá doendo muito … Não vai demorar … Não vai, não vai … Repetindo cada vez mais abafado e rouco. Ciel estava tremendo com tudo que ouviu do outro, e o mesmo sequer percebia. Não aguentando mais ficar ali, ele se levantou em silêncio, com seus cabelos tampando seus olhos para que o loiro não visse sua expressão. Retirou-se do quarto e fechou a porta lentamente, voltando a trancá-la. A luz, então, iluminava seu rosto e deixava claro como estava se sentindo: estava perplexo, mal acreditava em tudo que acabara de ouvir e seu único olho exposto deixava uma única lágrima escorrer sobre seu rosto. – Alois … Sussurrou para si. 

Bem, parece que as coisas definitivamente sairiam de controle a partir do que vinha a acontecer: Claude chegou na mansão, e isso, deixava mais do que óbvio que não era plano algum entre os dois, algo muito grave havia acontecido tanto com Alois Trancy como Claude Faustus. ”Isso é um problema. Estamos metidos diretamente com isso, sendo que esse assunto não é um problema nosso. Tch … esse Alois realmente deve ser um garoto tão complexo e explosivo como se mostrou naquela última vez.” - Estava começando a virar um fardo aquilo, mas não poderiam recuar ou simplesmente ficarem na defensiva. Provavelmente, Claude estaria completo de ódio ou determinado em ter de volta Alois, e um enorme mal-entendido se estableceu, pois ficou entendido que foi um plano de sequestro feito por Sebastian e Ciel, talvez como provocação ou para determinar a guerra entre as duas famílias. Se pôs em frente à alguns metros do portão da mansão, impedindo a passagem do outro mordomo totalmente ao espaço do jardim da mansão; foi por pouco, mas não poderia deixá-lo passar mais. O menor e o demônio tentariam um plano arriscado, que seria arrancar informações, no entanto, a parte mais difícil seria impedir que Claude não passasse da mansão, levando em conta o pouco conhecimento de suas habilidades. Mas a discreta arrogância de Sebastian não o deixaria tão enfraquecido desse jeito.

Quanto tempo, Claude ”Caçador” Faustus. E expôs o sorriso irônico em frente da carruagem que brutamente parou por sua frente, sendo formidavelmente encarado por Claude. Dessa vez você não está em seu próprio campo de batalha, se eu fosse você, teria mais cuidado ao passar assim. Desça dessa carruagem, e se sua dúvida for se sua vossa majestade está aqui … sim, está. Viu que o mordomo cerrou seus olhos e ameaçou avançar com o cavalo, levantando o chicote e pronto para bater contra os cavalos que mais uma vez iriam correr. Bem, eu não quero ser obrigado em acabar matando um cavalo injustamente, ou simplesmente danificar essa carruagem inteira para impedí-lo de tentar forçar a entrada. Pare, sem pressa e … Ainda sorrindo, e em tom provocador, sacou as três facas em um movimento rápido de dentro do paletó, deixando-as claramente expostas na frente de seu rosto, em posição de ataque. Me responda algumas coisas. Ah, agora as coisas mudariam seus rumos: finalmente Claude descia da carruagem, mas ainda calado. Tudo que ele precisava saber era a localização de Alois. Sebastian precisava fazer todo o tipo de provocação para não permitir sua passagem, e dar um tempo para que seu lorde pudesse perguntar e ter todas as respostas do que estava havendo, e que seriam mais fácilmente tiradas pela boca do loiro.

Sabe … espero que esteja satisfeito em ter feito ele mesmo se afastar de você. Oras, o que isso significa? Fez isso para ter um pretexto e tentar covardemente sentir o aroma de uma alma que não lhe pertence? Poderia tentar segurar mais suas vontades. Acho que já fez por demais em ter na última vez tentando alterar suas memórias. E lambendo seus lábios, terminou a última provocação. Ela continua deliciosa. Percebeu que o outro demônio tirou de seu bolso também pequenos canivetes, e partiu em sua direção, com o olhar sério e fixado somente no corpo de Sebastian. Os olhos dos dois se tornaram mais rubros, e agora, o mordomo da família Phantomhive tinha duas coisas em mentes: alongar a luta e tirar todas informações possíveis.

Como pensei. Resumungou para si, aumentando as chicotadas por cima da pele do cavalo para que ele corresse mais forte. Sua raiva era enorme e aumentava cada vez mais quando se recordava de toda a ousadia do mordomo e do Phantomhive em ter sequestrado Alois Trancy no meio da noite e ter decretado a guerra entre ambas as famílias. No entanto, decidiu parar com a velocidade da carruagem e não tentar esmagar o corpo de Sebastian - mesmo sabendo que seria impossível isso acontecer - e forçar a entrada de uma vez, se controlando um pouco mais e se possível, travar o que poderia ser a última luta dos dois. Se ele conseguisse matar aquele inconveniente mordomo, conseguiria acabar com o contrato dele feito junto com Ciel, deixando aquela alma livre e desimpedida. Ah, Claude~ mesmo vindo pela proteção de Alois, acabava pecando em seus pensamentos pelo jovem Phantomhive, isso era tão errado, que mostrava seu lado hipócrita em toda a determinação de ter ido até lá. Ouviu - e menosprezando - cada palavras provocativa que Sebastian fazia questão em dizer; não havia mudado nada desde o último encontro. Ficou pensando se aquilo faria parte de algum plano, ou se realmente ele complicaria as coisas com aquela recepção irritante. De qualquer forma, não podeira deixar sua guarda abaixada, e muito menos deixar de acompanhar qualquer movimento feito pelo mordomo ou ao seu redor (como outra fuga), só desejava matá-lo e ter de volta o que queria. ”Eu darei um jeito para tirar ele do meu caminho.” - E ajeitando seus óculos, desceu da carruagem e pegou os três pequenos canivetes escondidos em seu bolso, os mesmo objetos que o outro costumava usar.

Sincronizados!! Simplesmente, nenhum deles falhou em rebater as tentativas de furar um ao outro. Sebastian não parava de continuar provocando e dando indiretas para descobrir o que houve na noite anterior para que houvesse a fuga de sua majestade, enquanto Claude permaneceu concentrado e calado, analizando cauculistamente onde conseguir uma distração para nocauteá-lo ou ao menos abrir o espaço da entrada. Tudo isso é inútil, Sebastian Michaelis. Se pensa que eu realmente ficaria nervoso com essas infantis provocações chegando ao tempo de facilitar para vocês dois, está enganado. Sei que enquanto estamos tendo essa luta que me impede de ir, algo, dentro da mansão, está havendo entre seu mestre e o meu. Com uma distância, sériamente retrucou. Bem … parecia que estava certo em sua dedução, já que isso arrancou um sorriso de Sebastian. Os dois estavam ofegantes, e um pouco suados. Claude caminhou para dentro da carruagem e pegou algo dentro dela no banco, enquanto poderia ouvir um ”Haaam?” sarcásticamente dito pelo outro demônio. Será isso. Sua mão direita se fechou, o que mostrava estar segurando algo firmemente. Largou os outros dois canivetes e deixou um. Este que sobrou, cortou finamente a pele do cavalo que puxava a carruagem, o que deu início ao plano baixo que ele pretendia fazer: aquele corte iria encher o animal de dor, o que faria com que ele corresse para cima de Sebastian na primeira direção, e assim aconteceu; em gargalhadas, Claude aproveitou o descuido dado pelo outro, que se esquivava do enraivecido cavalo, e furou uma parte do braço junto com a roupa do mordmo Phantomhive, usando mais uma vez a dor ao seu favor. Que descuido lamentável … SEBASTIAN MICHAELIS!!!!! Suas mãos miraram certeiramente os olhos do mordomo, revelando o que ele escondia em suas mãos: sal grosso. Cegando temporáriamente ou pelo menos causando uma irritação nos olhos deste, o mordomo de Alois corria para dentro do jardim da mansão e indo para a porta da frente em uma rápida corrida. Assim que acabava de entrar, já conseguia sentir o forte e irresistível cheiro da alma de Ciel Phantomhive, que inundava todo o espaço com seu cheiro perfeito. Isso foi até uma vantagem, já que poderia encontrá-lo na mesma hora.

”Bocchan!!” - Pode ouvir bem próximo de si, sendo a voz novamente de Sebastian. Droga, que infortúnio, aquele mordomo sempre dava um jeito de escapar do improvável! Tinha acabado de subir um andar, e pretendia subir em silêncio, mas agora já sendo tarde demais. Lá de cima, poderia ver a odíavel figura de Sebastian o encarando no meio do salão, ainda ao lado da porta de entrada. Seu paletó não está perfeitamente tratado e com um notável furo nele. Você sequestrou uma criança e nesse momento, era para estar fora daqui gritando de dor e não conseguindo enxergar nada em sua frente. Há algo de errado, creio eu. Seu desprezo e raiva cresciam cada vez mais. Nem mesmo o cheiro que impregnava a mansão o deixava calmo.

Sebastian: Bem, eu agradeço sua preocupação. Realmente, eu cuidarei desse furo em minha vestimenta assim que conseguir deixar os indesejáveis convidados fora daqui. Eu não sequestrei absolutamente ninguém. Essa formidável dupla visita que chegou em nossa mansão, não estavam em nossos planos. Ah … quase ia esquecendo. Quando seu adversário prende estranhamente algo nas suas mãos e joga contra sua face, o mínimo que alguém vulneravelmente possa fazer, é fechar os olhos. Mas se esse detalhe melhorar seu humor, lhe confesso que sinto uma pequena coçeira no canto do meu olho.Enquanto Sebastian deixava seu sorriso mais a mostra, Claude novamente desceu cada degrau encarando o mordomo. Sebastian: Bocchan, sei que pode me ouvir. Tudo está melhor agora. Continue onde está e em breve deixarei tudo em segurança para sair. Ciel permitiria uma luta dentro da mansão? Não havia jeito de adiar, principalmente por Claude estar próximo tanto de seu lorde, como de Alois. Já preparou-se mais uma vez para pegar os canivetes que conseguiu recuperar enquanto estava no jardim, aliviando o corte em seu braço.

Então, Ciel se retirou. Voltou a ficar sozinho na escuridão, ouvindo a porta ser fechada e logo trancada. Ele novamente erguia sua cabeça e observava o seu “quarto”. Tão vazio. Deixou de abraçar seus joelhos e começou a desamarrar os laços de suas botas, até finalmente retirá-las e deixá-las de pé ao lado do colchão. Foi se deitando aos poucos, até encostar a cabeça no travesseiro e fechar os olhos. Não dormiu, apenas suspirou e tentou relaxar, algo impossível por estar sozinho naquela escuridão toda do quarto. Era assustador. Retirou seu fraque roxo e usou como cobertor, se encolhendo um pouco mais na cama. Ele voltava a ficar meio trêmulo, mas nem mesmo conseguia ver o motivo. Afinal … Estava ali para morrer, não é? Talvez estivesse com medo da morte, pois não era o que realmente queria. Como se estivesse se forçando a morrer. Era estranho, ora ele ficava com medo e sentia vontade de fugir dali e ora ele se lembrava das palavras de Claude e a vontade de morrer voltava.

Alois já voltava a se sentir fraco e cansado, apesar disso, ele não conseguia dormir. Lhe faltava o conforto de seu mordomo. Escondeu seu rosto sobre o travesseiro e virou-se de costas para a porta de seu quarto, esperando que não aguentasse e acabasse desmaiando de cansaço; seria a única forma para acabar dormindo ali. Não ouvia nada do outro lado, mal conseguia imaginar o que os dois poderiam estar pensando ou fazendo. Talvez em torturar Alois? Não, Ciel havia acabo de se preocupar com o mesmo, lhe perguntando o que estava havendo. Isso foi algo raro. Na mansão Trancy, Hannah e os trigêmeos estavam no jardim, imaginado que seu mestre já estava morto e que seria tarde demais assim que Claude chegasse lá. “Aquele garoto provávelmente já deve ter torturado-o demais”, pensou Hannah, enquanto os três conversavam entre si. 

– Ele … Dormiu? Perguntou para si mesmo, observando o outro pela janela de fora da porta. Já havia limpado sua lágrima e se acalmado. Alois se deitava sobre o colchão, de costas para a porta; isso fez Ciel entender que o mesmo acabou caindo no sono. Não ouvia mais nenhum soluço ou suspiro, mas não conseguia ver se as lágrimas do mesmo continuavam ou não. Suspirando, fechou a janela e se afastou, saindo do corredor e correndo até a sala de entrada de sua mansão. Lá, encontrou os dois mordomos se encarando, já preparados para uma luta. Não permitiria uma bagunça dentro de sua mansão, ainda mais por culpa do mordomo rival. – Sebastian! –  Ciel então aparecia em frente à porta da entrada da mansão. Assim que viu Claude ali nas escadas, o menor congelou. Estava correndo um grande perigo por ter aparecido ali na frente daquele mordomo, sabia que este não conseguiria se controlar por tanto tempo com o cheiro da alma de Ciel mais forte, agora. Sem que Ciel mandasse, rapidamente Sebastian se enfiou em frente ao seu lorde, tampando-o como uma força de protegê-lo, antes que Claude avançasse. Ciel repousou suas mãos nas costas do outro e apertou, com um pouco de raiva. 

Eu disse para não deixá-lo entrar na mansão, Sebastian! Mas, até que não era tão ruim assim. Desse jeito, Claude poderia encontrar seu mestre logo e entender o que estava acontecendo com o mesmo. Lembrando-se de cada palavra do loiro, Ciel levemente encostava sua cabeça nas costas do outro e sussurrava. Leve-o até o quarto onde Alois está. Ele … Não quer essa rivalidade toda, só quer o amor daquele demônio. Mas Claude não é como você que consegue retribuir, Sebastian … Alois está esperando seu mordomo apenas para que este possa matá-lo ali. Apenas leve-o até lá e deixe que se virem! Claude apenas pôde ouvir a última frase, e pôde entender que Alois ainda estava vivo, porém, trancado. Viu Sebastian voltar a encarar Claude, meio pensativo. Seria certo levar o mesmo até o quarto e deixar Ciel sozinho por alguns instantes? Mas … Levá-lo junto seria um tanto arriscado, Claude poderia acabar avançando em cima dos dois, apesar de saber que Sebastian poderia proteger no mesmo instante. Afastou-se de Sebastian, dando alguns passos de ré. – Me deixe no meu quarto, antes. Assim, Sebastian pegou-o no colo e subiu as escadas com pressa, passando por Claude antes que o mesmo notasse. Ciel agarrou-o no pescoço com força, meio nervoso, com medo que Claude acabasse seguindo os dois. Mas … Apenas o observou parado nas escadas, indiferente … Teria desistido de sua alma, no fim? Seria um grande alívio, inclusive para Alois.

Assim que chegaram na porta do quarto, Sebastian largou seu lorde, que logo adentrou-se e fechou a porta como uma “proteção”. Seu mordomo poderia cuidar de Claude agora, sem que Ciel ficasse tão nervoso ou assustado. Apenas dirigiu-se até a cama, onde sentou-se pensativo e ansioso. Agora que seu mordomo guiará o outro até o quarto de Alois, poderão se entender e sair de sua mansão, deixando-o em paz e sem se meter mais naquilo. Seria problema deles, apenas. 

Rapidamente se pôs em frente ao corpo do menor, como uma proteção momentânea para impedir qualquer chegada de Claude, que deixava claramente seu susto e tensão com os olhos arregalados ao sentir o cheiro atraente de sua alma tão próxima. Será que isso foi um erro? Ah, não. E irá avançar? Confrontou o outro demônio, que para a surpresa de todos, continuo calmamente em seu mesmo lugar sem dizer nada e nem agir. Muito suspeito. Entretanto, toda a desconfiança se foi assim que ficou sabendo que o que Alois desejava não era nenhum tipo de rivalidade ou guerra entre os dois, ele se deprimia com o fato da falta de retribuição de amor por Claude e não queria mais nada em sua vida. Tudo isso foi dito por seu lorde, que avisando Sebastian, não queria mais nenhum tipo de luta. Droga, ainda assim, as coisas continuavam arriscadas. Desse modo, eles continuariam mantendo seus dois piores inimigos por perto na mansão, mesmo com grande certeza que não havia nenhum plano lá atrás. ”Yes, my lord.” - Sériamente respondeu a ordem, o obedecendo mesmo com um profundo temor de o mordomo de Alois Trancy tentasse algo, já que era tão dissimulado e bem baixo. Segurou seu lorde no colo e rapidamente cortou caminho para passar pelo lado dele, apoiando-se nos corrimãos e passando em alta velocidade, só sendo notados depois.

Ainda olhou para trás, mas continuou vendo que Claude não moveu-se. Bem, isso foi um alívio. Deixou, de modo prático, seu lorde, que entrou para dentro de seu quarto e trancou a porta apenas por precaução. Só restavam os dois. Não sabia se primeiramente falaria algo ou só seguia as ordens, este tipo de atitude é da sua própria personalidade. Mas não queria estragar tudo. Me sinto surpreso. Sorriu. Você realmente seguiu meu conselho e manteve seu auto controle. Esperava ter que mais uma vez lutar, mesmo sendo que dessa vez não teria nada para ter me cegar. E provocou, passando vagarosamente ao lado de Claude e acenando com suas mãos para acompanhá-lo. Me siga até o andar de baixo, que é onde o senhor Alois Trancy se encontra. Eu irei abrir a porta e vocês poderão se resolver. Mas … Deixando propositalmente à mostra o canivete que retirou e deixou em suas mãos, eles finalmente chegavam em frente à porta do quarto. Alois continuava lá, em silêncio. Como eu não confio em você, ficarei por perto, mas com privacidade para vocês dois. Por todo o momento, o outro não o respondia. E agora, tudo estava perto para terminar … quem sabe.

Ele preferia ficar parado, não se deixar ser vencido por toda a atração que sentia pela alma de Ciel e piorar a situação. No fundo, ele queria avançar e tirar mais uma vez Sebastian do seu caminho e ter de uma vez o menor, mas saberia que precisaria de muito mais do que simples golpes, nunca seria tão simples. Viu os dois passando ao seu lado, e nada fez, só ajeitando seu óculos como sempre e esperando que o outro voltasse e levasse até onde estava sua majestade. Talvez Alois não tivesse dito nada para eles, pois provavelmente o Phantomhive poderia ter dito algo; mas era uma bobeira em vão, os três sabiam o que ele sentia depois de tudo que passaram. Sebastian voltou. O seguiu pelo que supostamente seria o caminho do quarto onde se encontrava o loiro, e não se deixando levar pelas provocações feitas contra ele pelo mordomo, deixou seu único canivete que sobrou já preparado nas suas mãos. ”Sebastian Michaelis não é ingênuo. E apesar de tudo, mesmo sendo uma criança, Ciel Phantomhive não seria tão idiota assim, pode haver algo.” - Deixou uma distância entre os dois, para não ser pego desprevinido.

Parou em frente da porta de entrada do quarto. Ela não era tão nova assim, sendo um curioso contraste se for comparada com a riqueza arrumação e como é tratado cada objeto da mansão. Talvez fosse proposital, não? Era isso que Alois merecia depois de tanto ataque aos dois. Ao entrar no quarto, se deparou com o estado de sua majestade que se deitava no colchão com o rosto para o lado e com uma feição cansa que ele conhecia. Ah, que péssimo. Esperava que dessa vez, do seu próprio jeito, poderia fazê-lo desistir do que queria e sair daquele indesejado lugar. Ouviu a porta se batendo sem ser trancada, os passos de Sebastian foram se distanciando.

My majesty, acorde. Em timbre sereno, tirou o cabelo que cobria o seu rosto enquanto via ele pouco se movimentando. Olhou ao redor, e viu como aquele quarto era assustador. Ele encarou o escuro. E ao lado, uma bandeija com alguns alimentos que não aparentava ter sido mexida.

Alois, lentamente, ia abrindo os olhos. Aquela voz … Claude! O loiro lentamente vou se virando, deixando claro para o outro sua falta de força e o quanto estava cansado. Finalmente Alois, então, revelava seu rosto cheio de marcas de lágrimas e seus claros olhos azuis brilhando em meio a tanta escuridão; logo, eles se encheram de lágrimas, porém … Alois não caiu em soluços e choro, ele apenas sorriu e deixou suas lágrimas voltarem a escorrer sobre seu rosto. Lentamente foi caindo, fazendo sua cabeça se encontrar novamente com o travesseiro e tinha apenas seu casaco como cobertor. Que bom … Você veio …  Ele encarou com um simpático e inocente sorriso aquele rosto meio confuso do maior, que esperaria alguns xingamentos e gritos vindo do loiro. Assim que o maior ficou ao lado do colchão, Alois apenas virou-se um pouco para frente para que pudesse vê-lo melhor, quem sabe, pela última vez. – Está doendo muito. Vamos … Já pode começar. Veio por causa do fim do contrato, não é? Quanto mais cedo acabar com isso, mais cedo ficará livre, Claude … Faça-o como quiser, mas termine logo com issoSuas lágrimas escorriam até seu travesseiro; algumas até seu queixo e acabavam caindo no colchão. Ele não tirava os olhos do outro, que se agachava e aproximava mais seu rosto ao corpo do outro. Você não precisa se sentir forçado a comer minha alma, Claude … Jogue-a no lixo, assim que terminar. ♥ Então … Alois realmente estava falando sério. Aquelas lágrimas mostravam isso, junto ao medo que estava sentindo, apesar de estar sorrindo e mostrar-se calmo. Ele sorriu mais e fechou seus olhos, deixando o resto com seu mordomo. 

Ao invés de sentir a primeira dor sobre seu corpo, Alois sentiu-se nos braços de seu mordomo que se levantava com o menor em seu colo. Este não erguia seus braços e o agarrava seu pescoço para se apoiar, apenas repousou uma de suas mãos sobre seu peito, voltando a apertá-lo. Ei … É aqui que Ciel mora … Por que não tenta ter um contrato com ele, assim que terminar aqui? Seu peito doía cada vez mais com o que dizia. Sua voz era tão rouca e baixa … E, algumas vezes, fazia algumas pausas entre as palavras. Claude nunca viu o menor naquele estado. – Claude … Ele erguia seus braços e, finalmente, o “abraçava” pelo pescoço. Um abraço tão fraco. – A-Aquilo que não presta será jogado ao lixo … Jogado ao lixo, jogado ao lixo … Aquilo que não presta será jogado … Lixo … Meu-amado-mordomo~ Sim, ele referia-se à sua alma, cantando baixinho ao ritmo de “London Bridge is Falling Down”. Houve um grande silêncio ali. Na última frase, Alois acariciou o rosto de Claude até fechar os olhos e, finalmente, desmaiar de cansaço. Aquilo já era esperado de uma criança que não dormiu por uma noite por chorar tanto. O corpo de Alois, então, era totalmente de Claude novamente. Seja lá o que fosse fazer, o loiro não o evitaria. 

E começou as primeiras reações. Alois ia se revirando no colchão, já reconhecendo a figura de seu mordomo. Esperava ser xingado, tomar algum tapa - que ainda nunca havia tomado - ou ser expulso de lá, tudo isso fazia parte da difícil personalidade que ele estava acostumado de sua majestade, mesmo que o loiro sempre o tratasse como a única exceção daquelas coisas. Ele finalmente mostrou seu rosto, o fundo dos olhos até inchados e meio escurecidos, as lágrimas ainda correndo naturalmente e um sorriso que se mostrava tão  inocente e melancólico, como se não tivesse força para mais nada. Sinceramente? Nenhum pingo de remorso vindo de Claude, ele só compreendia a força de suas palavras contra o loiro, e sabia que nada seria exagerado vindo dele. Começou ouvindo tudo o que já esperava: ele implorando para logo ser morto e ter sua alma descartada, romper o contrato e depois tentar firmar um ao lado de Ciel, ou simplesmente abandoná-lo. O demônio não se importava muito com o que ouvia, ele era o único que conhecia realmente Alois Trancy, e nunca deixaria de entendê-lo. Depois de mais chorar e implorar, ele apenas se calou enquanto deitou totalmente no colchão e fechou seus olhos, como se estivesse esperando a morte certa, sem dizer mais nada. E assim, o mesmo fez o mordomo, que só aproximou-se mais em sua posição agachada e pôs o corpo do menor em seu colo, sem sentir qualquer hesitação, no entanto, nem alguma ”colaboração”; ele ficava solto, sem apoiar suas mãos no pescoço ou se mover. ”Isso não está certo. Na verdade, acabando com o contrato. Ah … my majesty.” - Lamentou em seus pensamentos. A voz fraca do loiro até de certo modo era um alívio, já que não precisava preocupar-se com qualquer contrariedade, ele poderia seguir até de volta à mansão, no caso, sem a ajuda da carruagem.

Sebastian Michaelis, estamos indo. Obrigado pela breve estadia na mansão, e agradeça também ao lorde Ciel. Até algum próximo encontro. Em nenhum momento, ele parava para dizer tudo isso ou olhar em seus olhos. Foi andando para fora da porta de entrada, que já estava aberta, e andou até a saída. Tudo estava normal, até que ouviu A-Aquilo que não presta será jogado ao lixo … Jogado ao lixo, jogado ao lixo … Aquilo que não presta será jogado … Lixo … Meu-amado-mordomo~” - Sim. Uma referência à música London Bridge is Falling Down, imitando o seu rítmo e mudando a letra. Ah, aquilo soou tão cruel, tão … Alois. Entendo. Encarou o loiro, que ainda alisou seu rosto até enfim parar com qualquer movimento. Não caiu em sono total, seus olhos ficavam muito cerrados, estando impedindo de falar, mas não de ouvir. O caminho estava livre, os passarinhos mais uma vez voltavam a cantar e a manhã, em breve, se transformaria em tarde.

Minha majestade … você pode me ouvir. Estaremos voltando ao nosso mundo novamente, e juntos. Não só juntos físicamente, mas de todos os jeitos, como prometemos naquele contrato. Eu apoiarei você e te desejarei como sempre, e você sabe disso. Não precisa fazer nada para chamar a atenção ou fugir. O senhor é único, e por isso, sabe que somente eu posso entendê-lo e poder ser dono de sua alma e deste frágil corpo que precisa de mim para apoiar. Nunca mais se distancie. Você é especial, você é minha majestade, e provará isso se vingando de todos que um dia tentaram corrompê-lo ou lhe atingir. Isso nunca mais voltará acontecer, não enquanto eu estiver ao seu lado. Nem Sebastian Michaelis e nem Ciel Phantomhive. Não conseguiu ver nem um sorriso ou qualquer reação, mas via que ele estava acordado. Bem … a viagem seria longa até voltarem. Talvez, por questão de horas.

Demorou algumas horas para Alois finalmente acordar. Sim, ele ouviu cada palavra dita para o maior, porém, não preferiu dizer nada. Além de não possuir mais forças, aquelas palavras não mudaram muita coisa para Alois. “Sempre, sempre o mesmo sentido nas palavras … Seria mais fácil guardar saliva ao invés de me enrolar”, pensou. Logo seu mordomo percebia que ele finalmente acordava e se encaravam, até o loiro pedir para descer do colo do outro; o mordomo, então, o obedeceu e o deixou de pé no chão. Alois permaneceu parado e quieto; suas lágrimas, finalmente, havia parado de escorrer sobre seu rosto. Apenas esperou que Claude passasse e continuasse seu rumo até a mansão, que já estava bem próxima. Alois a encarava com desgosto, como se não quisesse voltar a viver aquela vida por lá. “Não … Era para você ter me matado, Claude.”, sussurrou. Foi dando alguns passos para trás, até que Alois virou-se de costas para o maior e saiu correndo, tentando fugir mais uma vez. Não adiantou muito: Logo sentiu sua cabeça batendo em algo macio … Claude. Com um olhar triste e vazio, o menor abaixou a cabeça e deixou ser carregado pelo maior mais uma vez; dessa forma, não tentaria fugir novamente. 

Os portões da mansão finalmente se abriam e Hannah observava, de longe, o corpo de seu mestre sendo carregado pelo outro. Morto? Não, sentiu um enorme alívio ao ver seus olhos abertos, mas ainda tristes. Passaram pela empregada mais os trigêmeos que observaram o corpo sem um ferimento do menor. Alois encarava Hannah com um certo ódio, pensando que foi ela quem contou onde estava quando fugiu. Entraram na mansão e Alois logo foi posto em sua cama, onde virou o rosto e ficou a olhar o céu pela janela, mesmo deitado. – Eu vou fugir denovo. Disse, chamando a atenção de Claude. – Não vou precisar da ajuda daquela mulher inútil … Eu vou fugir e morrer sozinho. –  E virou-se na cama, ficando de costas para o maior e escondendo seu rosto entre o travesseiro. “Aquela mulher inútil” … Então, foi Hannah quem o levou para lá, e não disse nada para Claude. O que o mesmo pensará disso? Alois apenas foi se encolhendo mais sobre a cama e, pelo visto, sua raiva finalmente voltava depois de tantas lágrimas. 

Estranhou o pedido do menor de ser posto no chão para andar depois de horas enquanto o demônio andava, e ainda por cima, sem comentar nada sobre suas palavras que havia dito quando começaram a caminhada de retorno desde a mansão dos Phantomhive. Boa coisa não seria, além de que pelo que parece, nada do que disse havia surtido efeito algum, era como se fosse algo irrelevante para o loiro. Sabia que ele havia ouvido tudo o que tinha dito, já que apesar da expressão cansada e distante, seus olhos permaneciam ainda cerrados encarando o céu enquanto era carregado. Mas ele pouco se preocupou, continuava achando a coisa mais normal comparado ao comportamento temperamental do menor que qualquer hora mudaria, só bastava paciência. Atento, conseguiu mais uma vez impedir mais uma fuga que o menor tentaria assim que estava no chão, quando ia começar a correr em vão. ”Isso está ficando cada vez pior, que droga.” Pensou enquanto mais uma vez conseguiu por seu corpo de volta em seu colo, vendo o rosto cabisbaixo e ainda triste. Nada do que disse significou algo, e pela primeira vez. Se sentia como um quase mentiroso que fracassou … bem, poderia ser só uma questão de tempo.

Chegaram na mansão e já eram encarados por Hannah, que aliviada, via os olhos de menosprezo de sua majestade tanto para a mansão quanto para aquela mulher, por uma razão que Claude desconhecia, mas achou que já era por sua própria natureza. Passaram por todos em silêncio, de maneira idêntica como foi na viagem toda. Assim entraram na mansão e foram para o quarto, o loiro era posto na cama e imediatamente virou-se; encarando o céu, repetiu em voz alta, que chamou a atenção do mordomo, que fugiria com ou sem a ajuda de Hannah, chamando-a de inútil. É isso! Então a fuga de sua majestade foi com o auxílio de um dos empregados, logo Hannah. Arregalou os olhos mas sem dizer nada, só prestando atenção no que o loiro dizia. No entanto, não iria se importar com esse assunto agora.

My majesty. E ajoelhou-se no chão sem encostar ainda no corpo do menor. – Me desculpa. O que o senhor deseja o que eu faça? Algo como demonstrar o quanto desejo você para que tenha certeza? Sequer suspirou. Só esperou a resposta que ele lhe daria.

– NÃO! CHEGA DISSO, CLAUDE! – Rapidamente virou-se para o maior e gritou, deixando o outro mais surpreso. O rosto do menor estava levemente rosado, e seus olhos brilhavam; suas mãos começavam a tremer, aos poucos. O olhar de Alois já deixava claro sua raiva para Claude. – Eu não aguento mais! Chega, chega de “my majesty”, “my highness” … EU NUNCA QUIS ISSO, CLAUDE! Não importa o que faça … Você não deixará de amar Ciel, não é? Aquela alma perfeita dele … Seu maior desejo e tê-lo por inteiro, não é?! – Alois finalmente soltava tudo para o outro, como um desabafo. Ele começava a apertar o lençol de sua cama entre seus dedos. – Do que adiantaria melhorar meu humor com atos falsos, Claude? … Uma alma não corrompida … O que seria uma alma não corrompida? Uma alma vindo de alguém que não possui sentimentos, que jamais se sensibiliza? Então … Quer dizer que, por eu mostrar minhas lágrimas e demonstrar o que sinto, transforma minha alma em lixo? Porquê não tive forças para segurar as lágrimas e escolhi mostrá-las, sou fraco? É tão confuso. 

Alois erguia sua cabeça e percebia que a teia que acabara destruindo na noite passada havia sido reconstruída e acabava se sentindo encarado pela aranha que havia derrubado. Que lugar desconfortável. Uma alma, para vocês, se torna suja à partir do momento que alguém mostra seus sentimentos às pessoas. Mas … Não devia ser o contrário? Ter a coragem e assumir o amor para alguém tão desejado não o torna forte? …  Você deve estar sentindo náuseas. Se calou. Lentamente, largou seu casaco roxo na cama e foi descendo, pegando uma toalha branca e limpa do armário e saindo do quarto. Vou tomar um banho, mesmo que isso não vá me limpar totalmente. Você não precisa vir. Disse, num tom irônico. Deixou seu mordomo no quarto e foi andando pelo corredor, ignorando a presença de Hannah e os outros três; sua cabeça já estava doendo demais e não queria se estressar mais, afinal, gritar e torturar Hannah não mudará absolutamente nada

Chegando ao banheiro, Alois fechou a porta e a trancou para que ninguém entrasse. Ligou a torneira para que caísse água morna dentro de sua banheira, enquanto retirava suas meias e seu short junto com sua roupa íntima. Em seguida, retirou seu colete e, lentamente, foi desabotoando sua camisa branca. Desligou a torneira e foi entrando aos poucos, até finalmente se sentar e abraçar seus joelhos, deprimido. Seria seu primeiro banho “sozinho”, mas tudo que queria era ficar um tempo sozinho para pensar e, quem sabe, terminar de descansar.

Ele subestimou. Não, não foi só subestimar os sentimentos e toda a raiva que Alois escondia em seu coração, ele conseguiu fazer algo pior que isso. Aquilo estava se tornando mais diferente ainda, Claude deixou de ser a excessão de toda a raiva e do ”cúmplice obrigado” do loiro para virar mais um que ele gritava e agia com ódio, só não tendo chegado ao ponto ainda de ser esbofeteado ou tomar algum golpe como o menor costumava fazer com Hannah, principalmente, até mesmo pelo motivo menor ou o mais fútil. Ele simplesmente desistiu de tudo, não importava quantas mais investidas Claude pudesse tentar, já estava se tornando impossível. Aos poucos, ele deixou a frieza de lado e agiu mais com os sentimentos, algo até raro para alguém tão indiferente como ele, que agora, assustado, via o loiro fazendo tudo o que quisesse e indo para fora do quarto sem pedir ajuda. Uma leve sensação de arrependimento batia em seu insensível coração, principalmente quando rapidamente lembrava de tudo o que disse no dia anterior e o modo que agora estava sendo tratado, uma enorme reviravolta. Que irônico … agora é ele quem se sentia rebaixado e com raiva de si mesmo, tendo que deixar de lado sua arrogância e o modo que desconsiderava todo o outro. Alois Trancy, que sempre esteve ao seu lado, até mesmo sendo superior, ficava praticamente implorando por carinho.

E-e-eu não sei o que está havendo … por um momento, me sinto arrependido. Alois Trancy … eu me sinto arrependido. Por que parece que Ciel Phantomhive não é mais tudo aquilo que eu tanto imaginava? Eu sinto algo como se fosse o mesmo que senti no início, antes de ver todos os defeitos de minha majestade. Um desejo, o mesmo desejo de antes. Não posso deixá-lo ir. Falou com ele mesmo, em tom até que se pudesse ouvir, mas não havia preocupação, já que os outros estavam distantes. Abriu a porta do quarto de sua majestade e caminhou rumo ao banheiro em que ele havia se trancado e já enchia sua banheira. Passou pelos outros empregados sem dar satisfação, sendo encarado por tudo o que acontecia: gritos, as atitudes de Alois, e o modo que o demônio estava sendo tratado pela primeira vez. Desçam e só voltem mais tarde. Diretamente deu a ordem, já vendo que os quatro deixavam o andar de cima e iam para baixo. Até mesmo deixou de lado em falar com a mulher sobre ela ter ajudado na fuga; percebeu que foi culpa sua, e além disso, era uma das coisas menos relevantes. No meio do caminho, já tentava preparar o que dizer quando estivesse de frente com Alois, sabendo que seria provavelmente expulso de lá.


Conhecendo muito bem todos os ”truques” da mansão, simplesmente fez um modo de destrancar a porta usando seu menor dedo da mão. Aos poucos, sentia a trava indo para o lado, ainda sem chamar muita atenção. Pela primeira vez, inéditamente seu coração batia forte e também sua majestade tomava o primeiro banho sozinho. Isso estava muito errado. Deu um último suspiro e arreganhou a porta em um movimento, mostrando-se decidido. Rapidamente, a fechou, podendo ver a posição em que o loiro estava, e a fitada que ele deu assim que o viu dentro do banheiro. Foi ousado. My majesty. Não pode fazer absolutamente nada sozinho. E continuou olhando para ele na banheira.

– Eu já mandei você parar com esse “my majesty”! Gritou. Largava seus joelhos e ia se encolhendo num dos cantos da banheira, até uma de suas mãos começar a jogar a água da banheira para fora, acertando o rosto do outro. Não ia fazer diferença para o mordomo, que retirava seus óculos e os guardava sobre uma mesa ao lado da banheira. Com as bochechas avermelhadas, Alois virava seu rosto, parando de jogar a água quente para fora. Eu consigo tomar banho sozinho! Me dê licença! Disse, abafado. Como resposta, sentiu ser puxado por uma das mãos do outro, ficando totalmente próximo do outro. Sentia medo de encarar aquele rosto e ver a mesma expressão. Como impulso, repousou suas mãos sobre os ombros de Claude, sem medo de acabar molhando o outro ou não. Finalmente sentia a esponja, já ensaboada, sobre suas costas; Alois sentia um forte calafrio mas se segurava para não gemer na frente do maior. Para se segurar melhor, envolveu seus braços no pescoço do outro e o abraçou, escondendo seu rosto envergonhado. Que banho estranho. Alois sentia fortes calafrios com cada toque da esponja morna sobre sua pele. Eu só quero que sinta aquele amor por Ciel por mim … Eu quero ser amado, de verdade, por você, Claude. Apenas por você. Rapidamente tampou sua boca. Aquelas palavras saíram sem mesmo o menor perceber! Os rostos se afastavam e finalmente se encaravam, sem que Alois largasse o pescoço do outro. Os olhos de Alois brilharam mais ao ver aquela face e, lentamente, levava sua mão até o rosto de Claude, alisando-o em uma das bochechas. Você … Finalmente mudou, Claude. Sussurrou. 

Os dois rostos voltavam a se aproximar, até que seus lábios novamente se encostaram. Alois não sabia bem como “beijar”, portanto, deixaria que Claude o ensinasse. Enquanto isso, ficou apenas enroscando seus lábios sobre os dele. Alois abria um pouco seus olhos para espiar a reação do outro e sentia um enorme alívio ao vê-lo de olhos fechados. Melhor: Suas bochechas acabaram ficando levemente rosadas, tal como as de Alois. “Claude … O que está passando por sua mente, agora?”, perguntou para si mesmo em meio aos milhares de pensamentos. Forçou um pouco mais o abraço, deixando as roupas de seu amado cada vez mais molhadas com seus toques. Aquela sensação … Tão relaxante. Era apenas aquilo que Alois queria: os carinhos, o amor de Claude. Com os braços envolvidos no pescoço do maior, passou a puxá-lo para dentro da banheira, onde Claude apenas colocava seus braços dentro da água morna para se apoiar. Seus lábios finalmente se encaixavam de vez. O primeiro beijo “de verdade” de Alois … Foi como se o tempo tivesse parado. Um pouco de saliva escorria para fora e caía sobre a água da banheira. 

O beijo logo foi parado quando o menor precisou recuperar fôlego. Porém, ao invés de pararem por ali e continuarem com o banho, eles só aproximaram-se mais e voltaram com os beijos. Nada, ninguém poderá atrapá-lhos agora. De fato, Alois desejava que aquilo nunca mais parasse. Ele arranhava a nuca do outro de uma forma meio leve e, ao mesmo tempo, bruta. Era tudo reação ao seu primeiro beijo. A esponjava continuava a boiar sobre a água; esqueceram-se do banho, então. 

Ah, aquela sua chegada sem dúvidas foi um tanto que surpreendente para o menor. Claude suspirava aliviado ao ver todos aqueles atos finalmente ”normais” de sua majestade, que seria de jogar água quente contra seu rosto, enquanto retirava os óculos, e logo depois se encostar na banheira com as bochechas mais avermelhadas retrucando que poderia tomar banho sozinho. Bem, agora assim o mordomo teria mais liberdade. Sem perder tempo, puxou as mãos do loiro que como resposta, teve seus ombros molhados pelas mãos de Alois com a água morna; pegou a esponja que estava na beira da banheira e começou a arrastar em toda a pele branca do loiro, pouco se importando se seu paletó era molhado e ficando desarrumado. Tudo o que queria era ficar próximo, aproveitar totalmente Alois, sem pensar em Ciel hora alguma. A esponja provocaria pequenos gemidos que normalmente, o loiro soltaria-os, mas por puro orgulho permaneceu calado ainda. Ele abraçou Claude. ”Mais próximos. É como se eu pudesse sentir algo que me chamasse também para perto.” - Tão estranho o demônio desejar toda aquela aproximação. Mais do seu paletó foi molhado, enquanto ele com mais facilidade ia molhando e limpando todo o pequeno corpo. Ouvia, agora em um tom de voz carinhoso, bem parecido com o de quando admtia que o amava, que ele só queria ter o amor que seu mordomo sentia pelo lorde Ciel, isso porque mal sabia que Claude já estava praticamente o desejando de um modo que nunca aconteceu. Você o terá, my highness … Como se sentisse enfraquecido e literalmente atraído pelo loiro, as ensaboadas pararam e o abraço meio que foi desfeito. Um braço de Alois continuou envolvido em seu pescoço, enquanto sua outra mão alisava o canto do rosto do mordomo com um detalhe único: começou a ficar em um estado corado, por pouco, não ficou claro. Então ele realmente mudou, e aquilo virou uma prova única. Seus olhos continuavam um no caminho do outro, estavam estáticos como se preparassem para um beijo. Algo que poderia ter saído tão fácil como antes, com tantas insinuações, aconteceriam depois de quase o contrato entre os dois ter seu fim.

My … highness … E com uma voz extremamente abafada, não segurou mais o toque até inocente dos dois nos lábios e iam se beijando aos poucos. Alois, mesmo com tudo que passou, não sabia como era aquilo. Enquanto Claude, com todo o gosto e a intensidade daquele toque, não conseguia mais resistir para nada. Foi tudo aos poucos, até mesmo com o mordomo fechando os seus olhos e ficando totalmente ”entregue”. Seus lábios encaixaram-se, e um pouco desordenados, os dois começaram a se beijar de um jeito tão lento e até carinhoso, que um pouco de saliva escorria por cima da água. A esponja foi solta e boiava em meio a banheira, e ao invés de usarem a pausa do beijo para voltarem ao banho, o fôlego de Alois foi tomado de novo por outro beijo, dessa vez, melhor que o primeiro. Ia ficando cada vez mais profundo o quanto o maior ia sentindo todo o aroma daquela pele, saciando o desejo que apareceu no quarto quando ele se foi.

– Arrgh~ Gemeu, se controlando, sentindo as unhas do outro arranhando sua nuca como reação. Aos poucos pareciam ficar acostumados. Para o mordomo, ele precisava mais do que aquilo; conseguindo se ajeitar, deu continuidade ao beijo enquanto toda a sua mão alisava por perto da barriga - e variando com alguns pequenos apertos que tiravam baixos gemidos do loiro - até, sem intenção, tocou na ponta do membro do menor descobrindo seu estado ereto. Heh~ Disse em meio ao beijo, provavelmente dando sinal ao menor o que havia acabado de fazer.

Ouviu o pequeno gemido do outro e parou na hora de arranhá-lo. Apenas segurou-o no pescoço, levemente, com medo de que tenha machucado o maior. Os lábios se separaram, encarando-o mais envergonhado e meio assustado. – Claude … Você está sorrindo. Disse, abrindo um enorme sorriso entre os lábios. Pela primeira vez, Alois foi o motivo de um dos raros sorrisos de seu amado. Voltou a agarrá-lo no pescoço e, mais uma vez, se beijaram. Sentia as mãos do maior sobre suas barriga, soltando alguns gemidos abafados com os apertos. Alois já estava ficando ofegante com toda aquela aproximação … Mesmo assim, ele desejava mais.  A-AH! …  Levou um pequeno susto ao sentir o leve toque da mão do outro sobre a ponta de seu membro que, sem nem mesmo o loiro perceber, já estava ereto. Retirou as mãos do outro de seu corpo e foi se afastando. Então … Acabou? Não, era apenas o começo. Alois se levantava da banheira e se enrolava na toalha e, assim que o mordomo se levantava e virava-se para o menor, notava que este estava segurando seus óculos e se dirigindo até a porta, de ré. Com um sorriso malicioso estampado no rosto, ele erguia o óculos ao alto e dizia:

– Nee, Claude … Venha pegar! E correu para fora do banheiro. Apenas uma das brincadeiras do menor, para irem para o quarto e continuarem tudo lá. Entrou em seu quarto e, atrás dele, o maior já se aproximava até ficarem ao lado da cama. Alois jogou o óculos do outro sobre a cama e o agarrou no pescoço, novamente. Não vai precisar deles agora. Sussurrou. Foi dando pequenos beijos sobre o queixo do maior, até subir em seus lábios e voltarem a se beijar como na banheira. Aos poucos, foram se agachando até o menor cair sentado ao chão, com a cabeça encostada sobre o colchão da cama atrás dele. Observava Claude vir, cada vez mais, para cima de si. Já estava totalmente nu ali na frente dele, e percebia que seu mordomo já começava a se despir com a mão livre. Pararam o beijo e esperou que ele terminasse, enquanto o acariciava nos cabelos, empurrando-os para trás. 

Sentia um certo medo de serem interrompidos por Hannah, pois sabia que os trigêmeos não se atreveriam à entrar no quarto do menor, a não ser que Claude mandasse. Logo o mordomo ficou apenas com suas calças e voltaram a se beijar. É a primeira vez … Que te vejo assim. Dizia, entre as pausas do beijo. Aos poucos ia anoitecendo, notando o quanto ficava escuro. Já não sentia medo algum, pois estava com Claude ali. Apenas o abraçava com mais força, fincando suas unhas em suas costas, meio nervoso

Ele realmente estava sorrindo, sem fingir nem ao pouco. Na verdade, ele nunca fingia nenhum atitude, começou a gostar e querer mais daquilo tudo cada vez mais que o beijo ia se aprofundando e mais trocavam carinho. Claude não conseguia manter a mesma atitude tão calada, ele não se contia, nem o seu sorriso e nem os baixos gemidos que aos poucos iam sendo mais soltos com alguns apertos de reação dados pelo loiro. Gostava daquela pequena dor. Suas mãos foram retiradas de cima da ponta do membro do loiro. ”Ele não gostou?” - Olhou assustado, preparando para pedir desculpas no mesmo momento em que o viu se levantando e também iria fazer o mesmo. Uma pequena palpitada. Ah … aquele era um outro Claude, com certeza; que mudou assim que percebeu a perda da alma e de tudo que significava Alois Trancy para ele. Dando pequenos passos de ré até a saída, os dois ficaram calados, encarando um ao outro até que Alois estampava seu sorriso malicioso, que sempre fazia quando tinha algum plano na cabeça, e correu para fora do banheiro enrolado na toalha com os óculos do mordomo. M-m-my maj-MAJESTY! E pela primeira vez, ele não ficou indiferente, e sim correu até lá para seguí-lo, quase escorregando na saída do banheiro por causa da água no chão.

Assim que conseguiria alcançá-lo, viu seus óculos sendo jogados para o outro lado da cama e sendo agarrado pelo pescoço. Isso foi uma idéia do menor para continnuarem no quarto, estava óbvio. Novamente sorriu. O primeiro beijo foi dado no seu queixo, e o outro foi idêntico quando estavam perto da banheira. Tinha noção da porta que não estava trancada, mas tinha garantia em si mesmo com a expressa ordem de todos se manterem lá em baixo até as horas passarem, não conseguiria parar aquele momento com tanta intensidade entre os dois. Alois estava praticamente vulnerável para qualquer coisa que o mordomo desejasse, caindo sentado ao chão e encostado no colchão; enquanto isso, com uma mão, Claude tirava as partes de cima das suas vestimenta enquanto também ajoelhava-se, aproximando-se cada vez mais sem hesitar em nenhum momento. Suas bochechas levemente coraram-se enquanto, com sua outra mão, ia ficando com a parte de cima despida. My majesty … ainda tem muitas coisas que podemos ver e fazer pela primeira vez. Em tom abafado, era como se estivesse cheio de confiança e idéias na cabeça. O loiro era um tanto envergonhado como também dando liberdade para seu mordomo, como se fosse um sonho dos dois.

Aproveitando o estado nu do outro, foi lentamente encostando sua cabeça totalmente em cima dele, mas só a cabeça. Seus lábios começaram - desde perto dos peitos - até perto da barriga, à deslizar e mudar com alguns rápidos beijos. Seus olhos abertos viam a pele do loiro ficando arrepiadas, isso o incentivava mais. Começou em mordiscar no meio da barriga, mas de maneira diferente: os dentes se fincavam como se quisesse formar algum desenho, fazendo movimentos circulares - ora fortes, dando mais gemidos, ora fracos - e era perceptível que o objetivo de Claude seria deixar aquelas marcas vermelhas bem notáveis.

Alois jogava sua cabeça para trás, sentindo fortes arrepios em seu corpo e soltando altos gemidos com cada mordida do outro. Ele voltava a fincar suas unhas na nuca do outro e, algumas vezes, acariciando-o nos cabelos como uma maneira de pedir maisC-Claude … Ahn~! V-Vamos … Morda com mais força, deixe uma marca permanente aí~   Dizia entre os gemidos. Observou o sorriso do outro, que aumentava cada vez mais, e obedeceu seu lorde. O menor repousava suas mãos nos ombros do maior, passando a arranhá-lo ali ao invés da nuca. O menor gritava de dor e, para que não chamasse a atenção de alguém fora do quarto, ele puxava o lençol até sua boca e o mordia com força para abafar cada gemido. – H-Hnn~!! Ele observava um pouco de sangue escorrer para fora de seu corpo e manchar sua barriga e o chão. Algumas lágrimas escapavam de seus olhos e escorriam sobre seu corpo, deixando claro para seu mordomo a dor que estava sentindo, mas … Ele não queria que parasse, Claude sabia disso. Apenas procurou limpas aquelas lágrimas o mais rápido. Não demorou muito para sentir algumas lambidas do outro sobre sua barriga, “limpando” todo o sangue que escondia a marca. Uma teia. Sim, uma teia … Foi o que Claude desenhou no corpo do menor com seus dentes. Alois soltava o lençol de sua boca e encarava aquela marca que ocupava grande parte de sua barriga, chegando até o peito. Estava ofegante e totalmente corado mas, ao mesmo tempo, feliz. Um sorriso surgiu na face do menor, que pegava uma das mãos de seu amado e a colocava por cima de sua “nova” marca. – Eu te amo. Disse, sem esperar uma resposta: Aproximou seu rosto e voltaram a se beijar. 

Aos poucos, Alois ia empurrando Claude até o chão e sentava-se por cima, de frente. Arrastava seus lábios até as bochechas do outro, enchendo-o de beijos até a orelha, onde passou a mordiscá-lo. Sua cintura começava a se mover vagarosamente para frente-e-para-trás, sentindo o membro já ereto do outro. Parou com as mordidas e observou o rosto de seu mordomo por alguns minutos. Que momento perfeito. Alois acariciava o rosto de seu amado com uma das mãos, enquanto a outra ia descendo até sua cintura, desabotoando e abrindo o zíper do maior. Com um pouco de dificuldade, enfiou sua mão por dentro da calça até sentir o membro do outro na palma de sua mão, passando a masturbá-lo devagar. Ao ouvir os primeiros gemidos do maior, Alois decidiu abaixar-se e retirar as calças do outro por completo, junto a sua roupa íntima. Enroscou sua língua por todo o membro do mordomo, deixando-o mais molhado e, com a ajuda de uma das mãos, foi sentando por cima até finalmente encaixá-lo por completo. – A-A-AAAH— Tentou interromper seu gemido com sua própria mão enquanto, aos poucos, já começava os movimentos com a cintura de baixo-para-cima. Já não conseguia mais se acalmar … Seus gemidos ecoavam pelo quarto, junto aos de Claude. 

– C-Claude … Enquanto nós estivermos a sós, poderia me chamar apenas de Alois? Quero ouvir sua voz chamando pelo nome que você mesmo deu … Ngg~ Ele mal conseguia falar: Tinha de parar com os movimentos para que pudesse completar a frase. Enquanto uma de suas mãos estavam repousadas sobre o ombro do maior, a outra voltava a acariciá-lo no rosto, empurrando qualquer fio de cabelo que atrapalhasse a visão do outro para trás. Alguns pingos de suor escorriam sobre seu rosto e caíam sobre o corpo do outro. 

Sabia que sua majestade queria mais, não precisava nem mesmo forçar tanto para que ele acabasse cedendo. Ia resistindo contra a dor em sua nuca, já conseguia se acostumar um tanto com ela, já que depois disso, vinha um carinho em seu cabelo, Alois sabia perfeitamente como retribuir. Ao ouvir aquele pedido feito pelo loiro, rapidamente conteve - sem conseguir, claro - o seu sorriso e só balançou a cabeça de cima para baixo, que sem hesitar ou esperar mais algum tempo, iniciou as mordidas muito mais fortes e completaria seu ”estranho plano”. Como se fosse o único que poderia conseguir isso, a cada mordida mais forte, para tornar as marcas permanentes, ele sentia muito mais todo o gosto que tinha seu amado, literalmente pegar aquele aroma; enquanto Alois dava seu próprio jeito de abafar o grito de dor para não chamar a atenção e serem interrompidos e seu ombro ficar com mais marcas de arranhões, principalmente agora, descoberto. ”Sangue … isso é perfeito.” - Só fazia parte do que ele queria: conseguir tomar de todas as maneiras o aroma da majestade. Lambeu - ignorando as lágrimas que escorriam dos olhos do loiro - todo o sangue espalhado pela barriga, que revelava a marca que fez com seus dentes enquanto rapidamente saciava-se com aquele gosto. A respiração era intensa, quase sem fôlego, a mão do mordomo foi posta em cima da pele totalmente marcada e avermelhada do outro, e mais uma vez beijaram-se. Não conseguiu ter tempo para retribuir o ”eu te amo” que fora dito, mas isso poderia ser adiado para o fim.

Agora, empurrado ao chão, fácilmente suportava o peso do menor que ficou em cima do seu corpo. Arrepios~, seu membro endurecia mais ainda com a respiração de Alois em sua bochecha e chegando até o ouvido, acompanhado de mais beijos e pequenas mordiscadas. Como se não fosse o bastante, sentiu por cima de si, os movimentos de frente-para-trás do loiro, dando alusão ao que poderia vir em breve. Ah! Sua imaginação já tornava tudo diferente. Não foi capaz de evitar o rosto envergonhado, que ficou mais claro ainda quando era encarado por Alois; ele sabia como tirar proveito e se divertir assim. Seu zíper descia e a calça desabotoada, ainda tentou impedir - mas desistiu na mesma hora - aquilo, porém, agora a mão quente do menor apalpava seu membro que endureceu de vez. Ghhh! Aaaah!!~ Que sensação incomparável. Mordiscou seus lábios impedindo que a masturbação feita, o fizesse gemer mais. Sentiu sua calça ser aberta por completo, e a língua enrolada em seu membro totalmente à mostra, molhar e provocar o primeiro pingo de sêmen que foi solto. Esse sêmen já havia ficado pronto para cair assim que aqueles quadris moviam-se por cima de sua roupa. Provocante, muito provocante.

Acabando-se por se dar distraído, gemeu mais alto ainda depois que seu pênis encaixa-se dentro de Alois e não se controlou mais. Nada importava: ser ouvido pelos empregados lá em baixo, alguém acabar abrindo a porta ou qualquer infortúnio parecido, não recusaria aquele momento por mais nada. A-Alois … Al … Aloi … Não conseguia completar a frase de maneira alguma, todo o prazer naquilo impedia que pudesse dizer o nome do menor claramente.

Um pouco de suor escorreu por seu rosto, agora se esforçando mais com os repetidos movimentos dos quadris de cima para baixo. Agora, era o próprio Claude que tornava tudo mais rápido. ALOIS TRANCY. Com a vez trêmula por quase não sair, segurava-se ao mesmo tempo para não ejacular tão rápido, por ser a primeira vez e ainda querendo alongar todas as sensações. Sua mão rapidamente iniciou a masturbação ao membro do outro; era rápido e com força, esquentando o pênis que masturbava em questão de segundos. Aproveitando-se da posição que estavam, parou com aqueles movimentos com as mãos e levantou, sem dificuldade, o corpo da majestade pelas costelas. Flexionou o seu corpo e olhou para a face deste, via o inocente sorriso junto com a expressão envergonhada. Ah, como aquilo era uma maneira de excitá-lo mais. Alois Trancy. Meu Alois. Aquele que quero sentir todo o aroma que tem. E dando seu primeiro sorriso malicioso estampado, esticou sua língua e passava em todo o redor daquele pênis. Já vendo que o molhou por completo, encaixou seus lábios e pôs todo ele em sua boca, pressionando com a língua para causar certa dor e movendo a cabeça para frente e para trás.

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